Archive for year: 2014
Apresentação do livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe”
/in homepage, Saude Para Todos Português pll_555b5a632c41d /by saudeadminO Instituto Marquês de Valle Flôr lançou o livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe” no dia 15 de abril às 18.30 horas no Auditório 2 da Fundação Calouste de Gulbenkian. A sessão de encerramento do evento contou com a intervenção do Secretário de Estado Ajunto da Saúde, Fernando Leal da Costa.
No âmbito da comemoração dos 25 anos do programa Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe, o livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe” reúne um conjunto de histórias do projeto e dos seus protagonistas, de todos aqueles que num espírito de cooperação e solidariedade contribuem para a persecução deste projeto. Este é um livro que se assume como uma homenagem a todos aqueles que apoiam este programa e que dele são parte integrante.
O evento contou com as intervenções de Luís Amado, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal sobre “Cooperação em Saúde como Motor de Desenvolvimento”, João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo e chefe da missão da especialidade de Otorrinolaringóloga em São Tomé e Príncipe sobre “Ser Missionário” e Luís Campos, Diretor do Serviço de Medicina IV do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Presidente do Conselho Nacional para a Qualidade em Saúde sobre “Um olhar sobre os 25 anos do Saúde para Todos”.
A cerimónia contou também com as intervenções da Administradora Executiva da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, da Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Ana Paula Laborinho e do Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Telles de Freitas.O programa Saúde para Todos, com o apoio da União Europeia, da Cooperação Portuguesa através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., da Fundação Calouste Gulbenkian, da Direção Geral da Saúde de Portugal e da PT Inovação, em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, tem desenvolvido desde 1988 um amplo programa de reforço no setor da Saúde em São Tomé e Príncipe. Este é um projeto cuja intervenção é reconhecida pelo Estado português como sendo de interesse público, pelas Nações Unidas como um exemplo de boas-práticas em capacitação e desenvolvimento sustentável e que tem sido alvo de vários prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais.
Veja o video da apresentação do livro aqui
5ª edição do Congresso iMED: IMVF apoia estágios de jovens médicos
/in Saude Para Todos Português pll_555b5d1cd7466 /by saudeadminO IMVF foi um dos parceiros e membros da comissão de honra do Congresso iMed5.0 – Innovating Medicine, apoiando esta iniciativa anual através da atribuição de estágios médicos, no âmbito do projeto Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe. Maria Catarina Damásio e Marta Pimenta foram uma das três duplas de jovens que carimbaram o passaporte para duas semanas de estágio em cuidados de saúde primários e que relatam a sua experiência no terreno, mostrando a importância desta iniciativa na formação de um jovem médico.
As duas estudantes do 6º ano de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa venceram aClinical Mind Competition, uma competição que consiste em testar o raciocínio médico através da resolução de casos clínicos apresentados em tempo real. Com o intuito de contribuir para a formação pessoal e curricular de jovens estudantes de Medicina este congresso reuniu médicos e cientistas internacionalmente reconhecidos pelo seu contributo para a inovação nas ciências médicas que intervieram em conferências e sessões científicas.
O contacto com diferentes paradigmas de doença, meios de diagnóstico e terapêuticas aliado a uma experiência enriquecedora a nível pessoal foram aspetos realçados por parte do IMVF na carta de aceitação ao convite endereçado pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, enquanto fatores de crucial importância na formação de um médico.
Sob orientação da Delegada de Saúde da Área de Lembá, Dra. Maida Ramos, as duas jovens realizaram cuidados de saúde primários no Centro de Saúde de Neves e no Posto de Saúde de Santa Catarina, desempenhando uma atividade clinica autónoma. “As necessidades de saúde em São Tomé e Príncipe são enormes, o tipo de doenças são as mesmas que temos em Portugal, embora também haja uma prevalência de doenças que não acontece cá, como por exemplo as doenças infeciosas, que lá têm um impacto enorme e que cá conseguimos controlar desde o início”, afirma Catarina.
Após algumas reuniões e passeios para conhecer a ilha com o acompanhamento indispensável do coordenador do projeto Saúde para Todos em São Tomé e Príncipe, Dr. Edgar Neves, Catarina e Marta rapidamente iniciaram funções e, entre o primeiro impacto e a realidade, constataram as muitas necessidades e a falta de alguns recursos, como de água canalizada no centro de saúde. Nessas alturas, o pensamento de Marta era: “Vou dar o máximo com os recursos que tenho”.
