Missão de Oftalmologia

Equipa de Oftalmologia faz balanço de 7 anos de missões a São Tomé e Príncipe

Concluída a 21ª missão da equipa de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, a última de 2016, que decorreu entre 1 a 15 de outubro, a equipa da especialidade fez o balanço dos 7 anos de missões médicas ao arquipélago.

Desde 2009 que, cerca de 4 vezes por ano, durante duas semanas, uma equipa de profissionais de saúde da especialidade de Oftalmologia se desloca a São Tomé e Príncipe. Ao longo dos últimos 7 anos realizaram-se 21 missões, nas quais 11.359 consultas, 1.707 cirurgias e 1.718 consultas de enfermagem. As principais patologias cirúrgicas prioritárias são as cataratas, os glaucomas, as cataratas em idade pediátrica e os traumas.

Foram 18 as instituições hospitalares (públicas e privadas) que permitiram 102 presenças de médicos, enfermeiras e optometristas em São Tomé ao longo deste período, tendo sido criada uma rede de 55 especialistas que realizaram 109 deslocações ao arquipélago. A atuação destes profissionais de saúde conta com o imprescindível apoio da Essilor no fornecimento de óculos de correção (452) e de proteção para pós-operatórios.

As missões ao arquipélago acontecem nos termos do voluntariado reconhecido como de interesse público por São Tomé e Príncipe e Portugal. As prioridades imediatas são evitar a cegueira reversível e a progressão da cegueira irreversível. A cirurgia em idade pediátrica, principalmente a catarata congénita/desenvolvimento/traumática, são o principal e emergente desafio para esta equipa.

No que toca às evacuações sanitárias, e não conseguindo dar resposta a todas as situações, a equipa de especialistas propôs 54 doentes para junta médica de modo a poderem ser referenciados para Portugal ao abrigo do protocolo entre os dois países.

Para além da vertente assistencial, nas missões é privilegiada a formação dirigida aos profissionais de saúde são-tomenses, tendo sido realizadas 70 ações nesse sentido, desde sessões clínicas, cursos teórico-práticos, palestras e congressos.

A aquisição de novos equipamentos é uma constante, e acontece praticamente em cada missão, o que permitiu a introdução no Hospital Dr. Ayres de Menezes de novas técnicas médico-cirúrgicas, como o laser yag, em fevereiro de 2015, que já possibilitou a realização de um total 101 intervenções.

Durante a 15ª missão da especialidade de oftalmologia, no dia 4 de fevereiro de 2014, foi inaugurada a solução TELEYE®, instalada em São Tomé e Príncipe, país onde não existem oftalmologistas, permitindo uma avaliação da saúde visual em tempo real. Deste modo, o doente santomense, apoiado por um técnico de saúde local, é consultado por médicos especialistas que, em Portugal, através dos seus computadores ou portáteis com acesso à internet recebem as imagens captadas pelos referidos equipamentos, através da plataforma de telemedicina Medigraf®.

A solução TELEYE®, que nasceu de uma parceria entre o IMVF com a Altice Labs e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia, integra, pela primeira vez, 6 equipamentos oftalmológicos fundamentais: Lâmpada de Fenda, Retinógrafo, Auto-Refractómetro/Keratómetro, Tonómetro, e Câmara de Alta Definição.

O TELEYE® permite o rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias a realizar durante as missões; o acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios realizados durante as missões; a possibilidade de formação teórica e prática de profissionais de saúde; e funciona como como apoio e segunda opinião às outras especialidades, como por exemplo, medicina interna, pediatria, ortopedia/traumatologia, cirurgia geral e clínica geral (medicina familiar). Até outubro de 2016 foram realizados 62 dias de consultas e 137 doentes foram observados

Das missões no âmbito da especialidade de Oftalmologia resultaram vários artigos científicos. Três deles foram apresentados recentemente no 56º Congresso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, que decorreu de 8 a 10 de dezembro de 2016, em Coimbra: “Revisão de sete anos de intervenção no projeto saúde para todos: atendimento oftalmológico especializado e telemedicina na República de São Tomé e Príncipe”; “Três casos clínicos, três desafios – a prática de oftalmologia com recursos limitados”; e “Logística e funcionamento da 20ª missão de oftalmologia promovida pelo IMVF em São Tomé e Príncipe”.

