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IMVF apoia conferência sobre os 10 anos da Língua Gestual Portuguesa na Universidade Católica Portuguesa

Nos próximos dias 10 e 11 de novembro de 2017 vai decorrer na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, a conferência “10 anos de “Língua Gestual Portuguesa na UCP. Investigação e Ensino em Língua Gestual Portuguesa”, organizada pelo Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e com o apoio do IMVF. Este encontro pretende fazer um balanço de uma década de investigação acerca da linguagem gestual na Universidade Católica Portuguesa e da evolução do tema em Portugal.

O IMVF tem estado ligado ao desenvolvimento da linguagem gestual em São Tomé e Príncipe, concretamente no âmbito do projeto Sem Barreiras, que decorreu entre 2013 e 2014. Esta ação, associada ao projeto Saúde para Todos, procurou promover uma intervenção integrada nesta questão, através da deteção precoce de casos de surdez, o ensino da linguagem gestual e a capacitação de formadores são-tomenses que garantam a preservação desta linguagem.

Um dos principais resultados deste projeto foi a produção do primeiro Dicionário da Língua Gestual de São Tomé e Príncipe, ferramenta vital para assegurar a melhoria da qualidade de vida da comunidade surda do arquipelágo são-tomense, que representa cerca de 3% do total da população do arquipélago. Participarão nesta conferência a Prof.ª Doutora Ana Mineiro e a Prof.ª Patrícia Carmo, que em conjunto com Ricardo Oliveira, foram responsáveis pela edição deste Dicionário.

Saiba mais sobre o projeto Sem Barreiras aqui.
Consulte o programa da Conferência aqui.

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Especialidade de Oftalmologia: balanço de 8 anos de missões a São Tomé e Príncipe

Desde 2009 que, cerca de 4 vezes por ano, durante duas semanas, uma equipa de profissionais de saúde da especialidade de Oftalmologia se desloca a São Tomé e Príncipe, no âmbito do Programa Saúde para Todos. Ao longo dos últimos 8 anos realizaram-se 23 missões, num total de 12.552 consultas médicas, 1.910 consultas de enfermagem e 1.882 cirurgias.

No decorrer das missões, as principais patologias detetadas e os atos cirúrgicos prioritários realizados foram as cataratas em adultos (cerca de 1.172), as cataratas em idade pediátrica (cerca de 93 casos) e o glaucoma (com 113 casos registados).

Para além da vertente assistencial, nas missões é privilegiada a formação dirigida aos profissionais de saúde são-tomenses, tendo sido realizadas 72 ações nesse sentido.

O TELEYE®, que nasceu de uma parceria entre o IMVF com a Altice Labs e outros parceiros da área das tecnologias de Oftalmologia, continua a ser uma valiosa solução para o rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias a realizar durante as missões; o acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios realizados durante as missões; a formação teórica e prática de profissionais de saúde; e o apoio e segunda opinião à outras especialidades médicas.

A equipa de Oftalmologia encontra-se neste momento a preparar a 24.ª missão, que está agendada para outubro de 2017. Estão já igualmente programadas as missões para 2018: de 3 a 17 de fevereiro, de 2 a 16 de junho, e de 6 a 20 de outubro.

Atualmente as missões da especialidade de Oftalmologia realizam-se no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade, implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P.

Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade

Não obstante os resultados bastante positivos alcançados nas últimas décadas, para os quais muito terá contribuído o Programa Saúde para Todos, a complexidade, as exigências e as necessidades do sector continuam a representar um desafio exigente para todos os atores envolvidos.

A consolidação da prestação de cuidados de saúde de qualidade e a garantia de sustentabilidade de um sistema nacional de saúde, sobretudo num país com as características, recursos, fragilidades, mas tamIMG_4097bém com as potencialidades de São Tomé e Príncipe, não se concretiza facilmente.

