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Missões de Otorrinolaringologia realizaram mais de 400 consultas e mais de 600 exames

As missões de Otorrinolaringologia e Audiologia chefiadas pelo Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo estiveram em São Tomé e Príncipe, naquelas que foram as 14ª, 15ª e a 16ª missões desta especialidade em 2015, no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

De 28 de fevereiro a 7 de março, de 23 a 30 de maio e de 11 a 18 de julho, a equipa de missionários portugueses constituída por médicos, enfermeiros, audiologistas e uma terapeuta da fala provenientes do Hospital CUF Infante Santo exerceram a sua atividade clínica no Hospital Dr. Ayres de Menezes, no Hospital Dr. Manuel Quaresma Dias da Graça e nos centros de saúde de Neves e de Água Izé, tendo realizado 123 consultas de otorrinolaringologia, 68 intervenções cirúrgicas, 218 consultas e 535 exames de audiologia, 90 consultas de próteses auditivas, 106 exames audiométricos e41 consultas de terapia da fala.

Foram também realizados vários rastreios auditivos neonatais em São Tomé e no Príncipe, ministradas formações para o tratamento de próteses auditivas na ausência das missões, bem como formações dirigidas às enfermeiras da neonatologia para a realização de rastreios auditivos. Foi ainda realizada uma ação de sensibilização sobre a saúde vocal nas escolas e várias reuniões clínicas sobre rastreio auditivo neonatal e consulta de audiofonologia. As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português com o tema “A Voz e a Patologia Cervical”, naquela que foi a 3ª edição deste encontro anual.

Continua em curso o projeto de investigação que tem como objetivo determinar se existe uma associação entre os traços de hemoglobinopatias e a surdez neuro sensorial e eventuais causas da surdez em São Tomé e Príncipe. Foi também feita a avaliação da evolução das crianças seguidas nas missões anteriores e a referenciação de doentes para a próxima missão, que vai decorrer até ao final deste ano.

A primeira missão de otorrinolaringologia teve lugar em 2011, e desde então têm sido regulares as idas de profissionais de saúde desta especialidade a São Tomé, contando com o apoio do Hospital CUF Infante Santo e da Amplifon, no âmbito do “Saúde para Todos: Especialidades”, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e que conta com o cofinanciamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

Missão de Oftalmologia esteve em São Tomé e ajudou a curar casos de cegueira

A mais recente missão de oftalmologia promovida pelo IMVF em São Tomé e Príncipe permitiu a observação de mais de 500 doentes e a realização de mais de 70 intervenções cirúrgicas durante duas semanas, atuando na prevenção e na cura da cegueira e de outras doenças oftalmológicas.

Entre os dias 30 de maio e 13 de junho de 2015, uma equipa de profissionais portugueses constituída por 5 médicos e uma enfermeira do serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz realizou 509 consultas, 73 cirurgias e várias comunicações e ações de formação em bloco operatório e em contexto de consulta dirigidas a técnicos locais, possibilitando capacitar os profissionais são-tomenses na observação e avaliação de doentes e na correta utilização dos equipamentos médicos.

A avaliação dos doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e a realização de intervenções cirúrgicas de acordo com as patologias detetadas, dando continuidade à assistência médica e cirúrgica oftalmológica foram os principais objetivos cumpridos nos 15 dias em que a equipa liderada pelo Dr. Luís Dias Pereira, chefe da missão da especialidade de oftalmologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina esteve no terreno.

Somente às cataratas, a principal causa de cegueira reversível a nível mundial, foram submetidos a cirurgia 39 pacientes, um dos quais em idade pediátrica, operados no Hospital Dr. Ayres de Menezes. Através da introdução de uma lente intraocular recuperaram integralmente a visão, evitando-se a cegueira. 8 das cirurgias foram feitas a glaucomas, as restantes a outras patologias graves identificadas.

Foram ainda realizadas 74 consultas de enfermagem, 11 intervenções com recurso a laser e 60 exames complementares de diagnóstico (estudos ecográficos e biometrias), ajudando ao correto seguimento dos doentes e foram reavaliados alguns doentes observados previamente entre missões através do TELEYE, a solução de telemedicina inaugurada em fevereiro de 2015 que integra um conjunto de equipamentos de oftalmologia e que permite a realização de exames oftalmológicos completos à distância entre São Tomé e Lisboa.