As missões da especialidade de Oftalmologia em 2016 realizam-se no quadro do projeto Saúde para Todos: Fase de Transição implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Saiba mais aqui.

STP

Saúde para Todos: a importância da especialidade de Anatomia Patológica em São Tomé e Príncipe

Foi publicado na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca um artigo científico, da autoria da Dra. Lucília Gonçalves e do Dr. Marco Ferreira, sobre a ação na área da Anatomia Patológica no âmbito do Programa Saúde Para Todos – Especialidades, implementado pelo IMVF em São Tomé e Príncipe.

O artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica” apresenta os principais contributos da inserção da especialidade no Programa, que aconteceu em dezembro de 2009. O trabalho revela que a intervenção no país é fundamental, já que não existem no território especialistas em Anatomia Patológica nem infraestruturas que permitam a criação de um Laboratório/Serviço.

No âmbito da ação, foi criado um Circuito da Anatomia Patológica entre o Hospital Dr. Ayres de Menezes, o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca E.P.E. (HFF) e o IMVF, que permite que citologias, biopsias e/ou peças operatórias sejam enviadas para Portugal para análise morfológica. As amostras biológicas são registadas informaticamente no Serviço de Anatomia Patológica (SAP) do HFF, contabilizando-se já 1111 análises citológicas e histológicas de biopsias operatórias. Tal reduziu o número de evacuações sanitárias de doentes que necessitariam de um diagnóstico inaugural (citologia e/ou biopsia) ou de um diagnóstico final em peça operatória.

Desde dezembro de 2009, o SAP já participou em 7 missões em São Tomé e Príncipe, tendo sido realizadas 19 ações de formação para profissionais de saúde e para professores e alunos do ensino secundário na área da biologia, bem como ações de divulgação audiovisual, que resultaram em 10 spots televisivos para sensibilizar a população. O SAP participou ainda na conceção e realização do 1º Curso de Colposcopia em São Tomé e Príncipe.

Os autores do artigo assinalam que a atividade clínica “tem representado uma poupança económica significativa para a Cooperação Portuguesa e uma mais-valia para a população de STP”, realçando ainda que “para os médicos de Anatomia Patológica do HFF tem sido enriquecedor terem sido chamados a fazer parte de um certo desvio do olhar comum levando a prestação de cuidados de saúde a populações muito carenciadas”.

Consulte aqui o artigo “Saúde Para Todos – Especialidades: Cooperação em Saúde com a República Democrática de São Tomé e Príncipe na área da Anatomia Patológica”.

As missões de Anatomia Patológica enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

20 missao oftalmologia

Missões de Oftalmologia: especialistas realizaram mais de 1300 consultas e 200 cirurgias em STP no 1º semestre de 2016

As duas primeiras missões de 2016 de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe possibilitaram a realização de 1343 consultas e de 210 cirurgias. Cada missão teve a duração de duas semanas, contribuindo para a prestação de cuidados médicos e de enfermagem no tratamento de doenças oftalmológicas no país.

Os objetivos definidos para as duas missões consistiam na avaliação de doentes previamente selecionados e submetidos a cirurgia nas missões anteriores e na realização de consultas e de atos cirúrgicos, dando continuidade à prestação de cuidados de saúde especializados, num país que não dispõe de nenhum médico oftalmologista residente. Para o Dr. Luís Pereira, chefe da missão da especialidade de Oftalmologia a São Tomé e Príncipe, os objetivos de ambas as missões foram cumpridos. Foi observado um elevado número de pacientes, sendo que, no total, foram realizadas 1343 consultas de oftalmologia, 216 consultas de enfermagem e 210 cirurgias, 36 das quais através de laserterapia. De todas as intervenções cirúrgicas, 140 foram dedicadas ao tratamento de cataratas.

