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Saúde para Todos: balanço das missões de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe na XIVª edição das Conferências Abertas de Optometria

Os coordenadores da missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade, Dr. Luís Dias Pereira e Enf.ª Anabela Raposo apresentaram o balanço de 27 missões desta especialidade realizadas ao arquipélago são-tomense desde 2010.

A apresentação decorreu no âmbito da XIVª edição das Conferências Abertas de Optometria, organizadas pela Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), no dia 10 de novembro de 2018, no Porto.

Em 9 anos, e até final de 2018 foram já realizadas 27 missões. Foi criada uma rede de cerca de 70 especialistas de 21 instituições hospitalares; foram realizadas 14.945 consultas médicas, 2.287 consultas de enfermagem e ultrapassadas as 2.229 cirurgias.

Durante 2 semanas, em média 4 vezes por ano, os especialistas realizam missões humanitárias de curta duração com o objetivo de solucionar problemas médicos e cirúrgicos e ministrar formação aos técnicos locais (não há especialistas em Oftalmologia em São Tomé e Príncipe), tendo sido já realizadas 77 ações de formação.

O iSee® – projeto na área de Oftalmologia integrado no Saúde para Todos – assume-se como uma estratégia e não um conjunto isolado de missões. Apoiar a Oftalmologia em São Tomé e Príncipe passou a ser o desafio desta equipa de profissionais de saúde, enquadrada na iniciativa Visão 2020.

Em 2014, fruto de uma parceria entre o IMVF e a Altice Labs e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia, nasceu a solução inovadora ao nível da Teleoftalmologia: o TELEYE®, um sistema que integra, pela primeira vez, na plataforma de telemedicina Medigraf®, 6 equipamentos oftalmológicos fundamentais: Lâmpada de Fenda, Retinógrafo, Auto-Refractómetro/Keratómetro, Tonómetro, e Câmara de Alta Definição. Este sistema tem provado ser uma peça visionária no percurso de apoio à oftalmologia em São Tomé. É um equipamento modular e as suas vantagens são semanalmente testadas e utilizadas na avaliação em tempo real de todos os casos, dos urgentes aos restantes, que são selecionados permitindo uma resposta terapêutica atempada.

Em sinergia com outras especialidades, Oftalmologia tem integrado um número crescente de ações de outras especialidades, como é o caso da Anestesiologia e da Pediatria, com as quais, além das atividades assistenciais, colaboraram na Reunião de Oftalmologia e Pediatria em 2015, que envolveu vários equipas médicas e de enfermagem são-tomenses.

“Participar numa missão com as características do “Projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade” é partir com motivação para ajudar. Ajudar quem não tem acesso generalizado a cuidados de saúde especializados. Ajudar uma população que se encontra numa região de extrema periferia, que vive em condições muito difíceis e cujo quotidiano é muito frágil. Ajudar recebendo em troca o mais importante dos agradecimentos: Um sorriso. É por isso que contando com a colaboração de toda a equipa do IMVF, com a participação empenhada dos colegas e dos nossos parceiros, contamos continuar a nossa Missão de uma forma segura, determinada e em estilo “leve-leve”, Anabela Raposo, enfermeira graduada, coordenadora do iSee® e Luís Dias Pereira, oftalmologista, coordenador do iSee® e Teleye®.

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Saúde para Todos: 25.ª missão de Otorinolaringologia a São Tomé e Príncipe

A missão de Otorrinolaringologia esteve em São Tomé e Príncipe entre 11 e 18 de maio de 2018, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

Esta missão contou com uma equipa de profissionais de saúde portugueses do Hospital CUF Infante Santo, do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental e da Amplifon: a Prof.ª Doutora Cristina Caroça, o Dr. Luís Marques Pinto, a Dr.ª Paula Campelo, a Dr.ª Ana Cristina Jardim, a audiologista Tânia Martins, a terapeuta da fala Tânia Constantino, a audiologista Cristiana Freire, a Enf.ª Bárbara Carvalheda e o Enf. João Morgado.

As principais intervenções realizadas abrangeram consultas e cirurgias de Otorrino, consultas de audiologia, avaliação auditiva, adaptação de próteses auditivas, avaliação e terapia da fala e formação médica especializada.

De realçar que o poster “Telemedicina em ORL” apresentado no 65ª Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Otorinolaringologia, que decorreu entre 4 e 6 de maio de 2018, em Aveiro, e que nesta missão foi oferecido e afixado no Hospital Dr. Ayres de Menezes.

