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Missão de Cirurgia Pediátrica esteve em São Tomé e Príncipe

A missão de Cirurgia Pediátrica deslocou-se a São Tomé e Príncipe entre 5 e 19 de maio de 2018, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

A Missão em Números

  • 10 dias úteis de missão
  • 19 crianças operadas (4 dias de bloco)
  • 23 intervenções cirúrgicas realizadas
  • 202 consultas (7 períodos de consulta)
  • 3 formações ministrada com 113 participantes

Foram observados 202 doentes, incluindo primeiras consultas, reavaliação de crianças em espera para cirurgia, triagem de doentes para cirurgia, reavaliação de doentes operados (em missões anteriores ou no decurso desta missão) e consultas de follow-up de crianças repatriadas após cirurgia em Portugal.

Foi feita a visita e reavaliação clínica diária das crianças operadas, tendo o cuidado de promover a educação dos profissionais de saúde e pais das crianças relativamente aos cuidados no pós-operatório imediato, com disponibilização de toda a medicação de pós-operatório (antibióticos e analgésicos); e foi feita a avaliação clínica e orientação diagnóstica e terapêutica de recém-nascidos, com patologia malformativa do foro cirúrgico, na Maternidade.

Nesta missão, além da formação contínua em serviço, tentando envolver os profissionais de saúde do bloco operatório, da enfermaria e da consulta externa, foram realizadas 3 actividades formativas, no Hospital Ayres de Menezes, abertas a todos os enfermeiros e médicos desta instituição: “Patologia frequente em Cirurgia Pediátrica”, “Urgências cirúrgicas em Pediatria” e “Queimaduras em Pediatria – abordagem na urgência”, que contaram com 113 participantes.

A missão contou com a médica de cirurgia pediátrica, Drª. Sara Pereira, do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital D. Estefânia.

Sobre o Programa Saúde para Todos refere que “é o pilar fundamental do Sistema Nacional de Saúde de São Tomé e Príncipe, continuando a garantir o acesso dos doentes a cuidados de saúde diferenciados”. Relativamente ao contributo desta experiência para a sua formação médica, a Dr.ª Sara Pereira afirma. “Um dos desafios do processo de aprendizagem como médica, evidente desde a primeira missão, é tentar ser capaz de adaptar o conhecimento, válido na prática clínica diária no nosso local de trabalho habitual, a problemas de saúde, que são os mesmos mas com formas de evolução extremas, que são já ausentes da nossa realidade ou que exigem uma abordagem condicionada pela ausência de recursos humanos ou materiais”. Como consideração final afirma. “Rumo à Sustentabilidade é necessariamente falar da necessidade de formação e de diferenciação dos profissionais de saúde de São Tomé e Príncipe com o objetivo último da sua maior autonomia na prestação de cuidados de saúde que correspondam às necessidades das crianças desse país”.

A equipa de médicos voluntários portugueses da especialidade de Cirurgia Pediátrica já realizou 10 missões ao arquipélago são-tomense desde 2011.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

Saiba mais em saudeparatodos.pt/

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Saúde para Todos: Missão de Ortopedia esteve em São Tomé e Príncipe

A equipa médica da especialidade de Ortopedia deslocou-se a São Tomé e Príncipe entre 27 de abril e 5 de maio de 2018 e exerceu atividade clínica no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

A missão foi coordenada pela médica ortopedista, Dra. Glória Magalhães, do Hospital de Vila Franca de Xira e contou com mais 3 profissionais de saúde portugueses: o médico ortopedista Dr. Pedro Jordão, do Hospital D. Estefânia, o médico anestesista Dr. João Marinho e a Enf.ª Teresa Lourenço, ambos do Hospital de Vila Franca de Xira, que inclusivamente doou material ortopédico para esta missão.

Durante uma semana, a equipa de profissionais de saúde realizou consultas, intervenções cirúrgicas a doentes adultos e crianças e ministrou formações em contexto de trabalho, bem como uma formação a 10 motoristas sobre abordagem ao politraumatizado no pré-hospitalar, que incidiu especialmente na imobilização do (poli)traumatizado e no transporte do doente.

“O tratamento das complicações de fraturas é por si só um desafio, que exige um estudo e um planeamento da correção\reconstrução ponderado; em São Tomé este desafio é exacerbado pela escassez dos recursos materiais”, refere a Dr.ª Glória Magalhães.

Sobre o contributo desta experiência para a sua formação médica, a Dr.ª Glória Magalhães afirma. “Enriquece-nos principalmente como pessoas. E um bom médico (ou enfermeiro) tem de ser primeiro rico como pessoa, para depois ser um bom médico. Portanto, esta experiência contribui em muito para que me torne uma melhor pessoa, e consequentemente um melhor médico, seja em São Tomé, seja em Portugal”.

