Saude para todos

Especialidades realiza teleconsulta experimental de Oncologia entre Lisboa e São Tomé

Uma consulta-teste de Telemedicina de Oncologia entre Lisboa e São Tomé, orientada pelas médicas Celeste Alves, imagiologista e Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, decorreu no dia 31 de março de 2016, na Fundação Champalimaud, tendo sido avaliados dois doentes. Esta teleconsulta contou com a colaboração do Dr. Luís Carreiro, médico pneumologista. Os referidos médicos colaboram e integram as missões médicas a São Tomé e Príncipe no quadro do Programa Saúde para Todos: Especialidades.

Na sala de Telemedicina do Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé,
estiveram presentes a Dra. Esperança Carvalho, que vai fazer o acompanhamento médico das doentes e o Dr. Pascoal d’Apresentação, que vai fazer os procedimentos cirúrgicos. A ambos os doentes, já sem benefício clínico de evacuação para Portugal, foram disponibilizados medicamentos, a fim de controlar a sua situação clínica, evitar o agravamento e atrasar o progresso da doença.

O sentimento geral é expresso pela médica Celeste Alves: “Esperamos todos que possa ser o início de um longo caminho, que culmine com o criar de condições locais para o tratamento das doenças oncológicas”.

Em março de 2011, o IMVF realizou a sua primeira teleconsulta, com o apoio da PT Inovação e da Universidade de Aveiro, aproximando o Hospital Central de São Tomé e Príncipe dos médicos especialistas em Portugal, permitindo o seguimento e a orientação de casos clínicos mais complexos e, paralelamente, a formação e acompanhamento à distância dos profissionais de saúde são-tomenses. Desde então, a plataforma de Telemedicina Medigraf conheceu uma evolução tecnológica significativa e integra atualmente a maioria das especialidades médicas.

O programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos AssuntosSociais de São Tomé e Príncipe, é financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

creatinghealth

O IMVF tornou-se membro do Conselho Social do Creating Health

O Instituto Marquês de Valle Flôr é um dos mais recentes membros do Conselho Social do Creating Health – Research and Innovation Funding, um gabinete de apoio à captação de financiamento para a Inovação e Investigação (I&I) em Saúde.

Presidido pelo Dr. Jorge Sampaio, antigo Presidente da República de Portugal, o Conselho Social do Creating Health tem como principal propósito aproximar a ciência e a sociedade civil. Para tal, o Conselho integra personalidades e instCreating Healthituições (públicas e privadas, com fins públicos e sem fins lucrativos) que tenham ou não uma ligação direta à área da Saúde.

O Conselho Social, que serve como interlocutor para alcançar os objetivos do Creating Health pretende, igualmente, promover e apoiar a candidatura a fundos nacionais e europeus que ajudem ao cumprimento da estratégia dos seus membros em termos de Investigação e Inovação em Saúde, afirmando-se também como um espaço de partilha de experiências e boas-práticas (projetos, iniciativas e atividades) entre membros.

O Creating Health é uma iniciativa criada com o empenho de várias instituições e procura diferenciar-se através da prestação de um serviço público, sem fins lucrativos e especializado na área da Saúde. Este gabinete disponibiliza apoio para a captação de fundos públicos e privados na área da Saúde, promovendo também ações de carácter filantrópico, científico, educativo e cultural. O seu principal enfoque assenta no Programa-Quadro de I&I da União Europeia, Horizonte 2020, sob coordenação da área de Saúde Pública do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Saiba mais sobre o Creating Health aqui e conheça aqui o seu Conselho Social.

Jornadas de Otorrinolaringologia

Jornadas de Otorrinolaringologia regressam a São Tomé e Príncipe para a 4ª edição

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia voltam ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no próximo dia 26 de fevereiro de 2016. O evento tem como mentor o Prof. Doutor João Paço, chefe da missão de Otorrinolaringologia no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades e conta o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe. Esta é a 4ª edição das Jornadas e, este ano, o principal tema são as Urgências em Otorrinolaringologia.

Com o objetivo de formar o corpo clínico são-tomense e atualizar conhecimentos para uma melhor orientação terapêutica dos doentes, este ano as Jornadas vão abordar temáticas relacionadas com a urgência otológica (paralisia facial e surdez súbita) e com as patologias urgentes rinológica, orofaríngea, laríngea, cervical e do ouvido (interno, médio, externo). Os profissionais de saúde que vão conduzir as palestras exercem atividade nos hospitais CUF Infante Santo e D. Estefânia – Centro Hospitalar de Lisboa Central.

