Está disponível o artigo científico sobre a especialidade de cardiologia no âmbito do Saúde para Todos

Foi divulgado um artigo científico na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, em junho de 2015, que descreve o trabalho e o contributo da especialidade de cardiologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

O artigo “Saúde para Todos – Especialidades: Cooperação Portuguesa com São Tomé e Príncipe na área da Cardiologia” foi escrito pelos médicos José Loureiro e António Freitas e pela técnica de cardiopneumologia Cláudia Antunes, que desde 2010 integram as missões de cardiologia enquadradas no “Saúde para Todos: Especialidades”.

O IMVF desenvolve desde 1988 um amplo programa de reforço no setor da saúde em São Tomé e Príncipe. Com o apoio da União Europeia, Cooperação Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian, Direção Geral da Saúde de Portugal e em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, o programa Saúde para Todos empreendeu, ao longo dos últimos 27 anos, uma estratégia progressiva e em constante crescimento de capacitação e desenvolvimento do setor da saúde. Atualmente a esperança média de vida do país ronda os 70 anos e os indicadores de saúde do arquipélago situam-se entre os melhores da África subsariana.

Cardiologia no terreno e Telemedicina

A primeira missão a São Tomé e Príncipe da especialidade de cardiologia ao abrigo do programa “Saúde para Todos – Especialidades” decorreu em 2010, durante a qual foram realizadas 185 consultas, 369 exames e várias sessões de formação. O artigo refere que o objetivo dessa primeira missão foi “avaliar de que forma o programa “Saúde para Todos do IMVF poderia contribuir, no campo da cardiologia, para uma estratégia global de cooperação em integração e complementaridade com o trabalho já existente de outras organizações”, uma delas a Organização Não Governamental (ONG) de Coimbra, Cadeia da Esperança.

Colaborar na criação e desenvolvimento de uma unidade de cardiologia no Hospital Dr. Ayres de Menezes, inaugurada em 2012, recorrer à telemedicina para apoiar no diagnóstico, orientação terapêutica e decisão de evacuação de doentes para Portugal e contribuir para a criação e implementação de programas de prevenção primária e secundária de doença cardiovascular foram e continuam a ser as principais linhas orientadoras da atividade levada a cabo pela especialidade de cardiologia ao abrigo do “Saúde para Todos – Especialidades” em São Tomé e Príncipe.

Leia o artigo completo aqui.

otorrino

Missões de Otorrinolaringologia realizaram mais de 400 consultas e mais de 600 exames

As missões de Otorrinolaringologia e Audiologia chefiadas pelo Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo estiveram em São Tomé e Príncipe, naquelas que foram as 14ª, 15ª e a 16ª missões desta especialidade em 2015, no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

De 28 de fevereiro a 7 de março, de 23 a 30 de maio e de 11 a 18 de julho, a equipa de missionários portugueses constituída por médicos, enfermeiros, audiologistas e uma terapeuta da fala provenientes do Hospital CUF Infante Santo exerceram a sua atividade clínica no Hospital Dr. Ayres de Menezes, no Hospital Dr. Manuel Quaresma Dias da Graça e nos centros de saúde de Neves e de Água Izé, tendo realizado 123 consultas de otorrinolaringologia, 68 intervenções cirúrgicas, 218 consultas e 535 exames de audiologia, 90 consultas de próteses auditivas, 106 exames audiométricos e41 consultas de terapia da fala.

Foram também realizados vários rastreios auditivos neonatais em São Tomé e no Príncipe, ministradas formações para o tratamento de próteses auditivas na ausência das missões, bem como formações dirigidas às enfermeiras da neonatologia para a realização de rastreios auditivos. Foi ainda realizada uma ação de sensibilização sobre a saúde vocal nas escolas e várias reuniões clínicas sobre rastreio auditivo neonatal e consulta de audiofonologia. As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português com o tema “A Voz e a Patologia Cervical”, naquela que foi a 3ª edição deste encontro anual.