Exige um esforço contínuo, gradual e progressivo que considere as diferentes determinantes de desempenho e eficácia do sector – formativa, operacional, de gestão, coordenação, assistencial e financeira.

O Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade surge, assim, numa tentativa de compromisso entre as preocupações de crescente autonomização da prestação de cuidados de saúde no país e a necessidade de consolidação dos avanços alcançados.

Localização: São Tomé e Príncipe

Duração: 48 meses: janeiro de 2017 a dezembro de 2020

Beneficiários: 

A totalidade da população são-tomense, cerca de 187.356 habitantes enquanto utilizadores do Serviço Nacional de Saúde;

  • Profissionais do Serviço Nacional de Saúde (60 médicos e 348 enfermeiros) a beneficiar das ações de formação no país – no decorrer das missões de especialidade e de Telemedicina;
  • 4 médicos, 2 técnicos de gestão e administração hospitalar e 2 técnicos de projeção sanitária e manutenção de equipamentos a beneficiar de formação de longo curso em Portugal;
  • Ministério da Saúde através do apoio nas atividades de prestação de cuidados no país.

 

Objetivos:

Geral: contribuir para manter o acesso universal da população da República Democrática de São Tomé e Príncipe a cuidados de saúde de qualidade.

Específico: promover a melhoria, a autonomização e a progressiva sustentabilidade da prestação de cuidados de saúde preventivos, primários e especializados.

 

Atividades:

Resultados esperados:
– População nacional com acesso regular e de qualidade a cuidados de saúde especializados;
– Quadros de saúde nacionais reforçados para uma maior autonomia do sistema nacional de saúde;
– Medicamentos e consumíveis médicos disponíveis para uma prestação de cuidados preventivos e primários de qualidade;
– Programas nacionais apoiados para responder às exigências do perfil epidemiológico nacional.

Parceiros: Ministério da Saúde da República Democrática de São Tomé e Príncipe

Cofinanciamento: Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

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5ª edição das Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia

Realizam-se no próximo dia 17 de fevereiro de 2016, no Centro Cultural Português, em São Tomé, as Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia, integradas no projeto Saúde para Todos – Especialidades e Telemedicina. Um evento que conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

Estas jornadas assumem-se como um espaço de debate e partilha de experiências, este ano subordinadas ao tema “Otorrinolaringologia sem espelho frontal”. A otologia (semiologias otológica e vestibular e suspeita de surdez), a rinologia, a orofaringe e a laringe vão ser alguns dos temas abordados. O recurso à telemedicina, enquanto apoio às missões médicas ao arquipélago, será também um dos tópicos apresentado durante o encontro. Recorde-se que a primeira teleconsulta de Otorrinolaringologia entre São Tomé e Lisboa teve lugar no dia 19 de outubro de 2016.

A sessão de abertura e de encerramento vai ser presidida pelo Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, que desde a primeira edição tem acompanhado e promovido estas jornadas, bem como por representantes do IMVF, pelo Embaixador de Portugal, Luís Gaspar da Silva, e pela Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada dos Santos.

As Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia mantêm uma das suas principais características, ao serem o produto da convergência do trabalho de diversas instituições e patrocinadores. Além do alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, o patrocínio científico é assegurado pelo Colégio da Especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos Portuguesa, pela Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e pela Academia CUF. Destaque ainda para os vários golden sponsors que apoiam este evento: a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo – Grupo José Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o IMVF e a empresa Mylan.

Este encontro enquadra-se na 21ª missão da especialidade de Otorrinolaringologia a São Tomé e Príncipe, que vai decorrer entre 11 e 18 de fevereiro de 2016.

Conheça o programa da 5ª edição destas Jornadas aqui.

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3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

Missao

2ª Missão de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva esteve em São Tomé e Príncipe no âmbito do Programa Saúde para Todos

Uma equipa de médicos portugueses do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) deslocou-se a São Tomé e Príncipe, entre 26 de novembro e 3 de dezembro de 2016, naquela que foi 2ª missão desta especialidade no âmbito do Saúde para Todos – Fase de Transição.