Foram ministradas 2 formações durante a sessão clínica no Hospital Ayres de Menezes sobre infeções associadas aos cuidado de saúde e obstrução nasal – etiologia e exames complementares de diagnóstico.

Para a Dr.ª Cristina Caroça, o Saúde para Todos é “sem dúvida um projeto enriquecedor do ponto de vista profissional e humano. Apesar da telemedicina ser um grande apoio durante a ausência das equipas de missão, é cada vez mais importante a formação de clínicos são-tomenses nas diferentes áreas de especialização para uma maior autonomia do país.”

A Missão em Números

– 1 semana de missão

– 73 consultas de Otorrino (31 primeiras e 42 de seguimento)

– 17 doentes operados e 26 procedimentos cirúrgicos realizados

– 59 consultas de Terapia da Fala (29 com prótese e 30 sem prótese)

- 66 consultas de Audiologia (34 primeiras e 32 de seguimento)

– 43 consultas de próteses auditivas (42 de seguimento e 1 adaptação)

– 106 ouvidos avaliados (Timpanograma); 74 ouvidos avaliados (Audiograma tonal); e 30 ouvidos avaliados (Potenciais Evocados Auditivos).

Testemunhos

Sobre a missão:

  • “Apesar de mantermos desde há longa data o diagnóstico de surdez, é surpreendente que continuamos a encontrar crianças com surdez bilateral, sem possibilidade de reabilitação protésica e sem capacidade para o ensino da língua gestual e ensino especial nas escolas a estas crianças.”
  • “Pensei que havia pouca audiência, mas com o auditório cheio tenho a certeza que os profissionais do hospital têm interesse em aprender.”
  • “O caso de um adolescente de 13 anos que se dirigiu à nossa consulta de Audiologia onde se verificou uma audição normal, no entanto aparentava um atraso de desenvolvimento/cognitivo e como tal não se encontra inserido na sociedade. Está em casa à espera que os dias passem, pois não o querem na escola. Como este caso, existem outros que vamos encontrando em cada missão que se realiza.”
  • “Em termos clínicos tivemos um caso de colesteatoma, clinicamente avançado, e que felizmente conseguimos operar a tempo, antes da doente desenvolver uma complicação (meningite/abcesso cervical). São estes casos, que apesar de desafiantes, pelas dificuldades clínicas e técnicas inerentes, me fazem pensar na importância de trazermos estes cuidados de saúde a esta população”.
  • “Os vários doentes pós-operatórios que visitamos ao fim do dia mantinham-se em jejum, e uma doente apresentava mesmo um globus vesícal. Estas várias situações levam-me a fazer um mea culpa. Penso que devemos melhorar a comunicação com a equipa de enfermagem da Enfermaria e talvez pensar mesmo numa formação sobre os cuidados numa enfermaria com doentes pós-operatório de ORL”.

Sobre o Programa Saúde para Todos:

  • “O programa saúde para todos é ótimo. Todos os profissionais com espírito de missão, dedicação, profissionalismo”.
  • “Tenho a certeza que fazemos um excelente trabalho. Na última visita com as médicas fiquei sensibilizado com o agradecimento sentido dos doentes e pais das crianças operadas.”
  • “Ótimo ambiente multiprofissional e multidisciplinar na nossa missão, pedra de toque para um verdadeiro trabalho de equipa.”
  • “Desde o início que vejo este Programa como essencial ao apoio na saúde do povo são-tomense. Acho que o grande desafio é a formação e diferenciação dos profissionais de saúde locais.”
  • “Excelente contributo e partilha nas diferentes especialidades e na cooperação e prestação de cuidados de saúde.”

Sobre o contributo desta experiência para a formação dos profissionais de saúde portugueses: 

  • “O contributo desta experiência para a minha formação é importante sobretudo na gestão de consumíveis cirúrgicos.”
  • “Muito importante para o nosso desenvolvimento mental e social enquanto seres humanos preocupados com os nossos irmãos.”
  • - “Desde o início que esta experiência é fundamental na minha formação. Iniciei estas missões como interna do primeiro ano da especialidade de ORL. Passados 5 anos, e recém-especialista, sem dúvida que a aprendizagem nestas missões me fez crescer como profissional e ser humano. Os desafios constantes e imprevisíveis, bem como a necessidade de fazer mais com menos fizeram-me desenvolver novas competências, que trago comigo para a atividade do dia a dia.”
  • “Deparamo-nos com uma realidade diferente da que estamos habituados, casos clínicos diferentes que nos ensinam. Condições às quais temos de nos adaptar muitas vezes pelo improviso, sem dúvida alguma que cada missão realizada é uma mais valia à minha experiência profissional.”
  •  “Aprendizagem, partilha, enriquecimento crescente como pessoa e profissional de saúde. Humanização. Saber, Aprender, Fazer.”