No decorrer desta missão foi também realizado um rastreio oftalmológico em idade pediátrica, no qual onde foram avaliadas 128 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos. Esta ação envolveu 3 escolas do ensino primário (1º e 2º ano de escolaridade) das regiões de Potó, Madalena e Santana. Foram sinalizadas 16 crianças com problemas oftalmológicos, que deverão ser submetidas a uma avaliação mais rigorosa a nível da consulta de oftalmologia.

Esta é a segunda missão de especialidade de oftalmologia realizada este ano, e a 17.ª desde o início do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina, promovido pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

A próxima missão tem data marcada para os dias 3 a 17 de outubro de 2015 e a equipa será constituída por 4 médicos e uma enfermeira.

Reunião de Oftalmologia e Pediatria

Desenvolvimento da visão, patologia neonatal, infeciologia, traumatologia e anestesia em oftalmologia foram os principais temas abordados na Reunião de Oftalmologia e Pediatria que decorreu no dia 6 de junho, no Centro Cultural Português no âmbito da 17º missão da especialidade de oftalmologia.

A sessão de abertura e de encerramento da reunião contou com a presença do primeiro secretário da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, Dr. Nuno Félix, em representação da Embaixadora de Portugal no país, Dra. Paula Silva, do diretor dos cuidados de saúde, Dr. Amadeu Maia, em representação da Ministra da Saúde são-tomense, Dra. Maria de Jesus Trovoada, do coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, Dr. Edgar Neves, do diretor clínico do Hospital Ayres de Menezes, Dr. Celso Matos e do chefe da missão de oftalmologia em São Tomé e Príncipe, Dr. Luis Dias Pereira.

Esta iniciativa, que decorreu no quadro do programa Saúde para Todos: Especialidades, contou com o apoio do IMVF, do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian e com o patrocínio da Essilor.

Saúde para Todos em números 

Desde 2008 que os técnicos são-tomenses contam com o apoio permanente de equipas portuguesas de várias especialidades médicas, que ajudam a identificar casos urgentes, realizam consultas e cirurgias e dão formação “on the job”. Tudo graças ao projeto Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especialidades e Telemedicina. Os números são exemplificativos dos resultados que têm vindo a ser alcançados no âmbito deste programa: mais de 20 mil consultas, mais de 3 mil intervenções cirúrgicas e mais de 300 sessões de formação das diversas especialidades até ao momento. Uma iniciativa que tem vindo a complementar, de forma eficaz e sustentável, a prestação de cuidados preventivos e primários, com assistência local especializada de cuidados secundários e terciários.

As missões médicas da especialidade de oftalmologia – decorrentes entre 2010 e 2014 – representaram o equivalente a 19,9% dos custos previstos caso o tratamento decorresse em Portugal, contribuindo para uma poupança de 80,1% (equivalência a valor de Grupo de Diagnósticos Homogéneos – GDH em Portugal). A utilização de somente 1/5 do valor total previsto para as intervenções em Portugal vem reforçar o relevante papel que as missões de especialidade têm desenvolvido no terreno, demonstrando uma clara eficiência na utilização de recursos face ao número de intervenções realizadas.

As missões médicas de curta duração permitiram já reduzir os elevados custos financeiros e sociais associados às evacuações sanitárias, tanto para os Governos como para os utentes, abrindo caminho para a autonomização da prestação de assistência especializada pelos próprios técnicos locais. Um processo que tem sido fortemente apoiado por um sistema de Telemedicina que permite um maior acompanhamento à distância, a assistência técnica especialidade em tempo real e uma melhor gestão dos pacientes e, por conseguinte, uma maior eficácia destas deslocações médicas pontuais.

O IMVF começou a atuar em São Tomé e Príncipe em 1988 no âmbito dos cuidados de saúde preventivos e primários, tendo na época a cobertura de apenas um distrito. A sua intervenção no setor da saúde foi progredindo e desde 2008 que são desenvolvidas missões médicas que neste momento abrangem 22 especialidades em todo o território.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

 

3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

 

 

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Governo de São Tomé e Príncipe homenageia 25 anos de trabalho do IMVF

No dia 25 de outubro de 2013 o Estado de São Tomé e Príncipe homenageou o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) pelos 25 anos de serviços prestados neste arquipélago nos setores da saúde, educação e segurança alimentar através do Programa Saúde para Todos, do Projeto Escola + e do Projeto Descentralizado de Segurança Alimentar (PDSA).