A missão, com a duração de uma semana, decorreu no Hospital Dr. Ayres de Menezes (HAM) e foi levada a cabo pelo Prof. Dr. Luís Tomé, pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, pela Dr.ª. Sara Campos e pela Enfª. Margarida Garrelhas. Teve como principais objetivos o diagnóstico e a orientação terapêutica dos doentes são-tomense com sintomatologia digestiva triados como prioritários; a atualização dos profissionais de saúde locais na área das doenças hepáticas; e a formação clínica e endoscópica de médicos e enfermeiros do HAM.

Durante o período desta missão foram realizados 100 exames (uma média de 20 exames por dia), verificando-se um aumento substancial do número de exames realizados (o dobro relativamente à primeira missão, na qual tinham sido realizados 53 exames), a introdução de exames proctológicos e de exames com intuito terapêutico. Foram, assim, realizados 78 exames endoscópicos (56 endoscopias digestivas altas e 22 colonoscopias totais) e 22 exames proctológicos, e 150 consultas de Gastrenterologia. Atendendo à gravidade de alguns dos casos e à necessidade de uma investigação e terapêutica complementares foi recomendada a evacuação de 4 doentes que apresentaram diagnósticos mais complexos.

A formação clínica dos médicos e enfermeiros são-tomenses mereceu especial atenção por parte da equipa de Gastrenterologia, que, inclusivamente, organizou uma reunião clínica sobre doenças hepáticas intitulada “Maus fígados – Reunião temática sobre patologia hepática”, no dia 1 de dezembro no HAM, uma ação que contou com a presença de cerca de 20 profissionais de saúde.

Esta missão serviu ainda para começar a implementar alguns dos projetos que foram perspetivados no final da 1ª missão, entre eles: divulgação de um protocolo de cooperação entre o CHUC, o HAM e o IMVF, e posterior apresentação à Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada; reestruturação da Unidade de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva do HAM; e o projeto de rastreio e tratamento das hepatites virais B e C. De salientar a realização de uma reunião de trabalho entre a equipa de médicos e a Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais, e a receção e apresentação da equipa, da missão em curso e do Serviço de Gastrenterologia do CHUC, na Embaixada portuguesa, com o Embaixador Luís Gaspar da Silva, e o Adido para a Cooperação, António Machado.

A equipa de médicos portugueses fez um balanço positivo desta 2º missão, destacando como principais sucessos, a duplicação do número de exames endoscópicos realizados, a introdução de algumas técnicas diagnósticas e terapêuticas, e o número elevadíssimo de consultas efetuadas. Destacaram também a realização da reunião científica sobre doenças hepáticas, frequentada por um número considerável de profissionais de saúde, e considerada uma mais-valia para a atualização de conhecimentos nesta área e uma oportunidade de iniciar a divulgação do projeto de hepatites virais que pretendem desenvolver. “É com muito orgulho que afirmamos que cumprimos os objetivos a que nos propusemos com esta missão e é com muita expectativa que esperamos, com missões futuras, continuar a contribuir para a melhoria da saúde em São Tomé e Príncipe”.

A 2ª missão da especialidade de Gastrenterologia decorreu no quadro do projeto Saúde para Todos – Fase de Transição, que durante o ano de 2016 foi implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Missão de Oftalmologia

Equipa de Oftalmologia faz balanço de 7 anos de missões a São Tomé e Príncipe

Concluída a 21ª missão da equipa de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, a última de 2016, que decorreu entre 1 a 15 de outubro, a equipa da especialidade fez o balanço dos 7 anos de missões médicas ao arquipélago.