A jovem médica considera que foi “mais benéfico e útil” terem realizado o estágio em cuidados de saúde primários pois, não sendo ainda especialistas, tiveram oportunidade de ter contacto com uma quantidade de patologias muito maior. Com poucos médicos a exercer no país, as jovens contam que muitas vezes os enfermeiros assumem as funções dos médicos pelo que, dependendo do tipo de atividade, diariamente chegavam a fazer mais de 15 consultas.
Da teoria à prática
A necessidade de tomar decisões de forma rápida e consciente foi algo com que tiveram que lidar desde o primeiro dia de trabalho, pondo à prova os seus instintos médicos e a sua capacidade de improviso. “Devido à falta de recursos logísticos e terapêuticos tínhamos que ter o nosso raciocínio clínico a mil. Embora cá seja igualmente necessário esse raciocínio para chegar a alguma hipótese de diagnóstico, temos sempre a ajuda de um médico mais velho ou de um exame complementar de diagnóstico. Lá só podíamos contar com aquilo que sabíamos, com a parte teórica”, afirma Catarina Damásio. “Éramos constantemente postas à prova, aquilo que fiz só tinha visto fazer. Sabia na teoria, mas colocar na prática foi um grande desafio”, conta Marta.
Marta relata um dos casos que mais a marcou pela força e resistência à dor por parte de um jovem são-tomense de 18 anos. A estudante de medicina viu-se confrontada com a necessidade de drenar um abcesso numa das mãos do jovem que estava já bastante infetada. “Cá seria feito no bloco operatório com anestesia geral”, afirma. E acrescenta. “Eu acho que me estava a doer mais a mim do que a ele”.
“Foi um desafio enorme, e foi também a forma de nós percebermos se estamos na profissão certa ou não”, afirma Catarina. De tal forma que no futuro gostavam de voltar como médicas especialistas integrando uma missão. “Gostava de voltar, mas noutras circunstâncias. Sinto que esta experiência me deu muito mais a mim do que eu dei àquela população”, afirma Marta. “Indo lá e vendo as necessidades que há de serviços de saúde, de tudo, é impossível não ter vontade de voltar porque de facto a população precisa muito”, afirma Catarina.
Sobre o trabalho do IMVF em prol da saúde dos são-tomenses, as duas jovens são unânimes a afirmar a importância do papel da organização no país. Enquanto médicas estagiárias tentaram deixar o seu “legado” e dar alguma formação, mas acima de tudo reconhecem o agradecimento e respeito que os são-tomenses têm pela figura do médico. “Foi muito gratificante, sentimos que a nossa presença não foi indiferente às pessoas. Estávamos a prestar cuidados de saúde e isso também ajudava a que todos os dias, no meio daquele calor, tivéssemos força para trabalhar”, afirma Catarina.
Os estágios iMed encontram-se a decorrer desde maio e têm levado a São Tomé e Príncipe as restantes duplas de vencedores da Clinical Mind Competition: Inês Figueiredo e Maria Isabel Rebelo e Joana Carvalho e João Rafael Mendes. Com o intuito de ser um espaço de partilha e de debate sobre inovação entre especialistas e estudantes da área das ciências da vida, convidados a intervir através de workshops hands-on e de competições, a 5ª edição deste congresso foi organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (AEFCML) e apoiada pela Universidade NOVA de Lisboa, pelo Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) e pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa, tendo decorrido entre os dias 11 e 13 de outubro de 2013 na Reitoria da Universidade Nova em Lisboa.
Primeiro Dicionário Oficial da Língua Gestual de São Tomé e Príncipe
/in Notícias, Saude Para Todos Português pll_555b5e5bf047c /by saudeadminFoi lançado no dia 10 de julho de 2014 , no Centro Cultural Português, na cidade de São Tomé, o primeiro Dicionário da Língua Gestual de São Tomé e Príncipe, nasce da necessidade de melhorar a qualidade de vida e de combater o isolamento da comunidade surda são-tomense, composta por cerca de 5000 pessoas, ou seja 3% da população deste pequeno arquipélago de 180.000 habitantes.
Otimizando a capacidade de ensino, aprendizagem e integração social, e com o intuito de quebrar os constrangimentos linguísticos existentes, este dicionário surge no âmbito do projeto “Sem Barreiras” promovido pela Universidade Católica Portuguesa, pelo Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital CUF Infante Santo e pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, do Ministério da Educação, Cultura e Formação e do Ministério dos Assuntos Sociais de S. Tomé e Príncipe.