O Hotel Praia – S. Tomé foi o local escolhido para a atribuição desta distinção, que contou com a presença de Paulo Telles de Freitas, administrador do IMVF, do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, dos ministros da Educação Cultura e Formação, da Saúde e Assuntos Sociais e da Agricultura Pescas e Desenvolvimento Rural, do Secretário-geral da CPLP, da Embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe e restante corpo diplomático acreditado no país, bem como de vários parceiros e amigos.

Nesta cerimónia foi atribuído o estatuto de instituição de utilidade pública ao IMVF, a nacionalidade são-tomense ao diretor do IMVF, Ahmed Zaky, o diploma de mérito ao IMVF pelos serviços prestados em prol do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe e diplomas de reconhecimento individuais aos colaboradores do IMVF, nomeadamente aos médicos especialistas que integram as missões do Programa Saúde para Todos – Senhores Professores Doutores Jorge Manuel Mineiro, João Carlos Simões do Paço, Lucília Pinheiro Gonçalves, Maria Helena Vasconcelos Carreiro, Hélder Gomes Monteiro, aos Drs. Paulo Manuel de Freitas, Ahmed Zaky, Luís Manuel Dias Pereira, Maria Celeste Alves Patrício, Maria Teresa Maia Correia, Miguel Lopes Correia, Drª Zínia Serafim, Enfª Anabela Carvalho Raposo – à Drª Julieta Graça do Espirito Santo, Sr. Simplício Nunes Augusto, Drs. António Marques de Lima, Edgar Agostinho das Neves, Pascoal d’Apresentação e aos Senhores Enfermeiros Eduardo Medeiros Garridos, Alexandrina da Conceição, Guilherme Afonso, Elizabeth Carvalho e à Técnica de Farmácia Guiomar Saviete da Costa.

O reconhecimento do trabalho que o IMVF tem vindo a desenvolver em São Tomé e Príncipe foi tomado por decisão unânime durante o Conselho de Ministros realizado no dia 6 de junho de 2013, sob a presidência do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Gabriel Costa, que considerou a “qualidade do desempenho” do IMVF “na cobertura do país em serviços e equipamentos”. Na atribuição do estatuto de instituição de utilidade pública foram também tidos em conta os “esforços desenvolvidos para a melhoria de serviços aos utentes” em parceria com o Governo são-tomense.

No seu discurso, Paulo Telles de Freitas agradeceu a distinção concedida ao IMVF e afirmou: “Tivemos o sonho de mudar o paradigma da cooperação, isto é, de passar de uma ajuda externa executada apenas por expatriados para o envolvimento direto de quadros são-tomenses” e acrescentou: “Hoje orgulhamo-nos do trabalho realizado, sendo os projetos na área da saúde, educação e segurança alimentar áreas chave para o desenvolvimento sustentado considerados de elevadíssima qualidade e impacto nas populações”. Foi ainda feito um agradecimento especial aos parceiros e financiadores, sem os quais não teria sido possível desenvolver estes projetos.

Por fim, o administrador do IMVF reforçou que o Instituto está empenhado em “continuar este caminho de parceria em prol da melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento do povo de São Tomé e Príncipe”.

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IEEE Healthcom 2013: Medigraf apresentada em conferência internacional

A solução de telemedicina desenvolvida pela Portugal Telecom (PT) em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) esteve em destaque na Conferência Internacional IEEE Healthcom 2013. O administrador do IMVF esteve presente neste encontro que se realizou pela primeira vez em Portugal, entre os dias 9 e 12 de outubro e que juntou em Lisboa vários especialistas em torno do tema das Tecnologias de Informação e Comunicação na área da saúde.