Desde 2009 que, cerca de 4 vezes por ano, durante duas semanas, uma equipa de profissionais de saúde da especialidade de Oftalmologia se desloca a São Tomé e Príncipe. Ao longo dos últimos 7 anos realizaram-se 21 missões, nas quais 11.359 consultas, 1.707 cirurgias e 1.718 consultas de enfermagem. As principais patologias cirúrgicas prioritárias são as cataratas, os glaucomas, as cataratas em idade pediátrica e os traumas.

Foram 18 as instituições hospitalares (públicas e privadas) que permitiram 102 presenças de médicos, enfermeiras e optometristas em São Tomé ao longo deste período, tendo sido criada uma rede de 55 especialistas que realizaram 109 deslocações ao arquipélago. A atuação destes profissionais de saúde conta com o imprescindível apoio da Essilor no fornecimento de óculos de correção (452) e de proteção para pós-operatórios.

As missões ao arquipélago acontecem nos termos do voluntariado reconhecido como de interesse público por São Tomé e Príncipe e Portugal. As prioridades imediatas são evitar a cegueira reversível e a progressão da cegueira irreversível. A cirurgia em idade pediátrica, principalmente a catarata congénita/desenvolvimento/traumática, são o principal e emergente desafio para esta equipa.

No que toca às evacuações sanitárias, e não conseguindo dar resposta a todas as situações, a equipa de especialistas propôs 54 doentes para junta médica de modo a poderem ser referenciados para Portugal ao abrigo do protocolo entre os dois países.

Para além da vertente assistencial, nas missões é privilegiada a formação dirigida aos profissionais de saúde são-tomenses, tendo sido realizadas 70 ações nesse sentido, desde sessões clínicas, cursos teórico-práticos, palestras e congressos.

A aquisição de novos equipamentos é uma constante, e acontece praticamente em cada missão, o que permitiu a introdução no Hospital Dr. Ayres de Menezes de novas técnicas médico-cirúrgicas, como o laser yag, em fevereiro de 2015, que já possibilitou a realização de um total 101 intervenções.

Durante a 15ª missão da especialidade de oftalmologia, no dia 4 de fevereiro de 2014, foi inaugurada a solução TELEYE®, instalada em São Tomé e Príncipe, país onde não existem oftalmologistas, permitindo uma avaliação da saúde visual em tempo real. Deste modo, o doente santomense, apoiado por um técnico de saúde local, é consultado por médicos especialistas que, em Portugal, através dos seus computadores ou portáteis com acesso à internet recebem as imagens captadas pelos referidos equipamentos, através da plataforma de telemedicina Medigraf®.

A solução TELEYE®, que nasceu de uma parceria entre o IMVF com a Altice Labs e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia, integra, pela primeira vez, 6 equipamentos oftalmológicos fundamentais: Lâmpada de Fenda, Retinógrafo, Auto-Refractómetro/Keratómetro, Tonómetro, e Câmara de Alta Definição.

O TELEYE® permite o rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias a realizar durante as missões; o acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios realizados durante as missões; a possibilidade de formação teórica e prática de profissionais de saúde; e funciona como como apoio e segunda opinião às outras especialidades, como por exemplo, medicina interna, pediatria, ortopedia/traumatologia, cirurgia geral e clínica geral (medicina familiar). Até outubro de 2016 foram realizados 62 dias de consultas e 137 doentes foram observados

Das missões no âmbito da especialidade de Oftalmologia resultaram vários artigos científicos. Três deles foram apresentados recentemente no 56º Congresso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, que decorreu de 8 a 10 de dezembro de 2016, em Coimbra: “Revisão de sete anos de intervenção no projeto saúde para todos: atendimento oftalmológico especializado e telemedicina na República de São Tomé e Príncipe”; “Três casos clínicos, três desafios – a prática de oftalmologia com recursos limitados”; e “Logística e funcionamento da 20ª missão de oftalmologia promovida pelo IMVF em São Tomé e Príncipe”.

As missões da especialidade de Oftalmologia em 2016 realizam-se no quadro do projeto Saúde para Todos: Fase de Transição implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Saiba mais aqui.

