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Saúde para Todos: balanço das missões de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe na XIVª edição das Conferências Abertas de Optometria

Os coordenadores da missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade, Dr. Luís Dias Pereira e Enf.ª Anabela Raposo apresentaram o balanço de 27 missões desta especialidade realizadas ao arquipélago são-tomense desde 2010.

A apresentação decorreu no âmbito da XIVª edição das Conferências Abertas de Optometria, organizadas pela Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), no dia 10 de novembro de 2018, no Porto.

Em 9 anos, e até final de 2018 foram já realizadas 27 missões. Foi criada uma rede de cerca de 70 especialistas de 21 instituições hospitalares; foram realizadas 14.945 consultas médicas, 2.287 consultas de enfermagem e ultrapassadas as 2.229 cirurgias.

Durante 2 semanas, em média 4 vezes por ano, os especialistas realizam missões humanitárias de curta duração com o objetivo de solucionar problemas médicos e cirúrgicos e ministrar formação aos técnicos locais (não há especialistas em Oftalmologia em São Tomé e Príncipe), tendo sido já realizadas 77 ações de formação.

O iSee® – projeto na área de Oftalmologia integrado no Saúde para Todos – assume-se como uma estratégia e não um conjunto isolado de missões. Apoiar a Oftalmologia em São Tomé e Príncipe passou a ser o desafio desta equipa de profissionais de saúde, enquadrada na iniciativa Visão 2020.

Em 2014, fruto de uma parceria entre o IMVF e a Altice Labs e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia, nasceu a solução inovadora ao nível da Teleoftalmologia: o TELEYE®, um sistema que integra, pela primeira vez, na plataforma de telemedicina Medigraf®, 6 equipamentos oftalmológicos fundamentais: Lâmpada de Fenda, Retinógrafo, Auto-Refractómetro/Keratómetro, Tonómetro, e Câmara de Alta Definição. Este sistema tem provado ser uma peça visionária no percurso de apoio à oftalmologia em São Tomé. É um equipamento modular e as suas vantagens são semanalmente testadas e utilizadas na avaliação em tempo real de todos os casos, dos urgentes aos restantes, que são selecionados permitindo uma resposta terapêutica atempada.

Em sinergia com outras especialidades, Oftalmologia tem integrado um número crescente de ações de outras especialidades, como é o caso da Anestesiologia e da Pediatria, com as quais, além das atividades assistenciais, colaboraram na Reunião de Oftalmologia e Pediatria em 2015, que envolveu vários equipas médicas e de enfermagem são-tomenses.

“Participar numa missão com as características do “Projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade” é partir com motivação para ajudar. Ajudar quem não tem acesso generalizado a cuidados de saúde especializados. Ajudar uma população que se encontra numa região de extrema periferia, que vive em condições muito difíceis e cujo quotidiano é muito frágil. Ajudar recebendo em troca o mais importante dos agradecimentos: Um sorriso. É por isso que contando com a colaboração de toda a equipa do IMVF, com a participação empenhada dos colegas e dos nossos parceiros, contamos continuar a nossa Missão de uma forma segura, determinada e em estilo “leve-leve”, Anabela Raposo, enfermeira graduada, coordenadora do iSee® e Luís Dias Pereira, oftalmologista, coordenador do iSee® e Teleye®.

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Saúde para Todos: 25.ª missão de Otorinolaringologia a São Tomé e Príncipe

A missão de Otorrinolaringologia esteve em São Tomé e Príncipe entre 11 e 18 de maio de 2018, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

Esta missão contou com uma equipa de profissionais de saúde portugueses do Hospital CUF Infante Santo, do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental e da Amplifon: a Prof.ª Doutora Cristina Caroça, o Dr. Luís Marques Pinto, a Dr.ª Paula Campelo, a Dr.ª Ana Cristina Jardim, a audiologista Tânia Martins, a terapeuta da fala Tânia Constantino, a audiologista Cristiana Freire, a Enf.ª Bárbara Carvalheda e o Enf. João Morgado.

