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Presidente da República de Portugal em São Tomé e Príncipe: IMVF apresenta intervenção nas áreas da Saúde e Educação

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, vai participar num encontro com profissionais portugueses nas áreas da saúde, educação e formação profissional, na próxima 3ª feira, dia 20 de fevereiro, às 16h15, na Chancelaria da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

Será uma oportunidade para apresentar a intervenção do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) no país, um trabalho de mais de 30 anos que tem vindo a ser desenvolvido em parceria com o Estado são-tomense e a sua sociedade civil, e que envolve setores chave como a Saúde, Educação, Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural, Água e Saneamento Básico.

Na área da Saúde será feito um balanço do projeto Saúde para Todos, e das missões da especialidade de Otorrinolaringologia realizadas desde 2011, serão também apresentados os resultados do estudo sobre as causas da surdez em São Tomé e Príncipe e, por fim, haverá uma intervenção sobre a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com surdez no país, enquadrada pelo projeto Sem Barreiras.

Já na área da Educação será feito um balanço do projeto Escola + entre 2009 e 2017, do atual projeto de Apoio à Consolidação do Ensino Secundário em São Tomé e Príncipe (ACES-STP) e serão apresentadas as perspetivas para o futuro neste domínio.

Neste encontro vão estar presentes o Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Telles de Freitas, o administrador executivo e diretor de projetos do IMVF, Ahmed Zaky, representantes e coordenadores dos projetos, profissionais de saúde e professores cooperantes, com destaque para a equipa clínica que integra as missões a São Tomé no âmbito das especialidades de Otorrinolaringologia, chefiadas pelo diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo e professor catedrático da Nova Medical School, João Paço e de Imagiologia, chefiadas pela médica da Fundação Champalimaud, Celeste Alves, e também para a coordenadora do projeto Sem Barreiras e organizadora do 1º Dicionário da Língua Gestual são-tomense, editado pela Universidade Católica Portuguesa, Ana Mineiro.

O IMVF atua em São Tomé e Príncipe desde 1988 e no âmbito do seu trabalho conta com o apoio da Cooperação Portuguesa, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e da Direção Geral da Saúde de Portugal, entre outros.

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6.ª edição das Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia

Realizam-se no próximo dia 20 de fevereiro de 2018, no Hotel Pestana, em São Tomé, as Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia, integradas no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade. Um evento que conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

Estas jornadas assumem-se como um espaço de debate e partilha de experiências, este ano dedicadas ao tema “Comunicação – Do diagnóstico à reabilitação”. A patologia otológica em São Tomé e Príncipe, sinais de alerta para a surdez na criança e no adulto, intervenção da terapia da fala na audiologia, reabilitação auditiva, língua gestual – o nascimento de uma língua vão ser alguns dos temas abordados neste encontro. O recurso à telemedicina, enquanto apoio às missões médicas ao arquipélago será também um dos tópicos apresentado durante o encontro. Recorde-se que a primeira teleconsulta de Otorrinolaringologia entre São Tomé e Lisboa teve lugar no dia 19 de outubro de 2016. Será também apresentada uma retrospetiva das missões da especialidade de Otorrino ao arquipélago entre 2011 e 2018 e será feita uma apresentação sobre o presente e o futuro da surdez em São Tomé e Príncipe.

A sessão de abertura e de encerramento vai ser presidida pelo Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, que desde a primeira edição tem acompanhado e promovido estas jornadas, bem como por representantes do IMVF, pelo Embaixador de Portugal, Luís Gaspar da Silva, e pela Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada dos Santos.

As Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia mantêm uma das suas principais características, ao serem o produto da convergência do trabalho de diversas instituições e patrocinadores. Além do alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, o patrocínio científico é assegurado pela Ordem dos Médicos Portuguesa, pelo Colégio da Especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos Portuguesa, pela Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e pela Academia CUF. Destaque ainda para os vários golden sponsors que apoiam este evento: a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo – Grupo José Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e o IMVF.

Este encontro enquadra-se na 24.ª missão da especialidade de Otorrinolaringologia a São Tomé e Príncipe, que vai decorrer entre 17 e 23 de fevereiro de 2018.

Conheça o programa da 6.ª edição destas Jornadas aqui.

