NÓS… O IMVF…

Acreditamos no esforço conjunto de milhões de pessoas que em todo o mundo procuram promover o desenvolvimento sustentável junto das populações mais carenciadas.

Centramos a nossa intervenção nos Países de Língua Portuguesa e assumimos como missão a promoção do desenvolvimento socioeconómico e cultural.

Atuamos em todo o espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), e temos como principais áreas de trabalho a Cooperação e a Educação para o Desenvolvimento; somos inovadores na facilitação da criação de redes de Cooperação Descentralizada com os Municípios do espaço da CPLP promovendo a troca de conhecimentos e experiências entre eles e assim melhorando a qualidade de vida das suas populações, em respeito pela natureza, e recebemos pontualmente solicitações para intervir em Ajuda Humanitária nos países onde atuamos em permanência e com quem desfrutamos de uma relação de proximidade e confiança.

Em São Tomé e Príncipe… O Saúde para Todos…

Estamos em São Tomé e Príncipe há 25 anos onde desenvolvemos, desde 1988, um amplo programa de reforço do setor da Saúde em São Tomé e Príncipe em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, mais especificamente com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais, em que contamos com o apoio da União Europeia, da Cooperação Portuguesa, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Direção Geral da Saúde de Portugal.

Ao longo dos últimos 25 anos, o Programa Saúde para Todos empreende uma estratégia progressiva  e em constante crescimento de capacitação e desenvolvimento do setor da Saúde do pequeno arquipélago. Os esforços conduzidos permitiram a transformação de um Serviço de Saúde ineficaz e deficitário num Serviço de Saúde descentralizado que abrange, atualmente, a totalidade do território e população nacionais, tendo como génese a disponibilização de um pacote integrado de serviços que assegura a prestação de cuidados primários, preventivos e especializados.

A capacitação, participação e o sentimento de apropriação das comunidades locais são elementos cruciais em qualquer processo de mudança económica e/ ou social por isso, como não poderia deixar de ser, apostamos no reforço dos quadros e recursos nacionais. Toda a nossa intervenção é pautada pela definição conjunta das prioridades e estratégias de desenvolvimento pelo que a responsabilidade de mudança e progresso recai nos atores locais, que através de mecanismos de Boa Governação asseguram a monitorização e acompanhamento das medidas de mudança.

OS SÃO TOMENSES SÃO ASSIM OS MOTORES DO SEU PRÓPRIO DESENVOLVIMENTO.

A estratégia de intervenção está, desde o seu início em 1988, em constante consonância com as políticas e estratégias públicas no domínio da saúde, bem como em harmonia com as melhores práticas internacionais definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para a prestação de cuidados de saúde em Países em Desenvolvimento.

Apenas através de uma abordagem integrada da prestação de cuidados de saúde (preventivos, primários e especializados) é possível melhorar, de forma sustentada, os indicadores nacionais de saúde e hoje, após 25 anos de ‘vida’ do Saúde para Todos, São Tomé e Príncipe apresenta dos melhores indicadores de saúde do conjunto de países que constituem a África Subsariana.

Destacamos a plataforma de telemedicina que tem  permitido o aconselhamento e orientação técnica à distância na determinação de diagnósticos e terapêutica, dos profissionais de saúde são tomenses, em São Tomé e Príncipe, por parte de especialistas portugueses em Portugal, o que veio colocar Portugal na vanguarda das Tecnologias de Informação e Comunicação ao serviço da Saúde.

O Programa Saúde para Todos representa uma prática inovadora de cooperação para o desenvolvimento num País Africano de Língua Oficial Portuguesa tendo-se adaptado continuamente à evolução do perfil epidemiológico de São Tomé e Príncipe, tentando responder de forma inovadora aos novos desafios sanitários. Do Saúde para Todos podem-se extrair lições importantes e acreditamos que o Programa poderá ser a chave da mudança dos sistemas de saúde, particularmente nos países onde a população é afetada, de forma mais severa, por barreiras no acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente, a exclusão social, a pobreza e o isolamento geográfico.