As principais intervenções realizadas abrangeram consultas e cirurgias de Otorrino, consultas de audiologia, avaliação auditiva, adaptação de próteses auditivas, avaliação e terapia da fala e formação médica especializada.

De realçar que o poster “Telemedicina em ORL” apresentado no 65ª Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Otorinolaringologia, que decorreu entre 4 e 6 de maio de 2018, em Aveiro, e que nesta missão foi oferecido e afixado no Hospital Dr. Ayres de Menezes.

Foram ministradas 2 formações durante a sessão clínica no Hospital Ayres de Menezes sobre infeções associadas aos cuidado de saúde e obstrução nasal – etiologia e exames complementares de diagnóstico.

Para a Dr.ª Cristina Caroça, o Saúde para Todos é “sem dúvida um projeto enriquecedor do ponto de vista profissional e humano. Apesar da telemedicina ser um grande apoio durante a ausência das equipas de missão, é cada vez mais importante a formação de clínicos são-tomenses nas diferentes áreas de especialização para uma maior autonomia do país.”

A Missão em Números

– 1 semana de missão

– 73 consultas de Otorrino (31 primeiras e 42 de seguimento)

– 17 doentes operados e 26 procedimentos cirúrgicos realizados

– 59 consultas de Terapia da Fala (29 com prótese e 30 sem prótese)

- 66 consultas de Audiologia (34 primeiras e 32 de seguimento)

– 43 consultas de próteses auditivas (42 de seguimento e 1 adaptação)

– 106 ouvidos avaliados (Timpanograma); 74 ouvidos avaliados (Audiograma tonal); e 30 ouvidos avaliados (Potenciais Evocados Auditivos).

Testemunhos

Sobre a missão:

  • “Apesar de mantermos desde há longa data o diagnóstico de surdez, é surpreendente que continuamos a encontrar crianças com surdez bilateral, sem possibilidade de reabilitação protésica e sem capacidade para o ensino da língua gestual e ensino especial nas escolas a estas crianças.”
  • “Pensei que havia pouca audiência, mas com o auditório cheio tenho a certeza que os profissionais do hospital têm interesse em aprender.”
  • “O caso de um adolescente de 13 anos que se dirigiu à nossa consulta de Audiologia onde se verificou uma audição normal, no entanto aparentava um atraso de desenvolvimento/cognitivo e como tal não se encontra inserido na sociedade. Está em casa à espera que os dias passem, pois não o querem na escola. Como este caso, existem outros que vamos encontrando em cada missão que se realiza.”
  • “Em termos clínicos tivemos um caso de colesteatoma, clinicamente avançado, e que felizmente conseguimos operar a tempo, antes da doente desenvolver uma complicação (meningite/abcesso cervical). São estes casos, que apesar de desafiantes, pelas dificuldades clínicas e técnicas inerentes, me fazem pensar na importância de trazermos estes cuidados de saúde a esta população”.
  • “Os vários doentes pós-operatórios que visitamos ao fim do dia mantinham-se em jejum, e uma doente apresentava mesmo um globus vesícal. Estas várias situações levam-me a fazer um mea culpa. Penso que devemos melhorar a comunicação com a equipa de enfermagem da Enfermaria e talvez pensar mesmo numa formação sobre os cuidados numa enfermaria com doentes pós-operatório de ORL”.

Sobre o Programa Saúde para Todos:

  • “O programa saúde para todos é ótimo. Todos os profissionais com espírito de missão, dedicação, profissionalismo”.
  • “Tenho a certeza que fazemos um excelente trabalho. Na última visita com as médicas fiquei sensibilizado com o agradecimento sentido dos doentes e pais das crianças operadas.”
  • “Ótimo ambiente multiprofissional e multidisciplinar na nossa missão, pedra de toque para um verdadeiro trabalho de equipa.”
  • “Desde o início que vejo este Programa como essencial ao apoio na saúde do povo são-tomense. Acho que o grande desafio é a formação e diferenciação dos profissionais de saúde locais.”
  • “Excelente contributo e partilha nas diferentes especialidades e na cooperação e prestação de cuidados de saúde.”