Possibilitando que os surdos são-tomenses se reunissem, pela primeira vez, em contexto de partilha e aprendizagem, entre 2013 e 2014, com o apoio de uma surda gestuante nativa de Língua Gestual Portuguesa, o projeto Sem Barreiras surgiu como resultado das missões de especialidade de Otorrinolaringologia do programa Saúde para Todos, durante as quais foi identificada a necessidade de uma intervenção integrada com terapia da fala e língua gestual.
Compreendendo três domínios de ação – nomeadamente, a deteção e tratamento da surdez, quando possível; o ensino e aprendizagem de uma língua de modalidade visual, quando a surdez não é medicamente tratável; e a capacitação de formadores são-tomenses para, em ambiente escolar e devidamente enquadrados na carreira docente e no currículo escolar, disseminar, proteger e promover essa mesma língua criada – o projeto Sem Barreiras surge assim de uma parceria entre a CUF Infante Santo, a Universidade Católica de Lisboa e o Ministério da Educação de São Tomé e Príncipe, sendo albergado pelo IMVF. Este projeto não seria igualmente possível sem o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, e também da Cooperação Portuguesa, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP., bem como do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e ainda, numa fase inicial, pela Mota Engil.
Da responsabilidade das Professoras Ana Mineiro, Patrícia Carmo e de Ricardo Oliveira, o primeiro dicionário da Língua Oficial de São Tomé e Príncipe é bilingue e está organizado em torno de 18 áreas temáticas – da Alimentação ao Vestuário, passando pelas Emoções ou Transportes – apresentando os gestos que aí pertencem através de fotografias, e sendo complementados pelo alfabeto manual são-tomense, também difundido no âmbito do projeto.
Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressam a São Tomé e Príncipe
/in Saude Para Todos Português pll_555b6042a8ced /by saudeadmin“Que a sala esteja lotada como o ano passado, que o pessoal dos cuidados de saúde sinta que estas Jornadas sejam úteis para a sua prática clínica, que traga algo de novo.” Estas eram as expetativas da Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e que integrou comissão organizadora da 2ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia, que decorreram nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2014 no Centro Cultural Português em São Tomé e Príncipe levadas a cabo pelo IMVF em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Este evento, contou com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe e centrou-se na patologia nasal e do tecido linfoide da cavidade oral e nasofaringe. Segundo a médica, que colabora em regime de voluntariado com o programa Saúde para Todos, “a escolha destas temáticas baseia-se no facto de serem patologias frequentes nesta população e deste modo poderemos ajudar a orientar de melhor forma estes doentes”. O principal objetivo destas Jornadas foi o de “trazer ao pessoal que presta cuidados de saúde uma atualização dos conhecimentos clínicos de modo a melhor orientar os doentes nesta população”, afirmou a médica. Durante o evento foram distribuídos livros com temas clínicos nomeadamente sobre a patologia otológica, nasal, orofaringe e laringe.
Estas Jornadas contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos e da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.
Medigraf premiada
/in homepage Português pll_555b648b3070d /by saudeadminA versão 3.0 da plataforma Medigraf utilizada na telemedicina com São Tomé foi galardoada no final de 2013 com dois prémios na categoria Changing Lives.
Os prémios AfricaCom 2013, que celebram os melhores feitos da indústria que ocorreram no continente africano e os Broadband Infovision, considerados dos mais prestigiados no reconhecimento da excelência em banda larga no mercado, reconheceram a Medigraf como uma iniciativa com um impacto significativo nas telecomunicações africanas e na comunidade, contribuindo para o seu desenvolvimento económico e social.
A Medigraf, desenvolvida em parceria com a PT Inovação, destaca-se enquanto aplicação com capacidade para melhorar as condições de vida das populações, no que diz respeito aos seus bens mais preciosos: a saúde e o bem-estar.
A Nossa História
Cuidados Primários
Especialidades
News
1ªs Jornadas da Dermatologia da Lusofonia de São Tomé e PríncipeJuly 25, 2018 - 10:55 am
Semana da Dermatologia da Lusofonia em São Tomé e Príncipe permitiu estabelecer as bases para a criação de um serviço da especialidade no paísJuly 23, 2018 - 10:47 am
1.ªs Jornadas de Dermatologia da Lusofonia em São Tomé e PríncipeJuly 12, 2018 - 10:32 am