Sobre o Saúde para Todos, a médica ortopedista refere. “Este programa parece-nos essencial para a melhoria da qualidade da saúde da população de São Tomé.” E acrescenta. “Os profissionais de saúde de Portugal que se deslocam a São Tomé têm como principal objetivo a formação dos profissionais são-tomenses, para que estes possam continuar o trabalho, mesmo após o regresso das equipas”.

A equipa de médicos voluntários portugueses da especialidade de Ortopedia já realizou 44 missões ao arquipélago são-tomense desde 2009.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pela Associação Marquês de Valle Flôr (AMVF) em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) e com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

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Evento de apresentação da 10.ª edição da iMED Conference

O Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Telles de Freitas vai participar no evento de apresentação da iMed Conference® 10.0, que decorre no próximo dia 15 de maio de 2018, às 16h30, na Sala dos Atos da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa.

Com o intuito de contribuir para a formação de jovens estudantes de Medicina, este congresso reúne anualmente médicos e cientistas internacionalmente reconhecidos pelo seu contributo para a inovação nas ciências médicas que intervêm em conferências e sessões científicas.

Neste evento ficar-se-á a conhecer o programa, os oradores, os workshops e as competições, uma delas apoiada pelo IMVF: a Clinical Mind Competition, uma competição que consiste em testar o raciocínio médico através da resolução de casos clínicos apresentados em tempo real.

Às três equipas vencedoras desta competição – duplas de alunos do 5.º ano de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa – o IMVF atribui estágios médicos, no âmbito do Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe, durante duas semanas.

Saiba mais sobre este congresso aqui.

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Programa Saúde para Todos reconhecido como estudo de caso de excelência pela UNECE

O programa Saúde para Todos foi reconhecido pela Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) como um dos 15 estudos de caso de excelência a ser apresentado no Fórum Internacional: On People-First Public-Private Partnerships for the Sustainable Development Goals, nos dias 7 a 9 de maio de 2018, no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça. A apresentação ficará a cargo do administrador executivo e diretor de projetos do IMVF, Ahmed Zaky.

Entre os principais critérios aplicados pela UNECE para a escolha do projeto, foram avaliados: (i) a promoção do acesso equitativo a serviços essenciais; (ii) a eficiência económica demonstrada; (iii) o envolvimento ativo de um conjunto alargado de parceiros (tanto públicos como privados) e (iv) a replicabilidade.

O programa tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos 30 anos pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, e que tem vindo a contar com o financiamento da Cooperação Portuguesa, através do Camões, I.P., da Direção Geral da Saúde de Portugal e da Fundação Calouste Gulbenkian assim como com a colaboração e apoio de várias entidades privadas portuguesas, tais como o grupo José de Mello Saúde e a Altice Labs.

Contexto

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 17 das Nações Unidas tem reconhecido grande prioridade às diferentes formas de parcerias: públicas, público-privadas e publico-sociedade civil, de forma a concretizar a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.

Atingir metas, tais como o acesso a água potável e saneamento, o acesso universal a cuidados de saúde, a energias renováveis, etc., é manifestamente bastante dispendioso. Neste sentido, tem vindo a ser dada especial atenção às PPP (Parcerias Público-Privadas) devido à sua capacidade de gerar recursos financeiros e otimizar a prestação de serviços públicos essenciais.

Capitalizando na agenda dos ODS, a UNECE apelou a uma nova geração de PPP. PPP que tenham como objetivo geral o desenvolvimento sustentável e cujas ações se centrem nas pessoas, e apelidou-as de PPP “People-First”. O seu foco deverá ser a melhoria da qualidade de vida das pessoas e comunidades, especialmente as que estão económica e socialmente vulneráveis, bem como a implementação de projetos sustentáveis que não causem danos no ambiente, utilizando recursos que não coloquem em risco o futuro do planeta e dos orçamentos públicos.

Face a este contexto, o propósito deste fórum da UNECE é a adoção de medidas inovadoras para ampliar a escala de intervenção dos programas apresentados como estudos de caso, nomeadamente:

  • Discutir e definir algumas “regras do jogo” que deverão guiar projetos de infraestrutura;
  • Discutir formas eficazes de implementar as boas práticas atuais, incluindo uma abordagem de tolerância zero à corrupção na adjudicação das PPP e um conjunto de Princípios Orientadores das PPP People-First
  • Desenvolver uma estratégia alargada de forma a que o setor privado possa assumir uma posição dianteira no avanço das questões relacionadas com o empoderamento das mulheres;
  • Ampliar a escala da intervenção do trabalho de capacitação das PPP, levado a cabo pelo ICoE (International PPP Centre of Excellence), com o envolvimento de outras agências das Nações Unidas, o Banco Mundial e outras Instituições Financeiras Internacionais (IFI).

Mais informações aqui.