Sobre o contributo desta experiência para a formação dos profissionais de saúde portugueses: 

  • “O contributo desta experiência para a minha formação é importante sobretudo na gestão de consumíveis cirúrgicos.”
  • “Muito importante para o nosso desenvolvimento mental e social enquanto seres humanos preocupados com os nossos irmãos.”
  • - “Desde o início que esta experiência é fundamental na minha formação. Iniciei estas missões como interna do primeiro ano da especialidade de ORL. Passados 5 anos, e recém-especialista, sem dúvida que a aprendizagem nestas missões me fez crescer como profissional e ser humano. Os desafios constantes e imprevisíveis, bem como a necessidade de fazer mais com menos fizeram-me desenvolver novas competências, que trago comigo para a atividade do dia a dia.”
  • “Deparamo-nos com uma realidade diferente da que estamos habituados, casos clínicos diferentes que nos ensinam. Condições às quais temos de nos adaptar muitas vezes pelo improviso, sem dúvida alguma que cada missão realizada é uma mais valia à minha experiência profissional.”
  •  “Aprendizagem, partilha, enriquecimento crescente como pessoa e profissional de saúde. Humanização. Saber, Aprender, Fazer.”

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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9 anos de missões de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe

Concluída a 26ª missão da equipa de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, a penúltima de 2018, que decorreu de 2 a 16 de junho de 2018, a equipa da especialidade fez o balanço dos 9 anos de missões médicas ao arquipélago.

Desde 2009 que, cerca de 4 vezes por ano, durante 2 semanas, uma equipa de profissionais de saúde da especialidade de Oftalmologia, liderada pelo Dr. Dias Pereira, médico do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz se desloca a São Tomé e Príncipe para prestar assistência médica à população e ministrar ações de formação aos profissionais de saúde são-tomenses, até à data 75 ações de formação.

Ao longo dos últimos 9 anos realizaram-se 26 missões, nas quais 14.333 consultas médicas, 2.196 consultas de enfermagem e 2.144 cirurgias. As principais patologias e atos cirúrgicos prioritárias são as cataratas e os glaucomas.

Foram 21 as instituições hospitalares (públicas e privadas) que permitiram 102 presenças de médicos, enfermeiras e optometristas em São Tomé e Príncipe ao longo deste período, tendo sido criada uma rede de 66 especialistas que realizaram 234 deslocações ao arquipélago.

A próxima e última missão de 2018 vai decorrer entre 6 e 20 de outubro, estando já calendarizadas as missões para 2019.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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Saúde para Todos entrega medicamentos e consumíveis médicos ao Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe

A entrega de medicamentos e consumíveis médicos ao Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe teve lugar no Hospital Dr. Ayres Menezes, no dia 14 de agosto de 2018 e teve como propósito contribuir para o Fundo Nacional de Medicamentos.

A cerimónia contou com a presença do Secretário da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, Manuel Rodrigues, da Diretora dos Cuidados Primários de Saúde, Mariza Conceição, do Diretor do Fundo Nacional de Medicamentos, Verdigal Mendonça, e do Dr. Edgar Neves, representante da AMVF – Associação Marquês de Valle Flôr em São Tomé e Príncipe e dos demais quadros do Ministério da Saúde.

A entrega, orçamentada em 39 mil euros, compreende vários medicamentos e consumíveis médicos essenciais à satisfação de necessidades diárias ao nível dos Cuidados de Saúde Primários, tais como: antibióticos, analgésicos, cardiotónicos, seringas, luvas, cateteres, ligaduras, compressas, entre outros produtos, que irão contribuir para a reposição do stock do Fundo Nacional de Medicamentos são-tomense.

Após a cerimónia de entrega, Manuel Rodrigues, o representante da embaixada afirmou: “é com grande satisfação que fazemos esta entrega de medicamentos, em nome da Cooperação Portuguesa, através do IMVF – Instituto Marquês Valle Flôr, no âmbito do projeto Saúde Para Todos, que tem vindo a apoiar São Tomé e Príncipe ao longo desses anos..”