Continua em curso o projeto de investigação que tem como objetivo determinar se existe uma associação entre os traços de hemoglobinopatias e a surdez neuro sensorial e eventuais causas da surdez em São Tomé e Príncipe. Foi também feita a avaliação da evolução das crianças seguidas nas missões anteriores e a referenciação de doentes para a próxima missão, que vai decorrer até ao final deste ano.

A primeira missão de otorrinolaringologia teve lugar em 2011, e desde então têm sido regulares as idas de profissionais de saúde desta especialidade a São Tomé, contando com o apoio do Hospital CUF Infante Santo e da Amplifon, no âmbito do “Saúde para Todos: Especialidades”, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e que conta com o cofinanciamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

Missão de Oftalmologia esteve em São Tomé e ajudou a curar casos de cegueira

A mais recente missão de oftalmologia promovida pelo IMVF em São Tomé e Príncipe permitiu a observação de mais de 500 doentes e a realização de mais de 70 intervenções cirúrgicas durante duas semanas, atuando na prevenção e na cura da cegueira e de outras doenças oftalmológicas.

Entre os dias 30 de maio e 13 de junho de 2015, uma equipa de profissionais portugueses constituída por 5 médicos e uma enfermeira do serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz realizou 509 consultas, 73 cirurgias e várias comunicações e ações de formação em bloco operatório e em contexto de consulta dirigidas a técnicos locais, possibilitando capacitar os profissionais são-tomenses na observação e avaliação de doentes e na correta utilização dos equipamentos médicos.

A avaliação dos doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e a realização de intervenções cirúrgicas de acordo com as patologias detetadas, dando continuidade à assistência médica e cirúrgica oftalmológica foram os principais objetivos cumpridos nos 15 dias em que a equipa liderada pelo Dr. Luís Dias Pereira, chefe da missão da especialidade de oftalmologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina esteve no terreno.

Somente às cataratas, a principal causa de cegueira reversível a nível mundial, foram submetidos a cirurgia 39 pacientes, um dos quais em idade pediátrica, operados no Hospital Dr. Ayres de Menezes. Através da introdução de uma lente intraocular recuperaram integralmente a visão, evitando-se a cegueira. 8 das cirurgias foram feitas a glaucomas, as restantes a outras patologias graves identificadas.

Foram ainda realizadas 74 consultas de enfermagem, 11 intervenções com recurso a laser e 60 exames complementares de diagnóstico (estudos ecográficos e biometrias), ajudando ao correto seguimento dos doentes e foram reavaliados alguns doentes observados previamente entre missões através do TELEYE, a solução de telemedicina inaugurada em fevereiro de 2015 que integra um conjunto de equipamentos de oftalmologia e que permite a realização de exames oftalmológicos completos à distância entre São Tomé e Lisboa.

No decorrer desta missão foi também realizado um rastreio oftalmológico em idade pediátrica, no qual onde foram avaliadas 128 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos. Esta ação envolveu 3 escolas do ensino primário (1º e 2º ano de escolaridade) das regiões de Potó, Madalena e Santana. Foram sinalizadas 16 crianças com problemas oftalmológicos, que deverão ser submetidas a uma avaliação mais rigorosa a nível da consulta de oftalmologia.

Esta é a segunda missão de especialidade de oftalmologia realizada este ano, e a 17.ª desde o início do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina, promovido pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

A próxima missão tem data marcada para os dias 3 a 17 de outubro de 2015 e a equipa será constituída por 4 médicos e uma enfermeira.

Reunião de Oftalmologia e Pediatria

Desenvolvimento da visão, patologia neonatal, infeciologia, traumatologia e anestesia em oftalmologia foram os principais temas abordados na Reunião de Oftalmologia e Pediatria que decorreu no dia 6 de junho, no Centro Cultural Português no âmbito da 17º missão da especialidade de oftalmologia.