STP

Saúde para Todos: a importância da especialidade de Anatomia Patológica em São Tomé e Príncipe

Foi publicado na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca um artigo científico, da autoria da Dra. Lucília Gonçalves e do Dr. Marco Ferreira, sobre a ação na área da Anatomia Patológica no âmbito do Programa Saúde Para Todos – Especialidades, implementado pelo IMVF em São Tomé e Príncipe.

O artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica” apresenta os principais contributos da inserção da especialidade no Programa, que aconteceu em dezembro de 2009. O trabalho revela que a intervenção no país é fundamental, já que não existem no território especialistas em Anatomia Patológica nem infraestruturas que permitam a criação de um Laboratório/Serviço.

No âmbito da ação, foi criado um Circuito da Anatomia Patológica entre o Hospital Dr. Ayres de Menezes, o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E. (HFF) e o IMVF, que permite que citologias, biopsias e/ou peças operatórias sejam enviadas para Portugal para análise morfológica. As amostras biológicas são registadas informaticamente no Serviço de Anatomia Patológica (SAP) do HFF, contabilizando-se já 1111 análises citológicas e histológicas de biopsias operatórias. Tal reduziu o número de evacuações sanitárias de doentes que necessitariam de um diagnóstico inaugural (citologia e/ou biopsia) ou de um diagnóstico final em peça operatória.

Desde dezembro de 2009, o SAP já participou em 7 missões em São Tomé e Príncipe, tendo sido realizadas 19 ações de formação para profissionais de saúde e para professores e alunos do ensino secundário na área da biologia, bem como ações de divulgação audiovisual, que resultaram em 10 spots televisivos para sensibilizar a população. O SAP participou ainda na conceção e realização do 1º Curso de Colposcopia em São Tomé e Príncipe.

Os autores do artigo assinalam que a atividade clínica “tem representado uma poupança económica significativa para a Cooperação Portuguesa e uma mais-valia para a população de STP”, realçando ainda que “para os médicos de Anatomia Patológica do HFF tem sido enriquecedor terem sido chamados a fazer parte de um certo desvio do olhar comum levando a prestação de cuidados de saúde a populações muito carenciadas”.

Consulte aqui o artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica”.

As missões de Anatomia Patológica enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

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Missões de Oftalmologia: especialistas realizaram mais de 1300 consultas e 200 cirurgias em STP no 1º semestre de 2016

As duas primeiras missões de 2016 de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe possibilitaram a realização de 1343 consultas e de 210 cirurgias. Cada missão teve a duração de duas semanas, contribuindo para a prestação de cuidados médicos e de enfermagem no tratamento de doenças oftalmológicas no país.

Os objetivos definidos para as duas missões consistiam na avaliação de doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e na realização de consultas e de atos cirúrgicos, dando continuidade à prestação de cuidados de saúde especializados, num país que não dispõe de nenhum médico oftalmologista residente. Para o Dr. Luís Pereira, chefe da missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, os objetivos de ambas as missões foram cumpridos. Foi observado um elevado número de pacientes, sendo que, no total, foram realizadas 1343 consultas de oftalmologia, 216 consultas de enfermagem e 210 cirurgias, 36 das quais através de laserterapia. De todas as intervenções cirúrgicas, 140 foram dedicadas ao tratamento de cataratas.

A 18ª missão de oftalmologia decorreu de 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2016 e juntou uma equipa de profissionais de saúde portugueses composta por 5 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo. A 19ª missão aconteceu de 28 de maio a 11 de junho de 2016 e contou com um grupo de profissionais de saúde constituído por 4 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo, todos eles pertencentes ao Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz. Os cuidados médicos foram prestados no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe.