As Jornadas integram-se na missão da especialidade de Otorrinolaringologia, que decorre de 20 a 27 de fevereiro de 2016, e que desde 2011 promove a deslocação regular de profissionais de saúde portugueses desta especialidade a São Tomé e Príncipe para prestar cuidados de saúde e realizar ações de formação teórico-práticas no quadro do atual programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. É de realçar que 23 das 32 especialidades médicas realizam missões a São Tomé e Príncipe no âmbito do referido programa.

As sessões de abertura e de encerramento das Jornadas vão contar com a presença do Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, do Dr. Edgar Neves, coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, da Dra. Paula Silva, Embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe e da Dra. Maria de Jesus Trovoada, Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe (presença sujeita a confirmação).

As primeiras Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia foram organizadas em 2013 e prevê-se a sua continuidade anual no quadro das missões de Otorrinolaringologia do Saúde para Todos: Especialidades. Este evento conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe e com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos e da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e tem como golden sponsors a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF.

Consulte aqui o programa da 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

Missão Gastrenterologia

Missão de Gastrenterologia esteve pela primeira vez em São Tomé e Príncipe

Médicos portugueses da especialidade de Gastrenterologia deslocaram-se pela primeira vez a São Tomé e Príncipe, numa missão que permitiu o diagnóstico e a orientação terapêutica de doentes e a realização de formações dirigidas a médicos e enfermeiros são-tomenses.

A missão foi organizada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) no âmbito do Programa Saúde para Todos: Especialidades em parceira com o Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Num país onde não existe nenhum especialista em Gastrenterologista, a equipa de médicos portugueses coordenada pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, médico no CHUC, integrou a médica Dr.ª. Sara Campos e a Enfª. Marisa Melo, e exerceu atividade durante uma semana (de 11 a 16 de janeiro de 2016), no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé.

Esta foi a primeira missão da especialidade, mas prevê-se a sua continuidade no âmbito do Saúde para Todos: Especialidades, um projeto que conta já com 23 especialidades médicas envolvidas e que é implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção Geral da Saúde.

Atividade Técnica:

  • Avaliação dos recursos materiais e humanos existentes no país na área de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva.
  • Aprovisionamento da Unidade de Endoscopia com diversos equipamentos e instrumentos (graças ao apoio de empresas portuguesas como: Higiplus, Endowork e Laboratório Norgine);
  • Realização de 55 exames endoscópicos;
  • Realização da primeira endoscopia digestiva alta sob sedação, com apoio de anestesista, no bloco operatório, a um doente com 12 anos internado com hemorragia digestiva alta.

Atividade Assistencial:

  • Avaliação de 12 doentes em regime de consulta externa, internamento e serviço de urgência.
  • Diagnóstico de doença de Hirschprung, possível graças à colaboração com a Dra. Celeste Alves (chefe da missão de imagiologia do IMVF), com a realização do primeiro clister opaco no país.

Evacuação de doentes para Portugal:

  • Recomendada a evacuação de 5 doentes para Portugal devido à gravidade dos casos e à necessidade de uma terapêutica complementar não disponível em São Tomé e Príncipe.

Atividade formativa:

  • Formação on the job a médicos e enfermeiros são-tomenses no decorrer da atividade clinica no Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Participação no I Curso de Emergência Médica (12 a 15 de janeiro de 2016):
    • Sessão sobre Emergências Gastrenterologia, que incidiu sobre a Hemorragia Digestiva Alta (Dr. José Eduardo Pina Cabral) e Sessão sobre o Sistema de Triagem de Manchester, com foco na patologia gastroenterológica de urgência (Dra. Sara Campos).
  • Transmissão de informação via média (TVS) à população são-tomense sobre a importância da saúde digestiva, dos riscos do alcoolismo crónico e da necessidade de prevenir doenças transmissíveis como as hepatites virais B e C. – Vídeo TVS (21.35) disponível aqui.

Balanço da missão: “Concluída a missão, é nossa opinião que a mesma decorreu de forma muito positiva. Foi cumprido o propósito principal, foram avaliados e orientados, em termos de terapêutica e de vigilância, os doentes de São Tomé e Príncipe com sintomatologia digestiva triados como prioritários”, (fonte: relatório da missão elaborado pela equipa médica chefiada pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, e que integrou a Dr.ª. Sara Campos e a Enfª. Marisa Melo).