A sessão de abertura e de encerramento da reunião contou com a presença do primeiro secretário da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, Dr. Nuno Félix, em representação da Embaixadora de Portugal no país, Dra. Paula Silva, do diretor dos cuidados de saúde, Dr. Amadeu Maia, em representação da Ministra da Saúde são-tomense, Dra. Maria de Jesus Trovoada, do coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, Dr. Edgar Neves, do diretor clínico do Hospital Ayres de Menezes, Dr. Celso Matos e do chefe da missão de oftalmologia em São Tomé e Príncipe, Dr. Luis Dias Pereira.

Esta iniciativa, que decorreu no quadro do programa Saúde para Todos: Especialidades, contou com o apoio do IMVF, do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian e com o patrocínio da Essilor.

Saúde para Todos em números 

Desde 2008 que os técnicos são-tomenses contam com o apoio permanente de equipas portuguesas de várias especialidades médicas, que ajudam a identificar casos urgentes, realizam consultas e cirurgias e dão formação “on the job”. Tudo graças ao projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina. Os números são exemplificativos dos resultados que têm vindo a ser alcançados no âmbito deste programa: mais de 20 mil consultas, mais de 3 mil intervenções cirúrgicas e mais de 300 sessões de formação das diversas especialidades até ao momento. Uma iniciativa que tem vindo a complementar, de forma eficaz e sustentável, a prestação de cuidados preventivos e primários, com assistência local especializada de cuidados secundários e terciários.

As missões médicas da especialidade de oftalmologia – decorrentes entre 2010 e 2014 – representaram o equivalente a 19,9% dos custos previstos caso o tratamento decorresse em Portugal, contribuindo para uma poupança de 80,1% (equivalência a valor de Grupo de Diagnósticos Homogéneos – GDH em Portugal). A utilização de somente 1/5 do valor total previsto para as intervenções em Portugal vem reforçar o relevante papel que as missões de especialidade têm desenvolvido no terreno, demonstrando uma clara eficiência na utilização de recursos face ao número de intervenções realizadas.

As missões médicas de curta duração permitiram já reduzir os elevados custos financeiros e sociais associados às evacuações sanitárias, tanto para os Governos como para os utentes, abrindo caminho para a autonomização da prestação de assistência especializada pelos próprios técnicos locais. Um processo que tem sido fortemente apoiado por um sistema de Telemedicina que permite um maior acompanhamento à distância, a assistência técnica especialidade em tempo real e uma melhor gestão dos pacientes e, por conseguinte, uma maior eficácia destas deslocações médicas pontuais.

O IMVF começou a atuar em São Tomé e Príncipe em 1988 no âmbito dos cuidados de saúde preventivos e primários, tendo na época a cobertura de apenas um distrito. A sua intervenção no setor da saúde foi progredindo e desde 2008 que são desenvolvidas missões médicas que neste momento abrangem 22 especialidades em todo o território.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

 

3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

 

 

25anos

Governo de São Tomé e Príncipe homenageia 25 anos de trabalho do IMVF

No dia 25 de outubro de 2013 o Estado de São Tomé e Príncipe homenageou o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) pelos 25 anos de serviços prestados neste arquipélago nos setores da saúde, educação e segurança alimentar através do Programa Saúde para Todos, do Projeto Escola + e do Projeto Descentralizado de Segurança Alimentar (PDSA).

O Hotel Praia – S. Tomé foi o local escolhido para a atribuição desta distinção, que contou com a presença de Paulo Telles de Freitas, administrador do IMVF, do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, dos ministros da Educação Cultura e Formação, da Saúde e Assuntos Sociais e da Agricultura Pescas e Desenvolvimento Rural, do Secretário-geral da CPLP, da Embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe e restante corpo diplomático acreditado no país, bem como de vários parceiros e amigos.