Por sua vez, a Diretora dos Cuidados Primários de Saúde, Mariza Conceição, em representação da Ministra de Saúde, agradeceu o apoio da Cooperação Portuguesa no âmbito do projeto Saúde Para Todos, que nos últimos 30 anos tem contribuído de forma significativa para a melhoria dos cuidados de saúde prestados em São Tomé e Príncipe.

Por fim, o Diretor do Fundo Nacional de Medicamentos, Verdigal Mendonça, reconheceu a importância desta colaboração Luso-Santomense, que tem vindo a reforçar o stock de medicamentos, contribuindo para a sustentabilidade dos cuidados de saúde primários prestados em São Tomé e Príncipe.

O projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade é implementado pela AMVF – Associação Marquês de Valle Flôr, em parcerias com o IMVF, o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

Saiba mais sobre o Programa em saudeparatodos.pt/

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1ªs Jornadas da Dermatologia da Lusofonia de São Tomé e Príncipe

Nas tardes dos dias 18, 19 e 20 de julho de 2018 tiveram lugar as 1as Jornadas de Dermatologia da Lusofonia de São Tomé e Príncipe, no Centro Cultural Português em São Tomé.

A sessão de abertura contou com a presença da Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, a Dra. Maria de Jesus Trovoada, do Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, o Dr. Luís Gaspar da Silva, do Administrador Executivo e Diretor de Projetos do IMVF, o Dr. Ahmed Zaky, do Presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o Dr. António Massa, e do Presidente da Comissão Organizadora das Jornadas, Dr. Pascoal d’ Apresentação, cirurgião geral no Hospital Dr. Ayres de Menezes.

Com uma sala cheia e uma audiência interessada e participativa do primeiro ao último minuto houve vários momentos para colocação de questões e debate.

Os médicos da lusofonia que integraram a missão da especialidade de Dermatologia ao arquipélago são-tomense abordaram diversos temas da área da dermatovenereologia.

O Dr. Miguel Correia, chefe da missão da especialidade de Dermatologia no âmbito do Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade fez uma apresentação sobre a função da pele e outra sobre dermatite atópica, o Dr. António Massa, Presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) falou sobre acne, rosácea e dermatite seborreica, a Dra. Rolanda Manuel sobre as particularidades da pele negra e da interação pele/ambiente na África Subsahariana, o Dr. Paulo Lamarão falou sobre eczemas e dermatoses reacionais, já a intervenção o Dr. Juliano Isaías foi sobre parasitoses cutâneas superficiais, a da Dra. Isabel Neto sobre doenças cutâneas causadas por vírus, o Dr. João Maia e Silva falou sobre cancro de pele e a Dra. Gilda Luciano sobre lepra.

Do Hospital Dr. Ayres de Menezes, a médica Dr.ª Eula Carvalho e a Enf.ª Brígida Costa fizeram uma apresentação sobre celulite necrotizante, e a Dr.ª Solange Barros sobre pitiríase versicolor e Tinhas. No último dia das Jornadas, o Bastonário da Ordem dos Médicos de São Tomé e Príncipe, Dr. Martinho Nascimento apresentou vários casos clínicos para discussão.

Este encontro foi organizado no âmbito do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF, pela Associação Marquês de Valle Flôr (AMVF) e pelo Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, sendo cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal, em estreita parceria com a SPDV e a dermatologia de Angola e Moçambique. Contou também com o apoio dos laboratórios Pierre Fabre, Cantabria Labs, Filorga, Bailleul e Galderma.

 

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Semana da Dermatologia da Lusofonia em São Tomé e Príncipe permitiu estabelecer as bases para a criação de um serviço da especialidade no país

Uma equipa de médicos dermatologistas angolanos, moçambicanos e portugueses esteve em missão em São Tomé e Príncipe de 16 a 20 de julho de 2018. Durante uma semana realizaram consultas, tratamentos, cirurgias e um encontro científico.