Objetivos para o futuro: Este foi o primeiro passo de uma atuação que se pretende regular, pelo que são objetivos da missão de Gastroenterologia para o triénio de 2016-2018 os seguintes:

  • Celebração de um protocolo de evacuação dos doentes são-tomenses do foro da Gastrenterologia com o serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra;
  • Extensão da Telemedicina à Gastrenterologia;
  • Continuação da realização de missões de curta duração a São Tomé e Príncipe;
  • Criação da Unidade de Gastrenterologia no Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Formação complementar especializada em Gastroenterologia dirigida aos médicos e enfermeiros que asseguram a atividade na Unidade de Endoscopia do Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Curso de formação em Gastroenterologia dirigido à classe médica e de enfermagem são-tomense;
  • Realização de rastreios (hepatites virais e helicobacter pylori) e posterior desenvolvimento de estudos.

Clipping: Especialistas do CHUC dão formação em São Tomé e Príncipe na área da Gastrenterologia (JustNews).

Missões de Ortopedia cumprem objetivos definidos para 2015 nas idas a São Tomé e Príncipe

Em 2015, a missão de ortopedia esteve em São Tomé e Príncipe nos períodos de 20 a 26 de junho e de 5 a 12 de dezembro, tendo exercido atividade no Hospital Dr. Ayres de Menezes ao abrigo do programa: “Saúde para Todos, Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

Em 2015 realizaram-se duas missões de ortopedia em São Tomé e Príncipe, nos períodos de 20 a 26 de junho e de 5 a 12 de dezembro, tendo a equipa de médicos portugueses exercido atividade no Hospital Dr. Ayres de Menezes ao abrigo do programa: “Saúde para Todos, Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

Em ambas as missões, a equipa composta por médicos e enfermeiros portugueses do Hospital Dona Estefânia e do Hospital de Vila Franca de Xira foi chefiada pela Dra. Susana Norte Ramos e pela Dra. Glória Magalhães, respetivamente, tendo contado com a colaboração de ortopedistas do Hospital Dr. Ayres Menezes e respetivos membros do bloco operatório em todas as intervenções realizadas.

Primeiramente foi feita a identificação do material disponível – o Hospital de Vila Franca de Xira doou material ortopédico e cirúrgico ao Hospital Dr. Ayres de Menezes – para a realização dos procedimentos cirúrgicos. Após a avaliação de mais de 40 doentes previamente triados pelos ortopedistas locais em consulta foram identificados os casos passíveis de tratamento cirúrgico no decorrer das missões. No total, realizaram-se 27 cirurgias a pacientes entre os 3 e os 61 anos e foram levadas a cabo várias formações on the job e sessões clinicas no Hospital.

No final das missões, a equipa considerou que os objetivos previamente definidos foram cumpridos, nomeadamente a nível do plano cirúrgico inicialmente delineado, e destacou a boa colaboração que existiu entre as equipas médicas portuguesas e são-tomenses, mantendo-os informados sobre a evolução dos doentes após o regresso dos médicos a Portugal.

Atualmente o Saúde para Todos desenvolve missões em 23 especialidades com a colaboração de 27 hospitais e instituições de saúde portuguesas para complementar o leque de cuidados necessários com eficácia operacional e baixo custo (cerca de 18% quando comparados com os custos do sistema nacional de saúde português), sendo possível reduzir o número de evacuações sanitárias de São Tomé e Príncipe para Portugal

A primeira missão de ortopedia ocorreu em 2009, com idas frequentes dos médicos missionários a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto: “Saúde para Todos – Especialidades” implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção Geral da Saúde.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

Está disponível o artigo científico sobre a especialidade de cardiologia no âmbito do Saúde para Todos

Foi divulgado um artigo científico na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, em junho de 2015, que descreve o trabalho e o contributo da especialidade de cardiologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

O artigo “Saúde para Todos – Especialidades: Cooperação Portuguesa com São Tomé e Príncipe na área da Cardiologia” foi escrito pelos médicos José Loureiro e António Freitas e pela técnica de cardiopneumologia Cláudia Antunes, que desde 2010 integram as missões de cardiologia enquadradas no “Saúde para Todos: Especialidades”.

