
Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde intervenientes
Prof. Doutor João Paço
Dra. Cristina Caroça de Jesus
Dr. Diogo Oliveira e Carmo
Dra. Inês Cardigos
Dr. João Bacelar
Dr. João Subtil
Dr. João Vieira de Almeida
Dra. Maria Henriques
Dra. Paula Campelo
Enfermeira Carla Ramalho
Enfermeira Cláudia Guiomar
Enfermeira Elsa Mota
Enfermeira Isabel Aragoa
Enfermeira Madalena
Januário
Enfermeira Patrícia Neves
Enfermeira Paula Afonso
Enfermeira Sandra Paço
Enfermeira Sara Simas
Audióloga Cláudia Sobral
Audiólogo Diogo Ribeiro
Audióloga Sandy Batista
Audióloga Tânia Martins
Audióloga Vera Lourenço
Audióloga Wendy Lopes
Terapeuta da Fala
Ana Mafalda Almeida
Terapeuta da Fala
Tânia Constantino
OTORRINOLARINGOLOGIA
Especialidades
“Que mistério há aqui, que faz com que as pessoas vão com tanta vontade nas missões a São Tomé e Príncipe? São seis horas de viagem, trabalhamos imenso, começamos às oito da manhã, mantemos um ritmo cirúrgico muito elevado, o dia acaba às seis da tarde, estamos todos estoirados e, no entanto, cria-se uma grande expetativa para integrar as equipas, e as pessoas vão com muita alegria”, – o Professor Doutor João Paço, responsável pelo serviço de Otorrinolaringologia do Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa, não consegue encontrar uma resposta única para esta questão: “Há qualquer coisa naquela ilha, do ponto de vista da natureza, das pessoas. Talvez seja por ser em cima do equador…”.
Há três ou quatro missões de Otorrinolaringologia por ano, onde são operados mais de cem doentes. Uma vez que em São Tomé e Príncipe não havia exames complementares de diagnóstico, a equipa de Otorrinolaringologia montou todo o equipamento necessário para as consultas, rastreios e exames de audição.
A inusitada elevada prevalência de surdez em São Tomé e Príncipe
A equipa detetou a existência de muitas crianças surdas bilateralmente – o que leva a atrasos no desenvolvimento, a problemas de integração e à impossibilidade de frequentar a escola. Muitas destas crianças eram surdas de nascença, e consequentemente não falavam. Uma terapeuta da fala integra a equipa – desloca-se ao arquipélago de três em três meses.
Em 2012 os especialistas de Otorrinolaringologia conseguiram colocar cinquenta próteses auditivas.
Porém, há um grande grupo de crianças em que as próteses auditivas não conseguem resolver a sua surdez pelo que, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa (UCP) foi possível enviar uma professora de Língua Gestual, também ela surda, para São Tomé e Príncipe. Muito graças aos esforços e dedicação do Dr. João Paço foi possível arranjar financiamento para que a professora, a Dra. Patrícia Carmo, depois de uma primeira missão exploratória, se estabelecesse durante o periodo de um ano no arquipélago para, em conjunto com a Dra. Ana Mineiro, professora e investigadora da UCP, criar uma Língua Gestual de São Tomé e Príncipe.
Nasceu assim o Sem Barreiras.
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