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

Saiba mais em saudeparatodos.pt/

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5ª edição das Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia

Realizam-se no próximo dia 17 de fevereiro de 2016, no Centro Cultural Português, em São Tomé, as Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia, integradas no projeto Saúde para Todos – Especialidades e Telemedicina. Um evento que conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

Estas jornadas assumem-se como um espaço de debate e partilha de experiências, este ano subordinadas ao tema “Otorrinolaringologia sem espelho frontal”. A otologia (semiologias otológica e vestibular e suspeita de surdez), a rinologia, a orofaringe e a laringe vão ser alguns dos temas abordados. O recurso à telemedicina, enquanto apoio às missões médicas ao arquipélago, será também um dos tópicos apresentado durante o encontro. Recorde-se que a primeira teleconsulta de Otorrinolaringologia entre São Tomé e Lisboa teve lugar no dia 19 de outubro de 2016.

A sessão de abertura e de encerramento vai ser presidida pelo Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, que desde a primeira edição tem acompanhado e promovido estas jornadas, bem como por representantes do IMVF, pelo Embaixador de Portugal, Luís Gaspar da Silva, e pela Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada dos Santos.

As Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia mantêm uma das suas principais características, ao serem o produto da convergência do trabalho de diversas instituições e patrocinadores. Além do alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, o patrocínio científico é assegurado pelo Colégio da Especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos Portuguesa, pela Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e pela Academia CUF. Destaque ainda para os vários golden sponsors que apoiam este evento: a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo – Grupo José Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o IMVF e a empresa Mylan.

Este encontro enquadra-se na 21ª missão da especialidade de Otorrinolaringologia a São Tomé e Príncipe, que vai decorrer entre 11 e 18 de fevereiro de 2016.

Conheça o programa da 5ª edição destas Jornadas aqui.

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3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

Missao

2ª Missão de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva esteve em São Tomé e Príncipe no âmbito do Programa Saúde para Todos

Uma equipa de médicos portugueses do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) deslocou-se a São Tomé e Príncipe, entre 26 de novembro e 3 de dezembro de 2016, naquela que foi 2ª missão desta especialidade no âmbito do Saúde para Todos – Fase de Transição.

A missão, com a duração de uma semana, decorreu no Hospital Dr. Ayres de Menezes (HAM) e foi levada a cabo pelo Prof. Dr. Luís Tomé, pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, pela Dr.ª. Sara Campos e pela Enfª. Margarida Garrelhas. Teve como principais objetivos o diagnóstico e a orientação terapêutica dos doentes são-tomense com sintomatologia digestiva triados como prioritários; a atualização dos profissionais de saúde locais na área das doenças hepáticas; e a formação clínica e endoscópica de médicos e enfermeiros do HAM.

Durante o período desta missão foram realizados 100 exames (uma média de 20 exames por dia), verificando-se um aumento substancial do número de exames realizados (o dobro relativamente à primeira missão, na qual tinham sido realizados 53 exames), a introdução de exames proctológicos e de exames com intuito terapêutico. Foram, assim, realizados 78 exames endoscópicos (56 endoscopias digestivas altas e 22 colonoscopias totais) e 22 exames proctológicos, e 150 consultas de Gastrenterologia. Atendendo à gravidade de alguns dos casos e à necessidade de uma investigação e terapêutica complementares foi recomendada a evacuação de 4 doentes que apresentaram diagnósticos mais complexos.

A formação clínica dos médicos e enfermeiros são-tomenses mereceu especial atenção por parte da equipa de Gastrenterologia, que, inclusivamente, organizou uma reunião clínica sobre doenças hepáticas intitulada “Maus fígados – Reunião temática sobre patologia hepática”, no dia 1 de dezembro no HAM, uma ação que contou com a presença de cerca de 20 profissionais de saúde.