O IMVF desenvolve desde 1988 um amplo programa de reforço no setor da saúde em São Tomé e Príncipe. Com o apoio da União Europeia, Cooperação Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian, Direção Geral da Saúde de Portugal e em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, o programa Saúde para Todos empreendeu, ao longo dos últimos 27 anos, uma estratégia progressiva e em constante crescimento de capacitação e desenvolvimento do setor da saúde. Atualmente a esperança média de vida do país ronda os 70 anos e os indicadores de saúde do arquipélago situam-se entre os melhores da África subsariana.

Cardiologia no terreno e Telemedicina

A primeira missão a São Tomé e Príncipe da especialidade de cardiologia ao abrigo do programa “Saúde para Todos – Especialidades” decorreu em 2010, durante a qual foram realizadas 185 consultas, 369 exames e várias sessões de formação. O artigo refere que o objetivo dessa primeira missão foi “avaliar de que forma o programa “Saúde para Todos do IMVF poderia contribuir, no campo da cardiologia, para uma estratégia global de cooperação em integração e complementaridade com o trabalho já existente de outras organizações”, uma delas a Organização Não Governamental (ONG) de Coimbra, Cadeia da Esperança.

Colaborar na criação e desenvolvimento de uma unidade de cardiologia no Hospital Dr. Ayres de Menezes, inaugurada em 2012, recorrer à telemedicina para apoiar no diagnóstico, orientação terapêutica e decisão de evacuação de doentes para Portugal e contribuir para a criação e implementação de programas de prevenção primária e secundária de doença cardiovascular foram e continuam a ser as principais linhas orientadoras da atividade levada a cabo pela especialidade de cardiologia ao abrigo do “Saúde para Todos – Especialidades” em São Tomé e Príncipe.

Leia o artigo completo aqui.

otorrino

Missões de Otorrinolaringologia realizaram mais de 400 consultas e mais de 600 exames

As missões de Otorrinolaringologia e Audiologia chefiadas pelo Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo estiveram em São Tomé e Príncipe, naquelas que foram as 14ª, 15ª e a 16ª missões desta especialidade em 2015, no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

De 28 de fevereiro a 7 de março, de 23 a 30 de maio e de 11 a 18 de julho, a equipa de missionários portugueses constituída por médicos, enfermeiros, audiologistas e uma terapeuta da fala provenientes do Hospital CUF Infante Santo exerceram a sua atividade clínica no Hospital Dr. Ayres de Menezes, no Hospital Dr. Manuel Quaresma Dias da Graça e nos centros de saúde de Neves e de Água Izé, tendo realizado 123 consultas de otorrinolaringologia, 68 intervenções cirúrgicas, 218 consultas e 535 exames de audiologia, 90 consultas de próteses auditivas, 106 exames audiométricos e41 consultas de terapia da fala.

Foram também realizados vários rastreios auditivos neonatais em São Tomé e no Príncipe, ministradas formações para o tratamento de próteses auditivas na ausência das missões, bem como formações dirigidas às enfermeiras da neonatologia para a realização de rastreios auditivos. Foi ainda realizada uma ação de sensibilização sobre a saúde vocal nas escolas e várias reuniões clínicas sobre rastreio auditivo neonatal e consulta de audiofonologia. As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português com o tema “A Voz e a Patologia Cervical”, naquela que foi a 3ª edição deste encontro anual.

Continua em curso o projeto de investigação que tem como objetivo determinar se existe uma associação entre os traços de hemoglobinopatias e a surdez neuro sensorial e eventuais causas da surdez em São Tomé e Príncipe. Foi também feita a avaliação da evolução das crianças seguidas nas missões anteriores e a referenciação de doentes para a próxima missão, que vai decorrer até ao final deste ano.

A primeira missão de otorrinolaringologia teve lugar em 2011, e desde então têm sido regulares as idas de profissionais de saúde desta especialidade a São Tomé, contando com o apoio do Hospital CUF Infante Santo e da Amplifon, no âmbito do “Saúde para Todos: Especialidades”, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e que conta com o cofinanciamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

Missão de Oftalmologia esteve em São Tomé e ajudou a curar casos de cegueira

A mais recente missão de oftalmologia promovida pelo IMVF em São Tomé e Príncipe permitiu a observação de mais de 500 doentes e a realização de mais de 70 intervenções cirúrgicas durante duas semanas, atuando na prevenção e na cura da cegueira e de outras doenças oftalmológicas.