Outro dos objetivos cumpridos em ambas as missões foi o de dotar os profissionais de saúde são-tomenses na observação e avaliação de doentes, bem como na utilização adequada dos equipamentos médicos, tendo sido dada formação no decorrer das consultas de oftalmologia e no próprio bloco cirúrgico. Na 18ª missão foi realizado o curso teórico-prático “TELEYE uma ferramenta do iSEE”, que permitiu explicar as mais-valias do sistema de telemedicina oftalmológica: avaliação e resposta ou orientação terapêutica rápida, rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias, acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios após as missões, possibilidade de formação/capacitação teórica e prática, e possibilidade de servir como apoio ou segunda opinião a outras especialidades. O TELEYE foi inaugurado em fevereiro de 2015 e integra um conjunto de equipamentos, possibilitando a realização de exames oftalmológicos entre São Tomé e Lisboa. Já na 19ª missão houve lugar para a apresentação do trabalho “Oftalmologia para os cuidados de saúde primários”, na sessão clínica, uma das atividades inseridas nas missões. A próxima missão de oftalmologia a São Tomé e Príncipe vai decorrer entre os dias 1 a 15 de outubro de 2016.

As missões da especialidade de oftalmologia enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

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“A rubéola ainda causa perda auditiva”: estudo apresentado por médicos do Saúde para Todos

O poster sobre a relação entre a rubéola e a perda de audição em São Tomé e Príncipe foi apresentado no 13º Congresso da Sociedade Europeia de Pediatria Otorrinolaringológica, que decorreu entre 18 e 21 de junho de 2016, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Uma das principais conclusões do estudo aponta para a urgência de disponibilizar a vacina para prevenir a rubéola no país.

O poster “Rubella is still causing Hearing loss” é um trabalho assinado por 8 autores de 5 instituições, entre os quais, o Prof. Dr. João Paço, a Dr. Cristina Caroça e a Dra. Paula Campelo, do Hospital CUF Infante Santo, que integram as missões médicas de ORL a São Tomé e Príncipe, no âmbito do projeto Saúde para Todos: Especialidades.

A vacinação para prevenir a rubéola não está disponível no arquipélago são-tomense e a epidemiologia e a imunidade em relação à rubéola nunca tinham sido estudadas nesta população. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o sistema imunitário a partir de amostras recolhidas durante as missões humanitárias a São Tomé e Príncipe, bem como descobrir se existe associação entre a rubéola IgG e a perda auditiva.

Segundo os autores, “prevenir a perda auditiva é essencial numa comunidade onde essa prevalência é alta em crianças. É obrigatório identificar os principais fatores de risco. O desafio torna-se ainda mais significativo quando alguns deles podem ser evitados.”

Verificou-se, em São Tomé e Príncipe, um aumento da prevalência de perda auditiva neuro sensorial causada pela rubéola. Durante a gravidez – sobretudo durante o primeiro trimestre de gestação – se uma mulher contrair rubéola, há 90% de probabilidades de o feto desenvolver a síndrome da rubéola, podendo nascer com várias deficiências, isto se sobreviver. A perda auditiva é um dos possíveis problemas consequentes.

Como metodologia de estudo, foram observadas 147 pessoas dos 2 aos 14 anos, tendo sido efetuadas avaliações audiológicas e colheitas de sangue. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: o case group, em que, pelo menos, num dos ouvidos havia perda auditiva; e o control group, no qual ambos os ouvidos não tinham qualquer problema auditivo. O primeiro grupo reuniu 68 crianças, enquanto que o segundo juntou 79.

Os resultados do estudo apontaram para a existência de rubéola IgG em 50,3% dos indivíduos, confirmando-se uma associação estatisticamente significativa entre a perda auditiva e a infeção por rubéola, que atua como um fator de risco, duplicando as possibilidades de perda de audição. Os autores concluem, assim, que é urgente disponibilizar a vacina para prevenção no país.

O Saúde para Todos: Especialidades, implementado em São Tomé e Príncipe pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Consulte o poster “Rubella is still causing Hearing loss” aqui.