Os participantes tiveram oportunidade de assistir a uma demonstração da plataforma Medigraf através de uma consulta de telemedicina e a uma ecografia em direto de São Tomé e Príncipe no âmbito do Programa Saúde para Todos. Esta apresentação, que foi alvo de particular interesse, foi levada a cabo por Paulo Telles de Freitas, administrador do IMVF e por Filipa Fixe, da Direção de Consultadoria Empresarial e Gestão de Segmento (Saúde, Ensino e Serviços Financeiros) da PT.

A plataforma Medigraf é um interface portátil, em português e compatível com qualquer equipamento e/ou meio de diagnóstico médico disponível (ecógrafo, mamógrafo, Raio-X, etc.). Um simples computador com internet com 1MB é o suficiente para ficar em rede através duma palavra passe. O sistema assegura a interação simultânea entre dois ou mais intervenientes – médicos e pacientes em várias partes do mundo.

Sobre a conferência
O evento IEEE HEALTHCOM 2013 Lisbon (e-Health Networking Applications and Services) é a 15ª conferência internacional dedicada ao tema das tecnologias na área da saúde, promovida pela Communications Society do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), uma sociedade internacional reconhecida a nível mundial que se dedica ao avanço da engenharia nos campos da eletrotecnia, eletrónica e informática.

Apresentação do livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe”

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O Instituto Marquês de Valle Flôr lançou o livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe” no dia 15 de abril às 18.30 horas no Auditório 2 da Fundação Calouste de Gulbenkian. A sessão de encerramento do evento contou com a intervenção do Secretário de Estado Ajunto da Saúde, Fernando Leal da Costa.

No âmbito da comemoração dos 25 anos do programa Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe, o livro “Saúde para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe” reúne um conjunto de histórias do projeto e dos seus protagonistas, de todos aqueles que num espírito de cooperação e solidariedade contribuem para a persecução deste projeto. Este é um livro que se assume como uma homenagem a todos aqueles que apoiam este programa e que dele são parte integrante.
O evento contou com as intervenções de Luís Amado, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal sobre “Cooperação em Saúde como Motor de Desenvolvimento”, João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo e chefe da missão da especialidade de Otorrinolaringóloga em São Tomé e Príncipe sobre “Ser Missionário” e Luís Campos, Diretor do Serviço de Medicina IV do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Presidente do Conselho Nacional para a Qualidade em Saúde sobre “Um olhar sobre os 25 anos do Saúde para Todos”.
A cerimónia contou também com as intervenções da Administradora Executiva da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, da Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Ana Paula Laborinho e do Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Telles de Freitas.O programa Saúde para Todos, com o apoio da União Europeia, da Cooperação Portuguesa através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., da Fundação Calouste Gulbenkian, da Direção Geral da Saúde de Portugal e da PT Inovação, em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, tem desenvolvido desde 1988 um amplo programa de reforço no setor da Saúde em São Tomé e Príncipe. Este é um projeto cuja intervenção é reconhecida pelo Estado português como sendo de interesse público, pelas Nações Unidas como um exemplo de boas-práticas em capacitação e desenvolvimento sustentável e que tem sido alvo de vários prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais.

Veja o video da apresentação do livro aqui

 

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5ª edição do Congresso iMED: IMVF apoia estágios de jovens médicos

O IMVF foi um dos parceiros e membros da comissão de honra do Congresso iMed5.0 – Innovating Medicine, apoiando esta iniciativa anual através da atribuição de estágios médicos, no âmbito do projeto Saúde para Todos, em São Tomé e Príncipe. Maria Catarina Damásio e Marta Pimenta foram uma das três duplas de jovens que carimbaram o passaporte para duas semanas de estágio em cuidados de saúde primários e que relatam a sua experiência no terreno, mostrando a importância desta iniciativa na formação de um jovem médico.

As duas estudantes do 6º ano de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa venceram aClinical Mind Competition, uma competição que consiste em testar o raciocínio médico através da resolução de casos clínicos apresentados em tempo real. Com o intuito de contribuir para a formação pessoal e curricular de jovens estudantes de Medicina este congresso reuniu médicos e cientistas internacionalmente reconhecidos pelo seu contributo para a inovação nas ciências médicas que intervieram em conferências e sessões científicas.