A 18ª missão de oftalmologia decorreu de 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2016 e juntou uma equipa de profissionais de saúde portugueses composta por 5 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo. A 19ª missão aconteceu de 28 de maio a 11 de junho de 2016 e contou com um grupo de profissionais de saúde constituído por 4 médicos (Dr. Luís Pereira, Dr.ª Fernanda Vaz, Dr.ª Filipa Garcia, Dr. Mário Ornelas e Dr. Pedro Neves) e pela Enf.ª Anabela Raposo, todos eles pertencentes ao Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital Egas Moniz. Os cuidados médicos foram prestados no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe.

Outro dos objetivos cumpridos em ambas as missões foi o de dotar os profissionais de saúde são-tomenses na observação e avaliação de doentes, bem como na utilização adequada dos equipamentos médicos, tendo sido dada formação no decorrer das consultas de oftalmologia e no próprio bloco cirúrgico. Na 18ª missão foi realizado o curso teórico-prático “TELEYE uma ferramenta do iSEE”, que permitiu explicar as mais-valias do sistema de telemedicina oftalmológica: avaliação e resposta ou orientação terapêutica rápida, rastreio e listagem de pacientes para consultas e cirurgias, acompanhamento/seguimento dos pós-operatórios após as missões, possibilidade de formação/capacitação teórica e prática, e possibilidade de servir como apoio ou segunda opinião a outras especialidades. O TELEYE foi inaugurado em fevereiro de 2015 e integra um conjunto de equipamentos, possibilitando a realização de exames oftalmológicos entre São Tomé e Lisboa. Já na 19ª missão houve lugar para a apresentação do trabalho “Oftalmologia para os cuidados de saúde primários”, na sessão clínica, uma das atividades inseridas nas missões. A próxima missão de oftalmologia a São Tomé e Príncipe vai decorrer entre os dias 1 a 15 de outubro de 2016.

As missões da especialidade de oftalmologia enquadram-se no Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina, implementado pelo IMVF em estreita parceria com Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

19 Missão Otorrinolaringologia

“A rubéola ainda causa perda auditiva”: estudo apresentado por médicos do Saúde para Todos

O poster sobre a relação entre a rubéola e a perda de audição em São Tomé e Príncipe foi apresentado no 13º Congresso da Sociedade Europeia de Pediatria Otorrinolaringológica, que decorreu entre 18 e 21 de junho de 2016, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Uma das principais conclusões do estudo aponta para a urgência de disponibilizar a vacina para prevenir a rubéola no país.

O poster “Rubella is still causing Hearing loss” é um trabalho assinado por 8 autores de 5 instituições, entre os quais, o Prof. Dr. João Paço, a Dr. Cristina Caroça e a Dra. Paula Campelo, do Hospital CUF Infante Santo, que integram as missões médicas de ORL a São Tomé e Príncipe, no âmbito do projeto Saúde para Todos: Especialidades.

A vacinação para prevenir a rubéola não está disponível no arquipélago são-tomense e a epidemiologia e a imunidade em relação à rubéola nunca tinham sido estudadas nesta população. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o sistema imunitário a partir de amostras recolhidas durante as missões humanitárias a São Tomé e Príncipe, bem como descobrir se existe associação entre a rubéola IgG e a perda auditiva.

Segundo os autores, “prevenir a perda auditiva é essencial numa comunidade onde essa prevalência é alta em crianças. É obrigatório identificar os principais fatores de risco. O desafio torna-se ainda mais significativo quando alguns deles podem ser evitados.”

Verificou-se, em São Tomé e Príncipe, um aumento da prevalência de perda auditiva neuro sensorial causada pela rubéola. Durante a gravidez – sobretudo durante o primeiro trimestre de gestação – se uma mulher contrair rubéola, há 90% de probabilidades de o feto desenvolver a síndrome da rubéola, podendo nascer com várias deficiências, isto se sobreviver. A perda auditiva é um dos possíveis problemas consequentes.

Como metodologia de estudo, foram observadas 147 pessoas dos 2 aos 14 anos, tendo sido efetuadas avaliações audiológicas e colheitas de sangue. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: o case group, em que, pelo menos, num dos ouvidos havia perda auditiva; e o control group, no qual ambos os ouvidos não tinham qualquer problema auditivo. O primeiro grupo reuniu 68 crianças, enquanto que o segundo juntou 79.