De Portugal, o Dr. Miguel Correia, chefe da missão da especialidade de Dermatologia no âmbito do Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade, o Dr. António Massa, Presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o Dr. Paulo Lamarão, o Dr. João Maia e Silva e a Dra. Evelina Ruas, de Angola, a Dr. Isabel Neto e o Dr. Juliano Isaías, e de Moçambique, a Dra. Rolanda Manuel e a Dra. Gilda Luciano.

“O primeiro propósito é a partilha de conhecimentos entre os dermatologistas destes países com a entrega da experiência europeia aos colegas de África e a entrega do que é a experiência africana aos colegas de Portugal”, afirmou o Dr. Miguel Correia no início da semana de missão.

“Por outro lado, pretendemos estabelecer um ponto de partida para uma assistência continuada em Dermatologia em São Tomé e Príncipe, que não existe. Vamos ver doentes e as instalações disponíveis e vamos pensar num projeto para assegurar a manutenção da nossa especialidade neste país. Vamos ainda, todos juntos, encontrar um modo de cooperar para o desenvolvimento da nossa especialidade nas diferentes geografias, tornando Portugal a referência europeia na dermatologia tropical e tornando Angola e Moçambique mais competentes na dermatologia com o benefício que os dermatologistas portugueses podem trazer. São Tomé e Príncipe é um ponto de partida e um ponto de chegada. É o nosso ponto de partida e é aqui que pretendemos estabelecer a excelência da dermatologia na cooperação entre todos nós”.

Os médicos realizaram centenas de consultas, tratamentos e cirurgias e prevenção das doenças da pele na cidade e nos distritos de São Tomé, nomeadamente no Hospital Dr. Ayres de Menezes, no Centro Policlínico de Água Grande e no Centro de Saúde da Trindade – Mé-Zochi, bem como na Região Autónoma do Príncipe, no Hospital Dr. Manuel Quaresma Dias da Graça. Neste caso, deslocaram-se à ilha do Príncipe dois médicos portugueses que durante uma manhã viram mais de 30 doentes. Foi ainda realizado um procedimento cirúrgico de cancro de pele numa doente albina que foi detetado na consulta, e que caso não fosse retirado levaria à sua morte. No total, foram vistos mais de 400 doentes.

As consultas foram feitas por equipas conjuntas envolvendo dois dermatologistas, um europeu e um africano, em registo de partilha permanente de experiência.

Durante esta semana tiveram lugar as 1as Jornadas de Dermatologia da Lusofonia, um evento que decorreu nas tardes dos três últimos dias desta missão, no Centro Cultural Português em São Tomé. Com uma sala cheia e uma audiência interessada do primeiro ao último minuto e com apresentações por parte de todos os médicos que abordaram diversos temas da área da dermatovenereologia.

Durante esta missão foram estabelecidos diversos contactos com as autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe, ao mais alto nível. Na manhã do último dia da missão decorreu uma reunião entre a equipa de profissionais de saúde de Dermatologia, responsáveis do IMVF e a Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada, na Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe, na cidade de São Tomé.

Os objetivos são a implementação de cuidados dermatológicos em São Tomé e Príncipe, passando pela constituição de Serviço de Dermatovenereologia, cujas instalações foram já definidas, e um projeto de capacitação de médicos são-tomenses passando por treino em serviços de especialidade em Angola, Moçambique e, eventualmente, Portugal. No imediato haverá apoio permanente à distância e serão desenvolvidos pacotes formativos no modelo de educação digital.

As missões continuarão a decorrer, com dois especialistas por missão, tendo como objetivo prestar apoio assistencial, mas sobretudo formativo, aos colegas encarregues da dermatologia, e educativo dirigido à população são-tomense, no sentido de aumentar a cultura nacional em cuidados da pele com impacto na saúde pública.

“Estabelecer a dermatologia como especialidade existente em São Tomé e Príncipe é qualificar os cuidados de saúde locais e contribuir para o progresso desta nação irmã”, afirma o Dr. Miguel Correia.

Este projeto assenta na parceria entre o IMVF, o Governo de São Tomé e Príncipe, a SPDV e a dermatologia de Angola e Moçambique.

