Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde intervenientes

Dr. José Loureiro
Dr. António Freitas
Técnica de cardiopneumologia Cláudia Antunes

CARDIOLOGIA
Especialidades

Em São Tomé e Príncipe não há condições para fazer cirurgia cardíaca, nem mesmo com missões de especialidade e com as consultas e exames complementares a decorrerem à distância graças à plataforma de telemedicina, houve uma redução das missões de Cardiologia a São Tomé e Príncipe uma vez que existe a possibilidade de fazer diagnósticos e prescrever tratamentos à distância.

As missões de Cardiologia ao país fariam sentido se se realizassem cirurgias da especialidade porém, como nota o Dr. José Loureiro: “A cirurgia cardíaca atingiu um tal patamar de complexidade que não está no horizonte próximo a possibilidade de se fazer em São Tomé e Príncipe“.

“Mostra o lado direito. Isso!” – sentado em frente ao ecrã de um computador numa pequena sala do IMVF, em Lisboa, o Dr. José Loureiro, médico cardiologista, dá indicações à técnica Helena Freire e às médicas Dra. Eudita Coelho e Dra. Leda d’Almeida, que no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe, fazem uma ecografia “em direto” para a capital portuguesa, ao coração de Maria João Bexigas, uma são tomense de 17 anos internada há dois meses com derrame pleural, tosse e perda de peso.

Em São Tomé e Príncipe a febre reumática (doença comum nos países comummente denominados em vias de desenvolvimento) relacionada com amigdalites mal tratadas tem vindo a diminuir com a progressiva melhoria dos cuidados de saúde.

Os enfartes, pesadelo do mundo desenvolvido, por sua vez, não têm expressão no pequeno arquipélago, onde a esperança média de vida não atinge ainda os padrões ocidentais.

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No âmbito do IMVF, houve apenas uma missão da especialidade de cardiologia uma vez que as missões para o terreno têm sido asseguradas pela ONG de Coimbra Cadeia de Esperança. A ONG já estava em São Tomé e Príncipe quando o Saúde para Todos: Especialidades foi criado, tendo surgido uma colaboração com o IMVF, que disponibilizou a utilização da telemedicina à Cadeia de Esperança.

As consultas são, sempre que possível, acompanhadas por profissionais e técnicos de saúde são tomenses, sendo assim promovida a formação e capacitação em serviço, pilar da intervenção do IMVF e parceiros no setor da saúde em São Tomé e Príncipe.

Cláudia Antunes, técnica de cardiopneumologia, realiza um exame complementar de diagnóstico durante a uma missão. Hoje, graças à nova plataforma Medigraf de telemedicina, médicos e especialistas em Portugal podem acompanhar, em direto, os exames realizados em São Tomé e Príncipe.