Esta missão serviu ainda para começar a implementar alguns dos projetos que foram perspetivados no final da 1ª missão, entre eles: divulgação de um protocolo de cooperação entre o CHUC, o HAM e o IMVF, e posterior apresentação à Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada; reestruturação da Unidade de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva do HAM; e o projeto de rastreio e tratamento das hepatites virais B e C. De salientar a realização de uma reunião de trabalho entre a equipa de médicos e a Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais, e a receção e apresentação da equipa, da missão em curso e do Serviço de Gastrenterologia do CHUC, na Embaixada portuguesa, com o Embaixador Luís Gaspar da Silva, e o Adido para a Cooperação, António Machado.

A equipa de médicos portugueses fez um balanço positivo desta 2º missão, destacando como principais sucessos, a duplicação do número de exames endoscópicos realizados, a introdução de algumas técnicas diagnósticas e terapêuticas, e o número elevadíssimo de consultas efetuadas. Destacaram também a realização da reunião científica sobre doenças hepáticas, frequentada por um número considerável de profissionais de saúde, e considerada uma mais-valia para a atualização de conhecimentos nesta área e uma oportunidade de iniciar a divulgação do projeto de hepatites virais que pretendem desenvolver. “É com muito orgulho que afirmamos que cumprimos os objetivos a que nos propusemos com esta missão e é com muita expectativa que esperamos, com missões futuras, continuar a contribuir para a melhoria da saúde em São Tomé e Príncipe”.

A 2ª missão da especialidade de Gastrenterologia decorreu no quadro do projeto Saúde para Todos – Fase de Transição, que durante o ano de 2016 foi implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Saiba mais sobre o projeto aqui.

STP

Saúde para Todos: a importância da especialidade de Anatomia Patológica em São Tomé e Príncipe

Foi publicado na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca um artigo científico, da autoria da Dra. Lucília Gonçalves e do Dr. Marco Ferreira, sobre a ação na área da Anatomia Patológica no âmbito do Programa Saúde Para Todos – Especialidades, implementado pelo IMVF em São Tomé e Príncipe.

O artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica” apresenta os principais contributos da inserção da especialidade no Programa, que aconteceu em dezembro de 2009. O trabalho revela que a intervenção no país é fundamental, já que não existem no território especialistas em Anatomia Patológica nem infraestruturas que permitam a criação de um Laboratório/Serviço.

No âmbito da ação, foi criado um Circuito da Anatomia Patológica entre o Hospital Dr. Ayres de Menezes, o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E. (HFF) e o IMVF, que permite que citologias, biopsias e/ou peças operatórias sejam enviadas para Portugal para análise morfológica. As amostras biológicas são registadas informaticamente no Serviço de Anatomia Patológica (SAP) do HFF, contabilizando-se já 1111 análises citológicas e histológicas de biopsias operatórias. Tal reduziu o número de evacuações sanitárias de doentes que necessitariam de um diagnóstico inaugural (citologia e/ou biopsia) ou de um diagnóstico final em peça operatória.

Desde dezembro de 2009, o SAP já participou em 7 missões em São Tomé e Príncipe, tendo sido realizadas 19 ações de formação para profissionais de saúde e para professores e alunos do ensino secundário na área da biologia, bem como ações de divulgação audiovisual, que resultaram em 10 spots televisivos para sensibilizar a população. O SAP participou ainda na conceção e realização do 1º Curso de Colposcopia em São Tomé e Príncipe.

Os autores do artigo assinalam que a atividade clínica “tem representado uma poupança económica significativa para a Cooperação Portuguesa e uma mais-valia para a população de STP”, realçando ainda que “para os médicos de Anatomia Patológica do HFF tem sido enriquecedor terem sido chamados a fazer parte de um certo desvio do olhar comum levando a prestação de cuidados de saúde a populações muito carenciadas”.

Consulte aqui o artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica”.

As missões de Anatomia Patológica enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

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Missões de Oftalmologia: especialistas realizaram mais de 1300 consultas e 200 cirurgias em STP no 1º semestre de 2016

As duas primeiras missões de 2016 de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe possibilitaram a realização de 1343 consultas e de 210 cirurgias. Cada missão teve a duração de duas semanas, contribuindo para a prestação de cuidados médicos e de enfermagem no tratamento de doenças oftalmológicas no país.