Os resultados do estudo apontaram para a existência de rubéola IgG em 50,3% dos indivíduos, confirmando-se uma associação estatisticamente significativa entre a perda auditiva e a infeção por rubéola, que atua como um fator de risco, duplicando as possibilidades de perda de audição. Os autores concluem, assim, que é urgente disponibilizar a vacina para prevenção no país.

O Saúde para Todos: Especialidades, implementado em São Tomé e Príncipe pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Consulte o poster “Rubella is still causing Hearing loss” aqui.

Saude para todos

Especialidades realiza teleconsulta experimental de Oncologia entre Lisboa e São Tomé

Uma consulta-teste de Telemedicina de Oncologia entre Lisboa e São Tomé, orientada pelas médicas Celeste Alves, imagiologista e Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud, decorreu no dia 31 de março de 2016, na Fundação Champalimaud, tendo sido avaliados dois doentes. Esta teleconsulta contou com a colaboração do Dr. Luís Carreiro, médico pneumologista. Os referidos médicos colaboram e integram as missões médicas a São Tomé e Príncipe no quadro do Programa Saúde para Todos: Especialidades.

Na sala de Telemedicina do Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé,
estiveram presentes a Dra. Esperança Carvalho, que vai fazer o acompanhamento médico das doentes e o Dr. Pascoal d’Apresentação, que vai fazer os procedimentos cirúrgicos. A ambos os doentes, já sem benefício clínico de evacuação para Portugal, foram disponibilizados medicamentos, a fim de controlar a sua situação clínica, evitar o agravamento e atrasar o progresso da doença.

O sentimento geral é expresso pela médica Celeste Alves: “Esperamos todos que possa ser o início de um longo caminho, que culmine com o criar de condições locais para o tratamento das doenças oncológicas”.

Em março de 2011, o IMVF realizou a sua primeira teleconsulta, com o apoio da PT Inovação e da Universidade de Aveiro, aproximando o Hospital Central de São Tomé e Príncipe dos médicos especialistas em Portugal, permitindo o seguimento e a orientação de casos clínicos mais complexos e, paralelamente, a formação e acompanhamento à distância dos profissionais de saúde são-tomenses. Desde então, a plataforma de Telemedicina Medigraf conheceu uma evolução tecnológica significativa e integra atualmente a maioria das especialidades médicas.

O programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos AssuntosSociais de São Tomé e Príncipe, é financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção de Geral de Saúde de Portugal.

creatinghealth

O IMVF tornou-se membro do Conselho Social do Creating Health

O Instituto Marquês de Valle Flôr é um dos mais recentes membros do Conselho Social do Creating Health – Research and Innovation Funding, um gabinete de apoio à captação de financiamento para a Inovação e Investigação (I&I) em Saúde.

Presidido pelo Dr. Jorge Sampaio, antigo Presidente da República de Portugal, o Conselho Social do Creating Health tem como principal propósito aproximar a ciência e a sociedade civil. Para tal, o Conselho integra personalidades e instCreating Healthituições (públicas e privadas, com fins públicos e sem fins lucrativos) que tenham ou não uma ligação direta à área da Saúde.

O Conselho Social, que serve como interlocutor para alcançar os objetivos do Creating Health pretende, igualmente, promover e apoiar a candidatura a fundos nacionais e europeus que ajudem ao cumprimento da estratégia dos seus membros em termos de Investigação e Inovação em Saúde, afirmando-se também como um espaço de partilha de experiências e boas-práticas (projetos, iniciativas e atividades) entre membros.

O Creating Health é uma iniciativa criada com o empenho de várias instituições e procura diferenciar-se através da prestação de um serviço público, sem fins lucrativos e especializado na área da Saúde. Este gabinete disponibiliza apoio para a captação de fundos públicos e privados na área da Saúde, promovendo também ações de carácter filantrópico, científico, educativo e cultural. O seu principal enfoque assenta no Programa-Quadro de I&I da União Europeia, Horizonte 2020, sob coordenação da área de Saúde Pública do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Saiba mais sobre o Creating Health aqui e conheça aqui o seu Conselho Social.