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Campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero teve início em São Tomé e Príncipe

O arranque da campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero aconteceu no dia 7 de dezembro de 2017, na Escola Primária de Bombom, em São Tomé e Príncipe, e contou com a presença da Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada, do Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, Luís Gaspar da Silva, do Presidente da Câmara de Mé-Zóchi, e de representantes no país do IMVF, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A sessão pública contou com intervenções dos presentes, e no fim procedeu-se à vacinação de 3 meninas. A campanha de vacinação destina-se a meninas de 10 anos e a vacina vai ser administrada nos postos de saúde e nas escolas do arquipélago são-tomense.

 

A introdução desta vacina no país surge no seguimento de uma campanha de sensibilização para a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humana (HPV), o vírus que causa o cancro no colo do útero.

 

Esta é uma medida que visa fazer face ao aumento do número de casos de cancro no colo do útero diagnosticados nos últimos anos através do rastreio de HPV no país.

 

As missões das especialidades de anatomia patológica e ginecologia – coordenadas pela médica portuguesa, Lucília Gonçalves, especialista em anatomia patológica, juntamente com os ginecologistas Luís Vieira Pinto e Ana Matos – que se deslocam a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos tiveram um valioso contributo para a introdução desta vacina no país, através da ação desenvolvida no diagnóstico precoce, prevenção e tratamento do cancro do colo do útero em São Tomé e Príncipe.

 

A campanha de vacinação agora em curso é uma iniciativa do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, do Gavi, the Vaccine Alliance, da OMS e da UNICEF.
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Missão de Cirurgia Pediátrica regressou a São Tomé e Príncipe

A missão de cirurgia pediátrica deslocou-se a São Tomé e Príncipe entre 3 e 17 de novembro de 2017, no quadro do projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade.

Durante duas semanas, uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde nas vertentes de cirurgia pediátrica, anestesia, enfermagem e fisioterapia operou 78 crianças realizou 90 intervenções cirúrgicas, das quais 18,6% se deveram a sequelas de queimaduras, realizou 278 consultas e 157 avaliações de fisioterapia, e ministrou duas ações de formação em escolas sobre a prevenção de queimaduras.

A missão foi coordenada pela cirurgiã pediátrica, Dra. Zinia Serafim, e contou com mais seis profissionais de saúde portugueses: a médica de cirurgia pediátrica, Dra. Sara Pereira, a anestesiologista, Dr. Ana César, duas fisioterapeutas, Dra. Claudia Couceiro e Dra. Aldina Lucena e dois enfermeiros, Enf. José Sobral e Enf. Luís Fernandes, provenientes do Centro Hospitalar de Lisboa Central (hospitais D. Estefânia e S. José), da Clínica de Santo António da Reboleira e da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal.

A equipa de médicos voluntários portugueses da especialidade de cirurgia pediátrica já realizou 9 missões ao arquipélago são-tomense desde 2011. Desde então realizou 2153 consultas, 1321 consultas de fisioterapia, 717 procedimentos cirúrgicos, operou 517 crianças e ministrou 25 ações de formação. Importa ressaltar que as intervenções cirúrgicas de sequelas de queimaduras em crianças representaram 18% da atividade cirúrgica, num total de 34 pacientes.

No âmbito do 17.º Congresso da Associação Europeia de Queimaduras, que decorreu entre 6 e 9 de setembro de 2017, em Barcelona, a equipa de profissionais de saúde da especialidade de Cirurgia Pediátrica/Fisioterapia apresentou o trabalho que tem desenvolvido ao abrigo do programa Saúde para Todos em São Tomé e Príncipe na área das queimaduras pediátricas.

As missões das especialidades médicas que anualmente se deslocam a São Tomé e Príncipe enquadram-se no projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. e pela Direção Geral da Saúde de Portugal.

Saiba mais em saudeparatodos.pt/

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Saúde para Todos: Missão de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe realizou 558 consultas e 89 cirurgias

A 24.ª missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe e a última de 2017 decorreu entre 30 de setembro a 14 de outubro, contando com uma equipa de 5 profissionais de saúde portugueses do Hospital de Egas Moniz – Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

 

Durante as duas semanas de missão foram realizadas 558 consultas, 89 cirurgias, 95 consultas de enfermagem, foram avaliados 3 doentes e realizados relatórios médicos com indicação/proposta de evacuação sanitária para Lisboa, foram realizados mais de 90 estudos ecográficos e biometrias e prescritas lentes de correção a 36 doentes e escolhidas armações, disponibilizadas pela ESSILOR – que serão enviadas oportunamente e de acordo com o protocolo estabelecido para o efeito com esta empresa.