O contacto com diferentes paradigmas de doença, meios de diagnóstico e terapêuticas aliado a uma experiência enriquecedora a nível pessoal foram aspetos realçados por parte do IMVF na carta de aceitação ao convite endereçado pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, enquanto fatores de crucial importância na formação de um médico.
Sob orientação da Delegada de Saúde da Área de Lembá, Dra. Maida Ramos, as duas jovens realizaram cuidados de saúde primários no Centro de Saúde de Neves e no Posto de Saúde de Santa Catarina, desempenhando uma atividade clinica autónoma. “As necessidades de saúde em São Tomé e Príncipe são enormes, o tipo de doenças são as mesmas que temos em Portugal, embora também haja uma prevalência de doenças que não acontece cá, como por exemplo as doenças infeciosas, que lá têm um impacto enorme e que cá conseguimos controlar desde o início”, afirma Catarina.

Após algumas reuniões e passeios para conhecer a ilha com o acompanhamento indispensável do coordenador do projeto Saúde para Todos em São Tomé e Príncipe, Dr. Edgar Neves, Catarina e Marta rapidamente iniciaram funções e, entre o primeiro impacto e a realidade, constataram as muitas necessidades e a falta de alguns recursos, como de água canalizada no centro de saúde. Nessas alturas, o pensamento de Marta era: “Vou dar o máximo com os recursos que tenho”.

A jovem médica considera que foi “mais benéfico e útil” terem realizado o estágio em cuidados de saúde primários pois, não sendo ainda especialistas, tiveram oportunidade de ter contacto com uma quantidade de patologias muito maior. Com poucos médicos a exercer no país, as jovens contam que muitas vezes os enfermeiros assumem as funções dos médicos pelo que, dependendo do tipo de atividade, diariamente chegavam a fazer mais de 15 consultas.

 

Da teoria à prática

A necessidade de tomar decisões de forma rápida e consciente foi algo com que tiveram que lidar desde o primeiro dia de trabalho, pondo à prova os seus instintos médicos e a sua capacidade de improviso. “Devido à falta de recursos logísticos e terapêuticos tínhamos que ter o nosso raciocínio clínico a mil. Embora cá seja igualmente necessário esse raciocínio para chegar a alguma hipótese de diagnóstico, temos sempre a ajuda de um médico mais velho ou de um exame complementar de diagnóstico. Lá só podíamos contar com aquilo que sabíamos, com a parte teórica”, afirma Catarina Damásio. “Éramos constantemente postas à prova, aquilo que fiz só tinha visto fazer. Sabia na teoria, mas colocar na prática foi um grande desafio”, conta Marta.

Marta relata um dos casos que mais a marcou pela força e resistência à dor por parte de um jovem são-tomense de 18 anos. A estudante de medicina viu-se confrontada com a necessidade de drenar um abcesso numa das mãos do jovem que estava já bastante infetada. “Cá seria feito no bloco operatório com anestesia geral”, afirma. E acrescenta. “Eu acho que me estava a doer mais a mim do que a ele”.

“Foi um desafio enorme, e foi também a forma de nós percebermos se estamos na profissão certa ou não”, afirma Catarina. De tal forma que no futuro gostavam de voltar como médicas especialistas integrando uma missão. “Gostava de voltar, mas noutras circunstâncias. Sinto que esta experiência me deu muito mais a mim do que eu dei àquela população”, afirma Marta. “Indo lá e vendo as necessidades que há de serviços de saúde, de tudo, é impossível não ter vontade de voltar porque de facto a população precisa muito”, afirma Catarina.

Sobre o trabalho do IMVF em prol da saúde dos são-tomenses, as duas jovens são unânimes a afirmar a importância do papel da organização no país. Enquanto médicas estagiárias tentaram deixar o seu “legado” e dar alguma formação, mas acima de tudo reconhecem o agradecimento e respeito que os são-tomenses têm pela figura do médico. “Foi muito gratificante, sentimos que a nossa presença não foi indiferente às pessoas. Estávamos a prestar cuidados de saúde e isso também ajudava a que todos os dias, no meio daquele calor, tivéssemos força para trabalhar”, afirma Catarina.