Jornadas de Otorrinolaringologia

Jornadas de Otorrinolaringologia regressam a São Tomé e Príncipe para a 4ª edição

As Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia voltam ao Centro Cultural Português, em São Tomé e Príncipe, no próximo dia 26 de fevereiro de 2016. O evento tem como mentor o Prof. Doutor João Paço, chefe da missão de Otorrinolaringologia no âmbito do programa Saúde para Todos: Especialidades e conta o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe. Esta é a 4ª edição das Jornadas e, este ano, o principal tema são as Urgências em Otorrinolaringologia.

Com o objetivo de formar o corpo clínico são-tomense e atualizar conhecimentos para uma melhor orientação terapêutica dos doentes, este ano as Jornadas vão abordar temáticas relacionadas com a urgência otológica (paralisia facial e surdez súbita) e com as patologias urgentes rinológica, orofaríngea, laríngea, cervical e do ouvido (interno, médio, externo). Os profissionais de saúde que vão conduzir as palestras exercem atividade nos hospitais CUF Infante Santo e D. Estefânia – Centro Hospitalar de Lisboa Central.

As Jornadas integram-se na missão da especialidade de Otorrinolaringologia, que decorre de 20 a 27 de fevereiro de 2016, e que desde 2011 promove a deslocação regular de profissionais de saúde portugueses desta especialidade a São Tomé e Príncipe para prestar cuidados de saúde e realizar ações de formação teórico-práticas no quadro do atual programa Saúde para Todos, implementado pelo IMVF em estreita parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. É de realçar que 23 das 32 especialidades médicas realizam missões a São Tomé e Príncipe no âmbito do referido programa.

As sessões de abertura e de encerramento das Jornadas vão contar com a presença do Prof. Doutor João Paço, diretor clínico do Hospital CUF Infante Santo, professor catedrático na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e chefe da missão de Otorrinolaringologia em São Tomé e Príncipe, do Dr. Edgar Neves, coordenador de projetos do IMVF em São Tomé e Príncipe, da Dra. Paula Silva, Embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe e da Dra. Maria de Jesus Trovoada, Ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe (presença sujeita a confirmação).

As primeiras Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia foram organizadas em 2013 e prevê-se a sua continuidade anual no quadro das missões de Otorrinolaringologia do Saúde para Todos: Especialidades. Este evento conta com o alto patrocínio da Cooperação Portuguesa e da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe e com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos Portuguesa, do Colégio da especialidade de Otorrinolaringologia da Ordem dos Médicos e da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e tem como golden sponsors a Academia CUF, o Hospital CUF Infante Santo (HCIS) – José de Mello Saúde, a Universidade Católica Portuguesa (UCL), a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (FCM – UNL) e o IMVF.

Consulte aqui o programa da 4ª edição das Jornadas Luso-São-Tomenses de Otorrinolaringologia.

Missão Gastrenterologia

Missão de Gastrenterologia esteve pela primeira vez em São Tomé e Príncipe

Médicos portugueses da especialidade de Gastrenterologia deslocaram-se pela primeira vez a São Tomé e Príncipe, numa missão que permitiu o diagnóstico e a orientação terapêutica de doentes e a realização de formações dirigidas a médicos e enfermeiros são-tomenses.

A missão foi organizada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) no âmbito do Programa Saúde para Todos: Especialidades em parceira com o Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Num país onde não existe nenhum especialista em Gastrenterologista, a equipa de médicos portugueses coordenada pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, médico no CHUC, integrou a médica Dr.ª. Sara Campos e a Enfª. Marisa Melo, e exerceu atividade durante uma semana (de 11 a 16 de janeiro de 2016), no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé.

Esta foi a primeira missão da especialidade, mas prevê-se a sua continuidade no âmbito do Saúde para Todos: Especialidades, um projeto que conta já com 23 especialidades médicas envolvidas e que é implementado pelo IMVF em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção Geral da Saúde.

Atividade Técnica:

  • Avaliação dos recursos materiais e humanos existentes no país na área de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva.
  • Aprovisionamento da Unidade de Endoscopia com diversos equipamentos e instrumentos (graças ao apoio de empresas portuguesas como: Higiplus, Endowork e Laboratório Norgine);
  • Realização de 55 exames endoscópicos;
  • Realização da primeira endoscopia digestiva alta sob sedação, com apoio de anestesista, no bloco operatório, a um doente com 12 anos internado com hemorragia digestiva alta.