 

A equipa local de profissionais de saúde recebeu formação on the job no bloco operatório, em termos de instrumentação e circulação, e na consulta de oftalmologia, ao nível da utilização dos diferentes equipamentos disponíveis, na observação e avaliação de doentes no pré e pós-operatório.

 

A habitual sessão clínica de encerramento da missão foi sobre oftalmologia em idade pediátrica: conjuntivites neonatais, cataratas em idade pediátrica e cuidados de enfermagem e contou com a presença do diretor geral e do diretor clinico do Hospital Dr. Ayres de Menezes. A equipa de médicos portugueses organizou também uma reunião do Núcleo de Oftalmologia do Hospital sobre o tema “Vias Lacrimais”, que segundo o Dr. Luís Dias Pereira foi apresentada “com mérito” pela equipa local de enfermeiros e técnicos.

 

Para o Dr. Luís Dias Pereira e para a Enf.ª Anabela Raposo, os objetivos propostos para esta missão foram atingidos. “Apurámos uma reorganização profunda na equipa de enfermeiros e técnicos locais que nos têm acompanhado ao longo destes anos. Este grupo de profissionais teve uma atitude profissional e pessoal positiva, quer na relação com os doentes, quer na atividade assistencial que partilhamos. Sempre presentes, motivados e com iniciativa”, afirmou o Dr. Luís Dias Pereira.

 

A Enf.ª Anabela Raposo refere: “foi com grande satisfação que verificamos que o assistente operacional Sr. Monjardino, que me tem acompanhado desde a minha primeira missão (em junho de 2010), e ao qual tenho dado formação, desenvolve as suas atividades de forma correta, demonstrando aquilo que apreendeu ao longo deste tempo”.

 

Para 2018 estão já programadas as 3 próximas missões desta especialidade que vão decorrer de 3 a 17 de fevereiro, de 2 a 16 de junho e de 6 a 20 de outubro.

Mais informações em www.saudeparatodos.pt

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IMVF apoia a 9.ª edição da iMed Conference através da atribuição de estágios médicos em São Tomé

O Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Dr. Paulo Telles de Freitas esteve presente na iMed Conference® 9.0 – Lisbon 2017 e dirigiu-se à audiência da iniciativa Clinical Mind Competition, no passado dia 29 de outubro de 2017, no Teatro Camões, no Parque das Nações, em Lisboa.

À semelhança de edições anteriores, o IMVF associa-se a esta competição que consiste na analise por equipas de dois estudantes de Medicina de um caso clínico elaborado pela Prof.ª Lisa Sanders. Este ano teve uma participação record de 100 equipas (200 futuros médicos).

As três equipas vencedoras vão colaborar com as missões médicas no âmbito do projeto Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreia parceria com o Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, realizando um estágio de duas semanas. Esta parceira constitui uma oportunidade para jovens estudantes de medicina terem uma experiência de trabalho num contexto desafiante, podendo fazer uma aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação. Esta competição é patrocinada pela Boehringer Ingelheim.

A iMed Conference® 9.0 – Lisbon 2017 é organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e traz a Lisboa médicos e investigadores internacionalmente reconhecidos, permitindo aos estudantes um contacto mais próximo com algumas das mais recentes inovações no setor. Mais informações aqui.

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Saúde para Todos: médica de Otorrinolaringologia defendeu tese de doutoramento

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A Prof.ª Doutora Cristina Caroça, médica de Otorrinolaringologia no Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa, que integra desde 2011 as missões médicas desta especialidade a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos, defendeu no dia 6 de julho de 2017, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa a sua tese de doutoramento sobre o contributo para o estudo de fatores epidemiológicos associados à surdez neurosensorial na população de São Tomé e Príncipe.

Este projeto de investigação, que contou com a orientação do Prof. Doutor João Paço, chefe de missão da especialidade de Otorrinolaringologia no âmbito do projeto Saúde para Todos, pretendeu não só analisar o contributo de vários fatores epidemiológicos para a surdez, como simultaneamente atuar numa vertente humanitária e de saúde pública com a formação, prevenção, assim como para uma melhor integração e adaptação da população.

Sobre a investigação:
A audição é um sentido essencial para o desenvolvimento e integração do indivíduo numa comunidade ouvinte. Este sentido interfere com a linguagem, cognição e desenvolvimento psicossocial. A surdez é responsável pelo isolamento social, profissional, baixa escolaridade e eventualmente pode levar à depressão e ao suicídio.