Os objetivos definidos para as duas missões consistiam na avaliação de doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e na realização de consultas e de atos cirúrgicos, dando continuidade à prestação de cuidados de saúde especializados, num país que não dispõe de nenhum médico oftalmologista residente. Para o Dr. Luís Pereira, chefe da missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, os objetivos de ambas as missões foram cumpridos. Foi observado um elevado número de pacientes, sendo que, no total, foram realizadas 1343 consultas de oftalmologia, 216 consultas de enfermagem e 210 cirurgias, 36 das quais através de laserterapia. De todas as intervenções cirúrgicas, 140 foram dedicadas ao tratamento de cataratas.

A 18ª missão de oftalmologia decorreu de 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2016 e juntou uma equipa de profissionais de saúde portugueses composta por 5 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo. A 19ª missão aconteceu de 28 de maio a 11 de junho de 2016 e contou com um grupo de profissionais de saúde constituído por 4 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo, todos eles pertencentes ao Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz. Os cuidados médicos foram prestados no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe.

Outro dos objetivos cumpridos em ambas as missões foi o de dotar os profissionais de saúde são-tomenses na observação e avaliação de doentes, bem como na utilização adequada dos equipamentos médicos, tendo sido dada formação no decorrer das consultas de oftalmologia e no próprio bloco cirúrgico. Na 18ª missão foi realizado o curso teórico-prático “TELEYE uma ferramenta do iSEE”, que permitiu explicar as mais-valias do sistema de telemedicina oftalmológica: avaliação e resposta ou orientação terapêutica rápida, rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias, acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios após as missões, possibilidade de formação/capacitação teórica e prática, e possibilidade de servir como apoio ou segunda opinião a outras especialidades. O TELEYE foi inaugurado em fevereiro de 2015 e integra um conjunto de equipamentos, possibilitando a realização de exames oftalmológicos entre São Tomé e Lisboa. Já na 19ª missão houve lugar para a apresentação do trabalho “Oftalmologia para os cuidados de saúde primários”, na sessão clínica, uma das atividades inseridas nas missões. A próxima missão de oftalmologia a São Tomé e Príncipe vai decorrer entre os dias 1 a 15 de outubro de 2016.

As missões da especialidade de oftalmologia enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

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“A rubéola ainda causa perda auditiva”: estudo apresentado por médicos do Saúde para Todos

O poster sobre a relação entre a rubéola e a perda de audição em São Tomé e Príncipe foi apresentado no 13º Congresso da Sociedade Europeia de Pediatria Otorrinolaringológica, que decorreu entre 18 e 21 de junho de 2016, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Uma das principais conclusões do estudo aponta para a urgência de disponibilizar a vacina para prevenir a rubéola no país.

O poster “Rubella is still causing Hearing loss” é um trabalho assinado por 8 autores de 5 instituições, entre os quais, o Prof. Dr. João Paço, a Dr. Cristina Caroça e a Dra. Paula Campelo, do Hospital CUF Infante Santo, que integram as missões médicas de ORL a São Tomé e Príncipe, no âmbito do projeto Saúde para Todos: Especialidades.

A vacinação para prevenir a rubéola não está disponível no arquipélago são-tomense e a epidemiologia e a imunidade em relação à rubéola nunca tinham sido estudadas nesta população. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o sistema imunitário a partir de amostras recolhidas durante as missões humanitárias a São Tomé e Príncipe, bem como descobrir se existe associação entre a rubéola IgG e a perda auditiva.

Segundo os autores, “prevenir a perda auditiva é essencial numa comunidade onde essa prevalência é alta em crianças. É obrigatório identificar os principais fatores de risco. O desafio torna-se ainda mais significativo quando alguns deles podem ser evitados.”

Verificou-se, em São Tomé e Príncipe, um aumento da prevalência de perda auditiva neuro sensorial causada pela rubéola. Durante a gravidez – sobretudo durante o primeiro trimestre de gestação – se uma mulher contrair rubéola, há 90% de probabilidades de o feto desenvolver a síndrome da rubéola, podendo nascer com várias deficiências, isto se sobreviver. A perda auditiva é um dos possíveis problemas consequentes.

Como metodologia de estudo, foram observadas 147 pessoas dos 2 aos 14 anos, tendo sido efetuadas avaliações audiológicas e colheitas de sangue. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: o case group, em que, pelo menos, num dos ouvidos havia perda auditiva; e o control group, no qual ambos os ouvidos não tinham qualquer problema auditivo. O primeiro grupo reuniu 68 crianças, enquanto que o segundo juntou 79.