Atividade Assistencial:

  • Avaliação de 12 doentes em regime de consulta externa, internamento e serviço de urgência.
  • Diagnóstico de doença de Hirschprung, possível graças à colaboração com a Dra. Celeste Alves (chefe da missão de imagiologia do IMVF), com a realização do primeiro clister opaco no país.

Evacuação de doentes para Portugal:

  • Recomendada a evacuação de 5 doentes para Portugal devido à gravidade dos casos e à necessidade de uma terapêutica complementar não disponível em São Tomé e Príncipe.

Atividade formativa:

  • Formação on the job a médicos e enfermeiros são-tomenses no decorrer da atividade clinica no Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Participação no I Curso de Emergência Médica (12 a 15 de janeiro de 2016):
    • Sessão sobre Emergências Gastrenterologia, que incidiu sobre a Hemorragia Digestiva Alta (Dr. José Eduardo Pina Cabral) e Sessão sobre o Sistema de Triagem de Manchester, com foco na patologia gastroenterológica de urgência (Dra. Sara Campos).
  • Transmissão de informação via média (TVS) à população são-tomense sobre a importância da saúde digestiva, dos riscos do alcoolismo crónico e da necessidade de prevenir doenças transmissíveis como as hepatites virais B e C. – Vídeo TVS (21.35) disponível aqui.

Balanço da missão: “Concluída a missão, é nossa opinião que a mesma decorreu de forma muito positiva. Foi cumprido o propósito principal, foram avaliados e orientados, em termos de terapêutica e de vigilância, os doentes de São Tomé e Príncipe com sintomatologia digestiva triados como prioritários”, (fonte: relatório da missão elaborado pela equipa médica chefiada pelo Dr. José Eduardo Pina Cabral, e que integrou a Dr.ª. Sara Campos e a Enfª. Marisa Melo).

Objetivos para o futuro: Este foi o primeiro passo de uma atuação que se pretende regular, pelo que são objetivos da missão de Gastroenterologia para o triénio de 2016-2018 os seguintes:

  • Celebração de um protocolo de evacuação dos doentes são-tomenses do foro da Gastrenterologia com o serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra;
  • Extensão da Telemedicina à Gastrenterologia;
  • Continuação da realização de missões de curta duração a São Tomé e Príncipe;
  • Criação da Unidade de Gastrenterologia no Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Formação complementar especializada em Gastroenterologia dirigida aos médicos e enfermeiros que asseguram a atividade na Unidade de Endoscopia do Hospital Dr. Ayres de Menezes;
  • Curso de formação em Gastroenterologia dirigido à classe médica e de enfermagem são-tomense;
  • Realização de rastreios (hepatites virais e helicobacter pylori) e posterior desenvolvimento de estudos.

Clipping: Especialistas do CHUC dão formação em São Tomé e Príncipe na área da Gastrenterologia (JustNews).

Missões de Ortopedia cumprem objetivos definidos para 2015 nas idas a São Tomé e Príncipe

Em 2015, a missão de ortopedia esteve em São Tomé e Príncipe nos períodos de 20 a 26 de junho e de 5 a 12 de dezembro, tendo exercido atividade no Hospital Dr. Ayres de Menezes ao abrigo do programa: “Saúde para Todos, Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

Em 2015 realizaram-se duas missões de ortopedia em São Tomé e Príncipe, nos períodos de 20 a 26 de junho e de 5 a 12 de dezembro, tendo a equipa de médicos portugueses exercido atividade no Hospital Dr. Ayres de Menezes ao abrigo do programa: “Saúde para Todos, Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

Em ambas as missões, a equipa composta por médicos e enfermeiros portugueses do Hospital Dona Estefânia e do Hospital de Vila Franca de Xira foi chefiada pela Dra. Susana Norte Ramos e pela Dra. Glória Magalhães, respetivamente, tendo contado com a colaboração de ortopedistas do Hospital Dr. Ayres Menezes e respetivos membros do bloco operatório em todas as intervenções realizadas.