Nesta cerimónia foi atribuído o estatuto de instituição de utilidade pública ao IMVF, a nacionalidade são-tomense ao diretor do IMVF, Ahmed Zaky, o diploma de mérito ao IMVF pelos serviços prestados em prol do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe e diplomas de reconhecimento individuais aos colaboradores do IMVF, nomeadamente aos médicos especialistas que integram as missões do Programa Saúde para Todos – Senhores Professores Doutores Jorge Manuel Mineiro, João Carlos Simões do Paço, Lucília Pinheiro Gonçalves, Maria Helena Vasconcelos Carreiro, Hélder Gomes Monteiro, aos Drs. Paulo Manuel de Freitas, Ahmed Zaky, Luís Manuel Dias Pereira, Maria Celeste Alves Patrício, Maria Teresa Maia Correia, Miguel Lopes Correia, Drª Zínia Serafim, Enfª Anabela Carvalho Raposo – à Drª Julieta Graça do Espirito Santo, Sr. Simplício Nunes Augusto, Drs. António Marques de Lima, Edgar Agostinho das Neves, Pascoal d’Apresentação e aos Senhores Enfermeiros Eduardo Medeiros Garridos, Alexandrina da Conceição, Guilherme Afonso, Elizabeth Carvalho e à Técnica de Farmácia Guiomar Saviete da Costa.

O reconhecimento do trabalho que o IMVF tem vindo a desenvolver em São Tomé e Príncipe foi tomado por decisão unânime durante o Conselho de Ministros realizado no dia 6 de junho de 2013, sob a presidência do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Gabriel Costa, que considerou a “qualidade do desempenho” do IMVF “na cobertura do país em serviços e equipamentos”. Na atribuição do estatuto de instituição de utilidade pública foram também tidos em conta os “esforços desenvolvidos para a melhoria de serviços aos utentes” em parceria com o Governo são-tomense.

No seu discurso, Paulo Telles de Freitas agradeceu a distinção concedida ao IMVF e afirmou: “Tivemos o sonho de mudar o paradigma da cooperação, isto é, de passar de uma ajuda externa executada apenas por expatriados para o envolvimento direto de quadros são-tomenses” e acrescentou: “Hoje orgulhamo-nos do trabalho realizado, sendo os projetos na área da saúde, educação e segurança alimentar áreas chave para o desenvolvimento sustentado considerados de elevadíssima qualidade e impacto nas populações”. Foi ainda feito um agradecimento especial aos parceiros e financiadores, sem os quais não teria sido possível desenvolver estes projetos.

Por fim, o administrador do IMVF reforçou que o Instituto está empenhado em “continuar este caminho de parceria em prol da melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento do povo de São Tomé e Príncipe”.

medigraf

IEEE Healthcom 2013: Medigraf apresentada em conferência internacional

A solução de telemedicina desenvolvida pela Portugal Telecom (PT) em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) esteve em destaque na Conferência Internacional IEEE Healthcom 2013. O administrador do IMVF esteve presente neste encontro que se realizou pela primeira vez em Portugal, entre os dias 9 e 12 de outubro e que juntou em Lisboa vários especialistas em torno do tema das Tecnologias de Informação e Comunicação na área da saúde.

Os participantes tiveram oportunidade de assistir a uma demonstração da plataforma Medigraf através de uma consulta de telemedicina e a uma ecografia em direto de São Tomé e Príncipe no âmbito do Programa Saúde para Todos. Esta apresentação, que foi alvo de particular interesse, foi levada a cabo por Paulo Telles de Freitas, administrador do IMVF e por Filipa Fixe, da Direção de Consultadoria Empresarial e Gestão de Segmento (Saúde, Ensino e Serviços Financeiros) da PT.

A plataforma Medigraf é um interface portátil, em português e compatível com qualquer equipamento e/ou meio de diagnóstico médico disponível (ecógrafo, mamógrafo, Raio-X, etc.). Um simples computador com internet com 1MB é o suficiente para ficar em rede através duma palavra passe. O sistema assegura a interação simultânea entre dois ou mais intervenientes – médicos e pacientes em várias partes do mundo.

Sobre a conferência
O evento IEEE HEALTHCOM 2013 Lisbon (e-Health Networking Applications and Services) é a 15ª conferência internacional dedicada ao tema das tecnologias na área da saúde, promovida pela Communications Society do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), uma sociedade internacional reconhecida a nível mundial que se dedica ao avanço da engenharia nos campos da eletrotecnia, eletrónica e informática.