Os estágios iMed encontram-se a decorrer desde maio e têm levado a São Tomé e Príncipe as restantes duplas de vencedores da Clinical Mind Competition: Inês Figueiredo e Maria Isabel Rebelo e Joana Carvalho e João Rafael Mendes. Com o intuito de ser um espaço de partilha e de debate sobre inovação entre especialistas e estudantes da área das ciências da vida, convidados a intervir através de workshops hands-on e de competições, a 5ª edição deste congresso foi organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (AEFCML) e apoiada pela Universidade NOVA de Lisboa, pelo Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) e pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa, tendo decorrido entre os dias 11 e 13 de outubro de 2013 na Reitoria da Universidade Nova em Lisboa.

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Primeiro Dicionário Oficial da Língua Gestual de São Tomé e Príncipe

Foi lançado no dia 10 de julho de 2014 , no Centro Cultural Português, na cidade de São Tomé, o primeiro Dicionário da Língua Gestual de São Tomé e Príncipe, nasce da necessidade de melhorar a qualidade de vida e de combater o isolamento da comunidade surda são-tomense, composta por cerca de 5000 pessoas, ou seja 3% da população deste pequeno arquipélago de 180.000 habitantes.
Otimizando a capacidade de ensino, aprendizagem e integração social, e com o intuito de quebrar os constrangimentos linguísticos existentes, este dicionário surge no âmbito do projeto “Sem Barreiras” promovido pela Universidade Católica Portuguesa, pelo Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital CUF Infante Santo e pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, do Ministério da Educação, Cultura e Formação e do Ministério dos Assuntos Sociais de S. Tomé e Príncipe.

Possibilitando que os surdos são-tomenses se reunissem, pela primeira vez, em contexto de partilha e aprendizagem, entre 2013 e 2014, com o apoio de uma surda gestuante nativa de Língua Gestual Portuguesa, o projeto Sem Barreiras surgiu como resultado das missões de especialidade de Otorrinolaringologia do programa Saúde para Todos, durante as quais foi identificada a necessidade de uma intervenção integrada com terapia da fala e língua gestual.

Compreendendo três domínios de ação –  nomeadamente, a deteção e tratamento da surdez, quando possível; o ensino e aprendizagem de uma língua de modalidade visual, quando a surdez não é medicamente tratável; e a capacitação de formadores são-tomenses para, em ambiente escolar e devidamente enquadrados na carreira docente e no currículo escolar, disseminar, proteger e promover essa mesma língua criada – o projeto Sem Barreiras surge assim de uma parceria entre a CUF Infante Santo, a Universidade Católica de Lisboa e o Ministério da Educação de São Tomé e Príncipe, sendo albergado pelo IMVF. Este projeto não seria igualmente possível sem o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, e também da Cooperação Portuguesa, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, IP., bem como do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e ainda, numa fase inicial, pela Mota Engil.

Da responsabilidade das Professoras Ana Mineiro, Patrícia Carmo e de Ricardo Oliveira, o primeiro dicionário da Língua Oficial de São Tomé e Príncipe é bilingue e está organizado em torno de 18 áreas temáticas – da Alimentação ao Vestuário, passando pelas Emoções ou Transportes – apresentando os gestos que aí pertencem através de fotografias, e sendo complementados pelo alfabeto manual são-tomense, também difundido no âmbito do projeto.

Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressam a São Tomé e Príncipe

“Que a sala esteja lotada como o ano passado, que o pessoal dos cuidados de saúde sinta que estas Jornadas sejam úteis para a sua prática clínica, que traga algo de novo.” Estas eram as expetativas da Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e que integrou comissão organizadora da 2ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia, que decorreram nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2014 no Centro Cultural Português em São Tomé e Príncipe levadas a cabo pelo IMVF em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Este evento, contou com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe e centrou-se na patologia nasal e do tecido linfoide da cavidade oral e nasofaringe. Segundo a médica, que colabora em regime de voluntariado com o programa Saúde para Todos, “a escolha destas temáticas baseia-se no facto de serem patologias frequentes nesta população e deste modo poderemos ajudar a orientar de melhor forma estes doentes”. O principal objetivo destas Jornadas foi o de “trazer ao pessoal que presta cuidados de saúde uma atualização dos conhecimentos clínicos de modo a melhor orientar os doentes nesta população”, afirmou a médica. Durante o evento foram distribuídos livros com temas clínicos nomeadamente sobre a patologia otológica, nasal, orofaringe e laringe.

Estas Jornadas contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos e da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.