Entre os dias 30 de maio e 13 de junho de 2015, uma equipa de profissionais portugueses constituída por 5 médicos e uma enfermeira do serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz realizou 509 consultas, 73 cirurgias e várias comunicações e ações de formação em bloco operatório e em contexto de consulta dirigidas a técnicos locais, possibilitando capacitar os profissionais são-tomenses na observação e avaliação de doentes e na correta utilização dos equipamentos médicos.

A avaliação dos doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e a realização de intervenções cirúrgicas de acordo com as patologias detetadas, dando continuidade à assistência médica e cirúrgica oftalmológica foram os principais objetivos cumpridos nos 15 dias em que a equipa liderada pelo Dr. Luís Dias Pereira, chefe da missão da especialidade de oftalmologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina esteve no terreno.

Somente às cataratas, a principal causa de cegueira reversível a nível mundial, foram submetidos a cirurgia 39 pacientes, um dos quais em idade pediátrica, operados no Hospital Dr. Ayres de Menezes. Através da introdução de uma lente intraocular recuperaram integralmente a visão, evitando-se a cegueira. 8 das cirurgias foram feitas a glaucomas, as restantes a outras patologias graves identificadas.

Foram ainda realizadas 74 consultas de enfermagem, 11 intervenções com recurso a laser e 60 exames complementares de diagnóstico (estudos ecográficos e biometrias), ajudando ao correto seguimento dos doentes e foram reavaliados alguns doentes observados previamente entre missões através do TELEYE, a solução de telemedicina inaugurada em fevereiro de 2015 que integra um conjunto de equipamentos de oftalmologia e que permite a realização de exames oftalmológicos completos à distância entre São Tomé e Lisboa.

No decorrer desta missão foi também realizado um rastreio oftalmológico em idade pediátrica, no qual onde foram avaliadas 128 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos. Esta ação envolveu 3 escolas do ensino primário (1º e 2º ano de escolaridade) das regiões de Potó, Madalena e Santana. Foram sinalizadas 16 crianças com problemas oftalmológicos, que deverão ser submetidas a uma avaliação mais rigorosa a nível da consulta de oftalmologia.

Esta é a segunda missão de especialidade de oftalmologia realizada este ano, e a 17.ª desde o início do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina, promovido pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

A próxima missão tem data marcada para os dias 3 a 17 de outubro de 2015 e a equipa será constituída por 4 médicos e uma enfermeira.

Reunião de Oftalmologia e Pediatria

Desenvolvimento da visão, patologia neonatal, infeciologia, traumatologia e anestesia em oftalmologia foram os principais temas abordados na Reunião de Oftalmologia e Pediatria que decorreu no dia 6 de junho, no Centro Cultural Português no âmbito da 17º missão da especialidade de oftalmologia.

A sessão de abertura e de encerramento da reunião contou com a presença do primeiro secretário da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, Dr. Nuno Félix, em representação da Embaixadora de Portugal no país, Dra. Paula Silva, do diretor dos cuidados de saúde, Dr. Amadeu Maia, em representação da Ministra da Saúde são-tomense, Dra. Maria de Jesus Trovoada, do coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, Dr. Edgar Neves, do diretor clínico do Hospital Ayres de Menezes, Dr. Celso Matos e do chefe da missão de oftalmologia em São Tomé e Príncipe, Dr. Luis Dias Pereira.

Esta iniciativa, que decorreu no quadro do programa Saúde para Todos: Especialidades, contou com o apoio do IMVF, do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian e com o patrocínio da Essilor.

Saúde para Todos em números 

Desde 2008 que os técnicos são-tomenses contam com o apoio permanente de equipas portuguesas de várias especialidades médicas, que ajudam a identificar casos urgentes, realizam consultas e cirurgias e dão formação “on the job”. Tudo graças ao projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina. Os números são exemplificativos dos resultados que têm vindo a ser alcançados no âmbito deste programa: mais de 20 mil consultas, mais de 3 mil intervenções cirúrgicas e mais de 300 sessões de formação das diversas especialidades até ao momento. Uma iniciativa que tem vindo a complementar, de forma eficaz e sustentável, a prestação de cuidados preventivos e primários, com assistência local especializada de cuidados secundários e terciários.