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1.ªs Jornadas de Dermatologia da Lusofonia em São Tomé e Príncipe

O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) e a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) vão realizar a 1.ª edição das Jornadas de Dermatologia da Lusofonia, entre 16 e 20 de julho de 2018, em São Tomé e Príncipe.

Este encontro e as atividades que nele se inserem têm como objetivo dinamizar a troca de conhecimentos e experiências entre dermatologistas de Portugal, Angola e Moçambique; melhorar o acesso a cuidados dermatológicos em locais onde o acesso é escasso ou nulo; promover a saúde dos albinos na África de expressão portuguesa com ações de profilaxia, diagnóstico precoce e tratamento do cancro cutâneo, além de campanhas destinadas a mudar a discriminação a que as pessoas afetadas por esta doença são sujeitas.

Nos dias 18, 19 e 20 de julho, da parte da tarde, decorrerá o encontro científico, no Centro Cultural Português em São Tomé, durante o qual será abordada a experiência europeia e africana. Ao longo da semana, de 16 a 20 de julho decorrerá a assistência médica à população, com consultas e tratamentos nos vários distritos de São Tomé e na ilha do Príncipe, com equipas conjuntas de dermatologistas dos diferentes países. Neste período serão observados e tratados os doentes albinos residentes em São Tomé e será dada formação sobre a profilaxia e o tratamento precoce de cancro de pele a essa população e aos seus familiares.

Os médicos que irão participar neste encontro são o Dr. António Massa (Porto), a Dr.ª Evelina Ruas (Coimbra), o Dr. Paulo Lamarão (Loures), o Dr. Miguel Correia (Lisboa), o Dr. João Maia e Silva (Lisboa), a Dr.ª Rolanda Manuel e a Dr.ª Gilda Luciano (Maputo, Moçambique) e a Dr.ª Isabel Neto e o Dr. Juliano Isaías (Luanda, Angola).

Este Encontro conta com apoio dos laboratórios Pierre Fabre, Cantabria Labs, Filorga, Bailleul e Galderma e é organizado no âmbito do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF, pela Associação Marquês de Valle Flôr (AMVF) e pelo Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, sendo cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

 

 

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Saúde para Todos: Missão de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe realizou 509 consultas e 73 cirurgias

A equipa chefiada pelo Dr. Luís Dias Pereira, médico oftalmologista do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz realizou a 26.ª missão a São Tomé e Príncipe entre os dias 2 a 16 de junho de 2018.

A equipa de profissionais portugueses constituída pela enf.ª Anabela Raposo e pelos médicos oftalmologistas Dr. Miguel Cordeiro, Dr. Rita Massa e Dr. Diana Silva exerceram atividade clínica no Hospital Ayres de Menezes, em São Tomé. Realizaram 509 consultas, 73 cirurgias, ações de formação em bloco operatório e em contexto de consulta dirigidas a técnicos locais e várias comunicações.

 

De destacar a já habitual participação na sessão clínica semanal do Hospital Dr. Ayres de Menezes com o tema “Avaliação do Fundo Ocular” e a entrevista dada à RTP África para divulgação das atividades assistenciais cirúrgicas da missão, com recomendações e alerta de normas para a prevenção primária do Glaucoma.

Em síntese, o Dr. Luís Dias Pereira considerou que os objetivos propostos para esta missão foram atingidos. “Foram prestados cuidados de saúde médico-cirúrgicos especializados a um número significativo de são-tomenses, foi dada formação em contexto de trabalho aos enfermeiros e técnicos locais e o projeto Saúde para Todos foi divulgado em meios de comunicação televisivos”.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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Saúde para Todos: 25.ª missão de Otorinolaringologia a São Tomé e Príncipe

A missão de Otorinolaringologia esteve em São Tomé e Príncipe entre 12 e 19 de maio de 2018, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

Esta missão contou com uma equipa de profissionais de saúde portugueses do Hospital CUF Infante Santo, do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental e da Amplifon: a Prof.ª Doutora Cristina Caroça, o Dr. Luís Marques Pinto, a audiologista Tânia Martins, a terapeuta da fala Tânia Constantino, a técnica de adaptação de próteses Cristiana Freire, a Dr.ª Ana Jardim, a Dr.ª Paula Campelo, a Enf.ª Bárbara Carvalheda e o Enf. João Morgado.

