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IMVF participou nas Jornadas de Terapêutica no Porto

O Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Freitas participou na conferência inaugural das XXX Jornadas de Terapêutica organizadas pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (ICBAS/FFUP), no dia 27 de abril de 2018, no Porto.

Com o  tema “A Medicina em Missões Humanitárias”,  a sua intervenção centrou-se na experiência do IMVF na área da cooperação em saúde, nomeadamente o impacto económico e social que as missões médicas têm nas populações, ao proporcionar acesso a cuidados de saúde diferenciados no país de intervenção, e ainda a importância destas missões como geradoras de conhecimento, proporcionando a investigação cientifica em diferentes especialidades, de onde resultam avanços significativos no diagnóstico e na prevenção de várias patologias.

O evento de 4 dias contou com várias atividades, entre as quais, workshops, apresentações e conferências temáticas.

Saiba mais sobre a 30.ª edição das Jornadas de Terapêutica aqui.

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Tese de doutoramento no âmbito do Saúde para Todos

O apoio a iniciativas de investigação científica continua a ser uma valência de reconhecida importância no âmbito do programa Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe. A mais recente tese de doutoramento, da autoria da Doutora Marisol Garzon, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, defendida no passado mês de fevereiro de 2018, teve como objetivo estudar as associações entre infeções por parasitas intestinais e a função da barreira intestinal, o estado nutricional e o neurodesenvolvimento em recém-nascidos e crianças de São Tomé (“Cohort study of associations between intestinal protozoa infection and intestinal barrier function, nutritional status, and neurodevelopment in infants from São Tomé”).

A Doutora Marisol Garzon integrou o grupo de Medicina Tropical, coordenado pela Doutora Sónia Lima, que desenvolveu um amplo trabalho entre 2013 e 2015 no âmbito do programa Saúde para Todos. Esta tese, assim como o artigo recentemente publicado pela autora e por outros investigadores no International Journal of Environmental Research and Public Health, resultaram da extensa investigação levada a cabo nas missões que decorreram no arquipélago são-tomense. Estas tiveram uma importante componente de diagnóstico que possibilitou, em muitos casos, o tratamento de diversas patologias.

Durante os seus 30 anos de existência, o programa Saúde para Todos tem-se revelado importante, não apenas ao nível da consolidação da prestação de cuidados de saúde e do reforço das competências técnicas e clínicas dos profissionais de saúde locais, mas também ao nível do apoio a investigações aplicadas que permitam melhorar o conhecimento da evolução do perfil epidemiológico e, por conseguinte, a assistência médica prestada à população são-tomense.

Saiba mais sobre o atual projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade aqui.

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IMVF vai participar na World Health Summit Regional Meeting 2018 em Coimbra

O Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Freitas vai participar na World Health Summit Regional Meeting 2018, que decorre nos dias 19 e 20 de abril de 2018, em Coimbra, no painel dedicado ao tema “Shaping Urban Environments for more Equitable and Healthier Places”, no qual irá apresentar a ação desenvolvida no âmbito do Programa Saúde para Todos desde 1988, com particular enfoque na forma como a intervenção ao nível territorial trouxe ganhos ao nível da saúde no país.

A conferência vai abordar 4 temas principais: “Managing Infectious Diseases in Low & Middle Income Countries”, “Governance for Health Equity in Low & Middle Income Countries”, “Opportunities and Challenges in Translating Innovation into Healthcare” e Biomedical Education for a Changing World” e vai contar com a presença do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, da Diretora da Representação Regional em Genebra do Fundo das Nações Unidas de Apoio à População, Mónica Ferro, entre outros.

Consulte o programa da conferência.

© Foto World Health Summit Regional Meeting 2018

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9.ª edição do Congresso iMed: IMVF apoia estágios de jovens médicos no projeto Saúde para Todos

O IMVF foi um dos parceiros e membros da comissão de honra do Congresso iMed8.0 – Innovating Medicine, apoiando esta iniciativa anual através da atribuição de estágios médicos, no âmbito do projeto Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe.

Claudia Mendes e Inês Monteiro, alunas do 5.º ano de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa foram duas das vencedoras da Clinical Mind Competition, uma competição que testa o raciocínio médico através da resolução de casos clínicos apresentados em tempo real. As alunas tiveram oportunidade de realizar o seu estágio durante duas semanas, entre 23 de março e 7 de abril, em São Tomé e Príncipe.

Na primeira semana, as jovens exerceram atividade nos cuidados de saúde primários, no Posto Materno-Infantil de Água Grande, e na segunda semana no Banco de Urgência no Hospital Dr. Ayres de Menezes. Do seu trabalho fez parte a colaboração com as enfermeiras no seguimento de grávidas e de crianças, e a observação de consultas de pediatria no Posto Materno-Infantil. No Banco de Urgência acompanharam o trabalho dos médicos, sobretudo no atendimento dos adultos e na triagem. As jovens tiveram ainda oportunidade de assistir a consultas de telemedicina da especialidade de oftalmologia.

Sobre o Saúde para Todos, Inês afirma que “é claro o impacto que o programa tem na saúde do país, tanto nos cuidados primários como especializados. Considero ainda muito positivo o enfoque presente na capacitação dos profissionais de saúde locais. O programa é uma grande mais valia para todos: população e profissionais de saúde são-tomenses, mas também para os profissionais e alunos em missão”.

Sobre o contributo desta experiência para a sua formação médica, Claudia refere. “É uma experiência única, onde se conhecem novas formas de pensar e trabalhar, onde se percebe que numa realidade completamente diferente daquela a que estamos habituados também é possível trabalhar-se e trabalhar-se bem! É só uma questão de adaptação, e para isto não há nada melhor do que aprender com os médicos locais.” E conclui. “Levo comigo o conhecimento de uma realidade diferente da de Portugal, que me permitiu compreender que é possível fazer muito, mesmo com recursos mais limitados.”