Primeiramente foi feita a identificação do material disponível – o Hospital de Vila Franca de Xira doou material ortopédico e cirúrgico ao Hospital Dr. Ayres de Menezes – para a realização dos procedimentos cirúrgicos. Após a avaliação de mais de 40 doentes previamente triados pelos ortopedistas locais em consulta foram identificados os casos passíveis de tratamento cirúrgico no decorrer das missões. No total, realizaram-se 27 cirurgias a pacientes entre os 3 e os 61 anos e foram levadas a cabo várias formações on the job e sessões clinicas no Hospital.

No final das missões, a equipa considerou que os objetivos previamente definidos foram cumpridos, nomeadamente a nível do plano cirúrgico inicialmente delineado, e destacou a boa colaboração que existiu entre as equipas médicas portuguesas e são-tomenses, mantendo-os informados sobre a evolução dos doentes após o regresso dos médicos a Portugal.

Atualmente o Saúde para Todos desenvolve missões em 23 especialidades com a colaboração de 27 hospitais e instituições de saúde portuguesas para complementar o leque de cuidados necessários com eficácia operacional e baixo custo (cerca de 18% quando comparados com os custos do sistema nacional de saúde português), sendo possível reduzir o número de evacuações sanitárias de São Tomé e Príncipe para Portugal

A primeira missão de ortopedia ocorreu em 2009, com idas frequentes dos médicos missionários a São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto: “Saúde para Todos – Especialidades” implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr em parceria com o Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais de São Tomé e Príncipe e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direção Geral da Saúde.

Saiba mais sobre este projeto aqui.

Está disponível o artigo científico sobre a especialidade de cardiologia no âmbito do Saúde para Todos

Foi divulgado um artigo científico na revista clínica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, em junho de 2015, que descreve o trabalho e o contributo da especialidade de cardiologia em São Tomé e Príncipe no âmbito do projeto “Saúde para Todos: Programa Integrado – Projeto de Cuidados Especializados e Telemedicina”.

O artigo “Saúde para Todos – Especialidades: Cooperação Portuguesa com São Tomé e Príncipe na área da Cardiologia” foi escrito pelos médicos José Loureiro e António Freitas e pela técnica de cardiopneumologia Cláudia Antunes, que desde 2010 integram as missões de cardiologia enquadradas no “Saúde para Todos: Especialidades”.

O IMVF desenvolve desde 1988 um amplo programa de reforço no setor da saúde em São Tomé e Príncipe. Com o apoio da União Europeia, Cooperação Portuguesa, Fundação Calouste Gulbenkian, Direção Geral da Saúde de Portugal e em estreita parceria com o Governo de São Tomé e Príncipe, o programa Saúde para Todos empreendeu, ao longo dos últimos 27 anos, uma estratégia progressiva e em constante crescimento de capacitação e desenvolvimento do setor da saúde. Atualmente a esperança média de vida do país ronda os 70 anos e os indicadores de saúde do arquipélago situam-se entre os melhores da África subsariana.

Cardiologia no terreno e Telemedicina

A primeira missão a São Tomé e Príncipe da especialidade de cardiologia ao abrigo do programa “Saúde para Todos – Especialidades” decorreu em 2010, durante a qual foram realizadas 185 consultas, 369 exames e várias sessões de formação. O artigo refere que o objetivo dessa primeira missão foi “avaliar de que forma o programa “Saúde para Todos do IMVF poderia contribuir, no campo da cardiologia, para uma estratégia global de cooperação em integração e complementaridade com o trabalho já existente de outras organizações”, uma delas a Organização Não Governamental (ONG) de Coimbra, Cadeia da Esperança.

Colaborar na criação e desenvolvimento de uma unidade de cardiologia no Hospital Dr. Ayres de Menezes, inaugurada em 2012, recorrer à telemedicina para apoiar no diagnóstico, orientação terapêutica e decisão de evacuação de doentes para Portugal e contribuir para a criação e implementação de programas de prevenção primária e secundária de doença cardiovascular foram e continuam a ser as principais linhas orientadoras da atividade levada a cabo pela especialidade de cardiologia ao abrigo do “Saúde para Todos – Especialidades” em São Tomé e Príncipe.

Leia o artigo completo aqui.