A Missão em Números

– 1 semana de missão

– 73 consultas de Otorrino (31 primeiras e 42 de seguimento)

– 17 doentes operados e 25 procedimentos cirúrgicos realizados

– 59 consultas de Terapia da Fala (29 com prótese e 30 sem prótese)

- 66 consultas de Audiologia (34 primeiras e 32 de seguimento)

– 43 consultas de próteses (42 de seguimento e 1 adaptação)

– 106 ouvidos avaliados (Timpanograma); 78 ouvidos avaliados (Audiograma tonal); e 30 ouvidos avaliados (Potenciais Evocados Auditivos).

De realçar que o poster “Telemedicina em ORL” apresentado no 65ª Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Otorinolaringologia, que decorreu entre 4 e 6 de maio de 2018, em Aveiro, e que nesta missão foi oferecido e afixado no Hospital Dr. Ayres de Menezes.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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Missão de Cirurgia Pediátrica esteve em São Tomé e Príncipe

A missão de Cirurgia Pediátrica deslocou-se a São Tomé e Príncipe entre 5 e 19 de maio de 2018, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

A Missão em Números

  • 10 dias úteis de missão
  • 19 crianças operadas (4 dias de bloco)
  • 23 intervenções cirúrgicas realizadas
  • 202 consultas (7 períodos de consulta)
  • 3 formações ministrada com 113 participantes

Foram observados 202 doentes, incluindo primeiras consultas, reavaliação de crianças em espera para cirurgia, triagem de doentes para cirurgia, reavaliação de doentes operados (em missões anteriores ou no decurso desta missão) e consultas de follow-up de crianças repatriadas após cirurgia em Portugal.

Foi feita a visita e reavaliação clínica diária das crianças operadas, tendo o cuidado de promover a educação dos profissionais de saúde e pais das crianças relativamente aos cuidados no pós-operatório imediato, com disponibilização de toda a medicação de pós-operatório (antibióticos e analgésicos); e foi feita a avaliação clínica e orientação diagnóstica e terapêutica de recém-nascidos, com patologia malformativa do foro cirúrgico, na Maternidade.

Nesta missão, além da formação contínua em serviço, tentando envolver os profissionais de saúde do bloco operatório, da enfermaria e da consulta externa, foram realizadas 3 actividades formativas, no Hospital Ayres de Menezes, abertas a todos os enfermeiros e médicos desta instituição: “Patologia frequente em Cirurgia Pediátrica”, “Urgências cirúrgicas em Pediatria” e “Queimaduras em Pediatria – abordagem na urgência”, que contaram com 113 participantes.

A missão contou com a médica de cirurgia pediátrica, Drª. Sara Pereira, do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital D. Estefânia.

Sobre o Programa Saúde para Todos refere que “é o pilar fundamental do Sistema Nacional de Saúde de São Tomé e Príncipe, continuando a garantir o acesso dos doentes a cuidados de saúde diferenciados”. Relativamente ao contributo desta experiência para a sua formação médica, a Dr.ª Sara Pereira afirma. “Um dos desafios do processo de aprendizagem como médica, evidente desde a primeira missão, é tentar ser capaz de adaptar o conhecimento, válido na prática clínica diária no nosso local de trabalho habitual, a problemas de saúde, que são os mesmos mas com formas de evolução extremas, que são já ausentes da nossa realidade ou que exigem uma abordagem condicionada pela ausência de recursos humanos ou materiais”. Como consideração final afirma. “Rumo à Sustentabilidade é necessariamente falar da necessidade de formação e de diferenciação dos profissionais de saúde de São Tomé e Príncipe com o objetivo último da sua maior autonomia na prestação de cuidados de saúde que correspondam às necessidades das crianças desse país”.

A equipa de médicos voluntários portugueses da especialidade de Cirurgia Pediátrica já realizou 10 missões ao arquipélago são-tomense desde 2011.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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