As missões médicas da especialidade de oftalmologia – decorrentes entre 2010 e 2014 – representaram o equivalente a 19,9% dos custos previstos caso o tratamento decorresse em Portugal, contribuindo para uma poupança de 80,1% (equivalência a valor de Grupo de Diagnósticos Homogéneos – GDH em Portugal). A utilização de somente 1/5 do valor total previsto para as intervenções em Portugal vem reforçar o relevante papel que as missões de especialidade têm desenvolvido no terreno, demonstrando uma clara eficiência na utilização de recursos face ao número de intervenções realizadas.

As missões médicas de curta duração permitiram já reduzir os elevados custos financeiros e sociais associados às evacuações sanitárias, tanto para os Governos como para os utentes, abrindo caminho para a autonomização da prestação de assistência especializada pelos próprios técnicos locais. Um processo que tem sido fortemente apoiado por um sistema de Telemedicina que permite um maior acompanhamento à distância, a assistência técnica especialidade em tempo real e uma melhor gestão dos pacientes e, por conseguinte, uma maior eficácia destas deslocações médicas pontuais.

O IMVF começou a atuar em São Tomé e Príncipe em 1988 no âmbito dos cuidados de saúde preventivos e primários, tendo na época a cobertura de apenas um distrito. A sua intervenção no setor da saúde foi progredindo e desde 2008 que são desenvolvidas missões médicas que neste momento abrangem 22 especialidades em todo o território.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

 

3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

 

 

2011

“Saúde para Todos” apresenta trabalhos científicos no Congresso Mundial de Oftalmologia em Tóquio

O Programa “Saúde para Todos” – especialidade de Oftalmologia apresentou dois trabalhos científicos que avaliam os resultados no campo da Oftalmologia em São Tomé e Príncipe nas áreas médicas e de enfermagem no Congresso Mundial de Oftalmologia (“World Opthalmology Congress”) entre os dias 2 e 6 de abril de 2014 em Tóquio, no Japão.

Os trabalhos foram apresentados pelo Dr. Luís Dias Pereira, pela Dra. Ana Almeida e pela Enf. Anabela Raposo do Hospital de Egas Moniz – Centro Hospital de Lisboa Ocidental e têm por base o estudo de todas as intervenções oftalmológicas feitas ao longo dos últimos quatro anos em São Tomé e Príncipe.

Em linha com Plano de Ação “Visão 20/20” da Organização Mundial de Saúde, a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” tem procurado continuamente desenvolver o seu trabalho no âmbito das principais causas de cegueira, a fim de evitar ou diminuir a perda de visão dos são-tomenses, atuando em doenças como a catarata, o glaucoma, a cegueira infantil, a prevenção de trauma e a retinopatia diabética. Um dos estudos conclui ainda que para alcançar os melhores resultados possíveis é necessário uma abordagem multidisciplinar, na qual os enfermeiros têm um papel vital.

Ao longo dos últimos quatro anos a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” – composta por quatro oftalmologistas e dois enfermeiros – efetuou 12 missões médicas de curta duração três vezes por ano em São Tomé e Príncipe, durante as quais se realizaram 5648 consultas médicas, 846 consultas de enfermagem e 859 cirurgias.

Entre 1 e 15 de fevereiro de 2013 a equipa de Oftalmologia do “Saúde para Todos” esteve mais uma vez em São Tomé e Príncipe naquela que foi a 13ª missão no país.

Entre 2014 e 2015 estão previstas três missões de 15 dias, cada uma com o objetivo de atingir 600 consultas (1800 anuais) e 100 atos cirúrgicos (300 anuais) por missão.

Congresso Mundial de Oftalmologia
O primeiro Congresso realizou-se em Bruxelas em 1857. Inicialmente designado como “International Congress of Ophthalmology” é agora conhecido como “World Opthalmology Congress (WOC)”, a reunião internacional de mais longa continuidade em toda a medicina.

Este Congresso reúne oftalmologistas de todo o mundo e oferece um programa científico centrado nos últimos avanços em Oftalmologia e no cuidado ocular, apresentados pelos líderes mundiais em pesquisa e prática clínica.

O WOC realiza-se com um intervalo de dois anos numa região geográfica diferente. Em 2010 foi em Berlim, em 2012 em Abu Dhabi e este ano realiza-se em Tóquio.