Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde intervenientes

Dra. Zínia Serafim
Profª Doutora Aldina Lucena (fisioterapeuta)
Dra. Cláudia Couceiro (fisioterapeuta)

Dra. Sara Pereira
Enfermeira Filomena Silva
Enfermeira Sara Bruges
Enfermeiro José Sobral

CIRURGIA PEDIÁTRICA
Especialidades

A Dra. Zínia Serafim, cirurgiã pediátrica que coordena este grupo que inclui outra cirurgiã pediátrica, um anestesista com experiência em Pediatria, duas fisioterapeutas e duas enfermeiras, destaca “a motivação da equipa, uma grande mais-valia”. Ressalva também que “as pessoas em São Tomé e Príncipe conhecem-nos, criaram um viinculo connosco, construiram uma relação com o ‘seu’ médico”.

“Vamos tentar levar muita alegria, antes e depois do bisturi” - com esta frase, a Dra. Aldina Lucena, fisioterapeuta, resume o espírito da equipa de cirurgia Pediátrica nas vésperas de partir para São Tomé e Príncipe. Além do equipamento para as consultas e intervenções cirúrgicas, levam sempre caixotes de brinquedos, roupas, chupa-chupas, cromos de jogadores de futebol. Estes “acessórios” são considerados muito importantes para o sucesso da missão: conseguem transformar uma sala de espera apinhada, e um Bloco Operatório e Sala de Recobro intimidantes em sítios onde apetece estar.

Os chupa-chupas não servem apenas de distração: “Servem de analgesia. A tolerância à dor das crianças são tomenses é completamente diferente daquela a que estamos habituados nas crianças dos países ocidentais. As salas são uma alegria. Tocam flauta, riem, cantam, dançam” – conta a enfermeira Sara Bruges. José Sobral, enfermeiro do Bloco Operatório, reforça as palavras da colega: “Sobrevivem a tudo, estas crianças, é a noção que trazemos de lá”.

Esta é uma especialidade central à prestação de cuidados de saúde especializados de qualidade e à consequente melhoria de indicadores sanitários do pequeno arquipélago, contribuindo para a obtenção das metas relacionadas com a saúde infantil estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio e na Agenda Pós-2015 para o Desenvolvimento.

Alberto Leal, 14 anos, Água Grande

Alberto não corria, não jogava à bola com os outros rapazes, não praticava desporto. À noite acordava com imensas dores, “era um sofrimento terrível”. Tinha uma hérnia umbilical e “quando as dores atacavam chorava muito, eu ficava muito mal”. Em 2012 foi operado pela equipa de cirurgia pediátrica no âmbito das missões de especialidade do Saúde para Todos. Hoje diz-se “aliviado e bem de saúde”: Agora não tenho nenhum problema, jogo à bola à vontade, as dores já não me atacam. Sou uma pessoa renovada, feliz e saudável”.

Sempre que existem as condições necessárias, as equipas realizam as cirurgias localmente para evitar a deslocação, através das evacuações sanitárias, das crianças e respetivas famílias para Portugal.