2011

“Saúde para Todos” apresenta trabalhos científicos no Congresso Mundial de Oftalmologia em Tóquio

O Programa “Saúde para Todos” – especialidade de Oftalmologia apresentou dois trabalhos científicos que avaliam os resultados no campo da Oftalmologia em São Tomé e Príncipe nas áreas médicas e de enfermagem no Congresso Mundial de Oftalmologia (“World Opthalmology Congress”) entre os dias 2 e 6 de abril de 2014 em Tóquio, no Japão.

Os trabalhos foram apresentados pelo Dr. Luís Dias Pereira, pela Dra. Ana Almeida e pela Enf. Anabela Raposo do Hospital de Egas Moniz – Centro Hospital de Lisboa Ocidental e têm por base o estudo de todas as intervenções oftalmológicas feitas ao longo dos últimos quatro anos em São Tomé e Príncipe.

Em linha com Plano de Ação “Visão 20/20” da Organização Mundial de Saúde, a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” tem procurado continuamente desenvolver o seu trabalho no âmbito das principais causas de cegueira, a fim de evitar ou diminuir a perda de visão dos são-tomenses, atuando em doenças como a catarata, o glaucoma, a cegueira infantil, a prevenção de trauma e a retinopatia diabética. Um dos estudos conclui ainda que para alcançar os melhores resultados possíveis é necessário uma abordagem multidisciplinar, na qual os enfermeiros têm um papel vital.

Ao longo dos últimos quatro anos a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” – composta por quatro oftalmologistas e dois enfermeiros – efetuou 12 missões médicas de curta duração três vezes por ano em São Tomé e Príncipe, durante as quais se realizaram 5648 consultas médicas, 846 consultas de enfermagem e 859 cirurgias.

Entre 1 e 15 de fevereiro de 2013 a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” esteve mais uma vez em São Tomé e Príncipe naquela que foi a 13ª missão no país.

Entre 2014 e 2015 estão previstas três missões de 15 dias, cada uma com o objetivo de atingir 600 consultas (1800 anuais) e 100 atos cirúrgicos (300 anuais) por missão.

Congresso Mundial de Oftalmologia
O primeiro Congresso realizou-se em Bruxelas em 1857. Inicialmente designado como “International Congress of Ophthalmology” é agora conhecido como “World Opthalmology Congress (WOC)”, a reunião internacional de mais longa continuidade em toda a medicina.

Este Congresso reúne oftalmologistas de todo o mundo e oferece um programa científico centrado nos últimos avanços em Oftalmologia e no cuidado ocular, apresentados pelos líderes mundiais em pesquisa e prática clínica.

O WOC realiza-se com um intervalo de dois anos numa região geográfica diferente. Em 2010 foi em Berlim, em 2012 em Abu Dhabi e este ano realiza-se em Tóquio.

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Teleye®

No passado dia 4 de fevereiro de 2015, o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) apresentou o Teleye®, a solução tecnológica pioneira que permite a avaliação oftalmológica completa à distância, em tempo real.

A consulta de oftalmologia por telemedicina decorreu, em direto, entre São Tomé e Lisboa. Os doentes São-Tomenses encontravam-se no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé. Na sede do IMVF, em Lisboa, através da solução Teleye®, a médica portuguesa realizou a consulta: orientou os doentes na realização de vários exames oftalmológicos e visualizou, em tempo real, as imagens das diferentes estruturas do olho para obter o diagnóstico.

A solução Teleye®, instalada em São Tomé e Príncipe, país onde não existem oftalmologistas, permite uma avaliação da saúde visual em tempo real. Deste modo, o doente São-Tomense, apoiado por um técnico de saúde local, é consultado por médicos especialistas que, em Portugal, através dos seus computadores ou portáteis com acesso à Internet, recebem as imagens captadas pelos referidos equipamentos, através da plataforma de telemedicina Medigraf.

O Teleye® nasceu de uma parceria entre o IMVF e a PT Inovação e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia no âmbito do programa iSee.