Os países menos desenvolvidos são os que apresentam maior prevalência de surdez, na maioria das vezes desencadeada por processos infeciosos crónicos que associado à carência de cuidados de higiene e de terapêuticas adequadas pode agravar esta incapacidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que cerca de 60% das causas de surdez possam ser evitáveis. A determinação dos fatores epidemiológicos que possam estar associados à surdez é importante, mantendo-se um dos desafios importantes na medicina, com o objetivo na prevenção desta incapacidade.

Mais informações aqui.

 

 

 

 

 

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5ª edição das Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia

Realizam-se no próximo dia 17 de fevereiro de 2016, no Centro Cultural Português, em São Tomé, as Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia, integradas no projeto Saúde para Todos – Especialidades e Telemedicina. Um evento que conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

Estas jornadas assumem-se como um espaço de debate e partilha de experiências, este ano subordinadas ao tema “Otorrinolaringologia sem espelho frontal”. A otologia (semiologias otológica e vestibular e suspeita de surdez), a rinologia, a orofaringe e a laringe vão ser alguns dos temas abordados. O recurso à telemedicina, enquanto apoio às missões médicas ao arquipélago, será também um dos tópicos apresentado durante o encontro. Recorde-se que a primeira teleconsulta de Otorrinolaringologia entre São Tomé e Lisboa teve lugar no dia 19 de outubro de 2016.

A sessão de abertura e de encerramento vai ser presidida pelo Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, que desde a primeira edição tem acompanhado e promovido estas jornadas, bem como por representantes do IMVF, pelo Embaixador de Portugal, Luís Gaspar da Silva, e pela Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada dos Santos.

As Jornadas Luso São-Tomenses de Otorrinolaringologia mantêm uma das suas principais características, ao serem o produto da convergência do trabalho de diversas instituições e patrocinadores. Além do alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, o patrocínio científico é assegurado pelo Colégio da Especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos Portuguesa, pela Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e pela Academia CUF. Destaque ainda para os vários golden sponsors que apoiam este evento: a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo – Grupo José Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o IMVF e a empresa Mylan.

Este encontro enquadra-se na 21ª missão da especialidade de Otorrinolaringologia a São Tomé e Príncipe, que vai decorrer entre 11 e 18 de fevereiro de 2016.

Conheça o programa da 5ª edição destas Jornadas aqui.

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3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia: organização faz balanço positivo

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia regressaram ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no dia 29 de maio de 2015. O mentor desta iniciativa foi o Prof. Dr. João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto Saúde para Todos: Programa Integrado de Cuidados Especializados e Telemedicina.

Este encontro integrou-se naquela que foi a segunda missão da especialidade de otorrinolaringologia realizada este ano pela equipa de médicos portugueses ao país, enquadrada no programa Saúde para Todos: Especialidades, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“As Jornadas, sem dúvida, corresponderam às expectativas”. Foi este o balanço “bastante positivo” feito pela Dra. Cristina Caroça, médica no Hospital CUF Infante Santo e membro da comissão organizadora destas Jornadas. “Cada vez mais existe a necessidade de levar a São Tomé e Príncipe o conhecimento sobre as patologias, bem como sobre as atitudes clínicas e terapêuticas que se podem desempenhar naquelas ilhas”, afirma a médica que se desloca regularmente ao país no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades.

Este evento, organizado pelo IMVF no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades em conjunto com os médicos de Otorrinolaringologia do projeto, e que conta com o confinamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e com o Alto Patrocínio da Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe abordou este ano as temáticas da voz e da patologia cervical. Todos os anos os temas são diferentes. “Iniciámos as primeiras Jornadas com a patologia otológica, por ter sido esta a principal patologia encontrada em São Tomé e Príncipe. Na segunda edição, o tema foi a rinologia e a patologia do tecido linfóide, que tem alguma influência na patologia otológica, e porque a cirurgia que mais temos praticado durante as semanas de missão de Otorrinolaringologia é a adenoidectomia e a amigdalectomia”, afirma a Dra. Cristina Caroça.

Organizadas pela primeira vez em 2013, a edição deste ano das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contou com 140 formandos, um número que tem vindo a aumentar anualmente. “É cada vez maior a procura por este tipo de formação. O interesse é cada vez maior, tendo-nos sido solicitado no final destas Jornadas, os slides das apresentações”, conta a Dra. Cristina Caroça. Durante o evento foram igualmente distribuídos vários livros da autoria do Prof. Dr. João Paço sobre os temas clínicos abordados.