Os resultados do estudo apontaram para a existência de rubéola IgG em 50,3% dos indivíduos, confirmando-se uma associação estatisticamente significativa entre a perda auditiva e a infeção por rubéola, que atua como um fator de risco, duplicando as possibilidades de perda de audição. Os autores concluem, assim, que é urgente disponibilizar a vacina para prevenção no país.

O Saúde para Todos: Especialidades, implementado em São Tomé e Príncipe pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Consulte o poster “Rubella is still causing Hearing loss” aqui.

Saude para todos

Especialidades realiza teleconsulta experimental de Oncologia entre Lisboa e São Tomé

Uma consulta-teste de Telemedicina de Oncologia entre Lisboa e São Tomé, orientada pelas médicas Celeste Alves, imagiologista e Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, decorreu no dia 31 de março de 2016, na Fundação Champalimaud, tendo sido avaliados dois doentes. Esta teleconsulta contou com a colaboração do Dr. Luís Carreiro, médico pneumologista. Os referidos médicos colaboram e integram as missões médicas a São Tomé e Príncipe no quadro do Programa Saúde para Todos: Especialidades.

Na sala de Telemedicina do Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé,
estiveram presentes a Dra. Esperança Carvalho, que vai fazer o acompanhamento médico das doentes e o Dr. Pascoal d’Apresentação, que vai fazer os procedimentos cirúrgicos. A ambos os doentes, já sem benefício clínico de evacuação para Portugal, foram disponibilizados medicamentos, a fim de controlar a sua situação clínica, evitar o agravamento e atrasar o progresso da doença.

O sentimento geral é expresso pela médica Celeste Alves: “Esperamos todos que possa ser o início de um longo caminho, que culmine com o criar de condições locais para o tratamento das doenças oncológicas”.

Em março de 2011, o IMVF realizou a sua primeira teleconsulta, com o apoio da PT Inovação e da Universidade de Aveiro, aproximando o Hospital Central de São Tomé e Príncipe dos médicos especialistas em Portugal, permitindo o seguimento e a orientação de casos clínicos mais complexos e, paralelamente, a formação e acompanhamento à distância dos profissionais de saúde são-tomenses. Desde então, a plataforma de Telemedicina Medigraf conheceu uma evolução tecnológica significativa e integra atualmente a maioria das especialidades médicas.

O programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos AssuntosSociais de São Tomé e Príncipe, é financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

Jornadas de Otorrinolaringologia

Jornadas de Otorrinolaringologia regressam a São Tomé e Príncipe para a 4ª edição

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia voltam ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no próximo dia 26 de fevereiro de 2016. O evento tem como mentor o Prof. Doutor João Paço, chefe da missão de Otorrinolaringologia no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades e conta o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe. Esta é a 4ª edição das Jornadas e, este ano, o principal tema são as Urgências em Otorrinolaringologia.

Com o objetivo de formar o corpo clínico são-tomense e atualizar conhecimentos para uma melhor orientação terapêutica dos doentes, este ano as Jornadas vão abordar temáticas relacionadas com a urgência otológica (paralisia facial e surdez súbita) e com as patologias urgentes rinológica, orofaríngea, laríngea, cervical e do ouvido (interno, médio, externo). Os profissionais de saúde que vão conduzir as palestras exercem atividade nos hospitais CUF Infante Santo e D. Estefânia – Centro Hospitalar de Lisboa Central.

As Jornadas integram-se na missão da especialidade de Otorrinolaringologia, que decorre de 20 a 27 de fevereiro de 2016, e que desde 2011 promove a deslocação regular de profissionais de saúde portugueses desta especialidade a São Tomé e Príncipe para prestar cuidados de saúde e realizar ações de formação teórico-práticas no quadro do atual programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. É de realçar que 23 das 32 especialidades médicas realizam missões a São Tomé e Príncipe no âmbito do referido programa.

As sessões de abertura e de encerramento das Jornadas vão contar com a presença do Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, do Dr. Edgar Neves, coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, da Dra. Paula Silva, Embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe e da Dra. Maria de Jesus Trovoada, Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe (presença sujeita a confirmação).

As primeiras Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia foram organizadas em 2013 e prevê-se a sua continuidade anual no quadro das missões de Otorrinolaringologia do Saúde para Todos: Especialidades. Este evento conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe e com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos e da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e tem como golden sponsors a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF.

Consulte aqui o programa da 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.