A 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia já está pensada e os temas deverão basear-se em patologias que possam surgir aquando das missões da especialidade ao país. “Deverão ser temas com utilidade para a prática clínica diária de modo a ser aplicada em São Tomé e Príncipe”, afirma a Dra. Cristina Caroça. E acrescenta. “O objetivo desta cooperação baseia-se não só na resolução das situações, mas fundamentalmente em dar ferramentas para que no futuro próximo os formandos possam resolver as situações de forma autónoma.  Por esse motivo, é necessário realizar estes períodos de formação durante as missões”.

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia contam com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e da Academia CUF e tem como golden sponsors o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF, contando ainda com o apoio da BIAL e da MSD.

Consulte aqui o programa da 3ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

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2ª Missão de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva esteve em São Tomé e Príncipe no âmbito do Programa Saúde para Todos

Uma equipa de médicos portugueses do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) deslocou-se a São Tomé e Príncipe, entre 26 de novembro e 3 de dezembro de 2016, naquela que foi 2ª missão desta especialidade no âmbito do Saúde para Todos – Fase de Transição.

A missão, com a duração de uma semana, decorreu no Hospital Dr. Ayres de Menezes (HAM) e foi levada a cabo pelo Prof. Dr. Luís Tomé, pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, pela Dr.ª. Sara Campos e pela Enfª. Margarida Garrelhas. Teve como principais objetivos o diagnóstico e a orientação terapêutica dos doentes são-tomense com sintomatologia digestiva triados como prioritários; a atualização dos profissionais de saúde locais na área das doenças hepáticas; e a formação clínica e endoscópica de médicos e enfermeiros do HAM.

Durante o período desta missão foram realizados 100 exames (uma média de 20 exames por dia), verificando-se um aumento substancial do número de exames realizados (o dobro relativamente à primeira missão, na qual tinham sido realizados 53 exames), a introdução de exames proctológicos e de exames com intuito terapêutico. Foram, assim, realizados 78 exames endoscópicos (56 endoscopias digestivas altas e 22 colonoscopias totais) e 22 exames proctológicos, e 150 consultas de Gastrenterologia. Atendendo à gravidade de alguns dos casos e à necessidade de uma investigação e terapêutica complementares foi recomendada a evacuação de 4 doentes que apresentaram diagnósticos mais complexos.

A formação clínica dos médicos e enfermeiros são-tomenses mereceu especial atenção por parte da equipa de Gastrenterologia, que, inclusivamente, organizou uma reunião clínica sobre doenças hepáticas intitulada “Maus fígados – Reunião temática sobre patologia hepática”, no dia 1 de dezembro no HAM, uma ação que contou com a presença de cerca de 20 profissionais de saúde.

Esta missão serviu ainda para começar a implementar alguns dos projetos que foram perspetivados no final da 1ª missão, entre eles: divulgação de um protocolo de cooperação entre o CHUC, o HAM e o IMVF, e posterior apresentação à Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada; reestruturação da Unidade de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva do HAM; e o projeto de rastreio e tratamento das hepatites virais B e C. De salientar a realização de uma reunião de trabalho entre a equipa de médicos e a Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais, e a receção e apresentação da equipa, da missão em curso e do Serviço de Gastrenterologia do CHUC, na Embaixada portuguesa, com o Embaixador Luís Gaspar da Silva, e o Adido para a Cooperação, António Machado.

A equipa de médicos portugueses fez um balanço positivo desta 2º missão, destacando como principais sucessos, a duplicação do número de exames endoscópicos realizados, a introdução de algumas técnicas diagnósticas e terapêuticas, e o número elevadíssimo de consultas efetuadas. Destacaram também a realização da reunião científica sobre doenças hepáticas, frequentada por um número considerável de profissionais de saúde, e considerada uma mais-valia para a atualização de conhecimentos nesta área e uma oportunidade de iniciar a divulgação do projeto de hepatites virais que pretendem desenvolver. “É com muito orgulho que afirmamos que cumprimos os objetivos a que nos propusemos com esta missão e é com muita expectativa que esperamos, com missões futuras, continuar a contribuir para a melhoria da saúde em São Tomé e Príncipe”.

A 2ª missão da especialidade de Gastrenterologia decorreu no quadro do projeto Saúde para Todos – Fase de Transição, que durante o ano de 2016 foi implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Saiba mais sobre o projeto aqui.